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MLB – Lesões e uma “temporada ruim” por conta da falta de disparidade?

A terceira semana de jogos da MLB terminou com uma leva de lesões, numa quantidade alta em toda a liga, e um ponto que vale o questionamento: uma temporada só é considerada boa quando um time domina por completo ou quando está tudo mais equilibrado perde o seu charme?

Lesionados – De nomes importantes ao alto número de uma vez só

O “injury bug”, termo comum dos americanos quando as lesões aparecem em uma determinada equipe devido a picada desse mosquito. Dos mais badalados, quem mais chamou a atenção foi o rebatedor designado (DH) do Milwaukee Brewers, Christian Yelich. O MVP da Liga Nacional de 2018 saiu da partida deste último domingo contra o Washington Nationals com dores na coxa esquerda ao tentar avançar para a segunda base.

Segundo o manager, Pat Murphy, “Nós provavelmente vamos ter algumas más notícias” sobre os resultados dos exames do camisa #22, que até o momento deste texto não foram divulgados. Numa temporada onde perder um rebatedor com aproveitamento acima dos 30% faria uma falta enorme. Mesmo com o ataque de “Wisco” brilhando, sem sua referência não é a mesma coisa.

Outra equipe sofrendo e muito com lesões, em especial na sua rotação, é o Houston Astros. Na série contra o Seattle Mariners, era uma cena comum ver os arremessadores saindo por conta de alguma lesão. Tatsuya Imai, arremessador japonês que está fazendo sua estreia na MLB, saiu de sua partida com “dead arm“ (condição temporária onde ocorre perda de sensibilidade do braço e do ombro). Neste último domingo, Cody Bolton saiu com dores nas costas.

A lista continua: Hunter Brown (ombro) e Cristian Javier (ombro) complementam os pitchers que se machucaram. Dos jogadores de campo (position players), Jake Meyers (oblíquo) e Jeremy Peña (joelho) também estão entre os machucados do time de Houston. Sim, eles tem um problema: com todos esses desfalques, o resultado se reflete em campo devida a pior sequência da MLB no momento com sete derrotas consecutivas.

Seguindo no montinho, Nick Pivetta, que antes da partida foi revelado pelo jornalista Bob Nightengale que o jogador, segundo executivos de equipes rivais, iria exercer sua cláusula de saída do contrato com o San Diego Padres ao final da temporada para testar o mercado, saiu de sua partida contra o Colorado Rockies com dores no cotovelo direito.

E o prêmio de “lesão por acidente” vem do Baltimore Orioles. No último fim de semana, Adley Rutschman e Ryan Mountcastle machucaram o tornozelo e o pé respectivamente, sendo o caso de Mounty mais grave por conta de uma fratura no metacarpo do pé esquerdo. A surpresa veio por conta de Tyler O’Neill, que foi para a lista de machucados por concussão.

O motivo? Falta de hidratação. Segundo o jornalista Roch Kubatko, no dayoff do time na última quinta-feira, o jogador ficou desidratado, desmaiou e bateu com a cabeça na queda. Ao sentir tonturas, foi diagnosticado com concussão e ficará uma semana sem jogar, no mínimo.

A bruxa está solta na MLB.

Fazendo história em Cleveland

José Ramirez é um nome bem conhecido do público da MLB e de certa forma não é tão celebrado ou tratado da forma como deveria: um jogador acima da média, mas que atuando pelo Cleveland Guardians, uma equipe de mercado menor comparado aos grandes centros, acaba sendo esquecido e porque não, subestimado.

Pois bem, o jogador no último sábado se tornou o primeiro da história da franquia a rebater um Home Run contra todas as 29 franquias. A última vítima: o Atlanta Braves. Com isso, o terceira base escreve mais um capítulo grandioso na história de Cleveland, pois em 2026 ele também se tornou o jogador com mais partidas disputadas pelos Guardians. Vida longa a J-Ram.

Temporada equilibrada na MLB é sinal de campeonato ruim?

Com os times chegando aos 10% dos jogos realizados em 2026, a tabela da temporada até este domingo mostra um campeonato onde não temos um time desgarrado dos demais, seja na liderança ou entre os últimos colocados, e sim um certo equilíbrio nas campanhas em geral.

A melhor campanha é do Los Angeles Dodgers (11-4) seguido de perto pelos Braves e Padres (10-6). A partir daí, temos cinco equipes com nove vitórias, outras nove equipes com oito vitórias (sendo duas com campanhas 50%), sete times com sete vitórias e seis times com seis vitórias. Que ironia?

E isso nos leva a pensar: não ter disparidade é ruim para o esporte? Tem os pro-domínio, onde o torcedor dessa determinada equipe não quer saber de competitividade, e sim de vencer com sobras. O que na visão dele faz sentido, afinal passar sufoco para vencer jogos não é um exercício proveitoso, por mais que renda grandes histórias para a eternidade.

Por outro lado, um campeonato disputado deixa todo mundo em pé de igualdade. Podendo sonhar com dias melhores e quem sabe surpreender. Por exemplo, um dos times do “clube dos 9” é o Minnesota Twins, que venceu a série em Toronto contra o Blue Jays neste fim de semana. Não era um time cotado para brigar por playoffs.

Do “clube dos 6” está justamente Toronto, atual campeão da Liga Americana, Boston Red Sox e os Astros. Três times que estavam nos prognósticos como candidatos a playoffs e que estão dividindo esse espaço com os Rockies e o Chicago White Sox. É início de temporada, mas nem tudo está perdido na MLB.

Por essas e outras que o beisebol é um esporte maravilhoso.