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Mourinho é derrotado pelo Chelsea na UEFA Champions League, mas continua amado no Stamford Bridge; Confira

Quando José Mourinho desembarcou em Stamford Bridge pela primeira vez, há mais de vinte anos, se apresentou como o “Especial” do Chelsea. Hoje, aos 62 anos, o treinador soma uma trajetória marcada por glórias, quedas, polêmicas e frustrações. Porém, em nenhum outro lugar ele encontrará o mesmo carinho que os torcedores dos Blues lhe reservam. Durante a derrota de seu atual clube, o Benfica, por 1 a 0, pela segunda rodada da fase de liga da UEFA Champions League, a torcida inglesa entoou o nome do português em três momentos distintos.

Já no segundo tempo, o técnico José Mourinho recebeu homenagens tanto da Matthew Harding Stand quanto do Shed End. Quase tímido, respondeu com um aceno, sem desviar o olhar do gramado. Seu desejo por vitórias parecia ainda mais intenso do que nos velhos tempos, como ele mesmo afirmou, pois carrega uma reputação a defender. Na sala de imprensa, lotada de jornalistas que conheciam bem o português, um reencontro especial roubou a cena. Brian Pullman, funcionário histórico do Chelsea, que se aposentou em 2024 após 56 anos de dedicação, voltou apenas para vê-lo.

No entanto, Mourinho não escondeu a emoção e, em tom bem-humorado, perguntou pelos biscoitos que Pullman sempre lhe oferecia. Ao revelar meia dúzia deles escondidos sob um pano, o treinador pegou alguns e, antes de sair, levou o restante. O abraço entre ambos foi comovente, uma lembrança da relação construída ao longo dos anos. Da mesma forma, Mourinho trocou longas palavras com Thresa Conneely, funcionária de longa data do clube, e recebeu Joe Cole, seu ex-jogador, com naturalidade, colocando o braço sobre o ombro dele enquanto conversavam antes da partida. Também não deixou de atender a um jovem torcedor, autografando sua camisa do Chelsea antes de seguir para os vestiários.

Mas por trás desses gestos afetivos, estava o Mourinho competitivo de sempre. Durante o jogo, discutiu decisões, cobrou mais intensidade de seus jogadores e caminhou à beira do gramado como nos velhos tempos. Apesar da derrota, destacou a boa atuação do Benfica, que, segundo ele, enfrentava um rival com poder financeiro incomparável. Curiosamente, Mourinho voltou a ocupar o banco de reservas em que trabalhava nos tempos de Chelsea, mas agora posicionado próximo à torcida do Benfica.

Foi nesse setor que protagonizou mais um momento emblemático: ao ver Enzo Fernández ser alvo de objetos arremessados pela arquibancada no momento de cobrar um escanteio, José Mourinho correu para o local e pediu veementemente que os torcedores parassem. A lembrança de sua famosa corrida em Old Trafford, em 2004, voltou à memória, mas, desta vez, sem a celebração com joelhos deslizando pelo gramado. Embora o arremesso não tenha cessado por completo, foi o suficiente para que o argentino conseguisse executar a cobrança.

O Benfica saiu derrotado e o Chelsea esteve longe de uma exibição brilhante, quando estreou com revés na fase de liga da Champions League para o Bayern de Munique, mas o reencontro de Mourinho com Stamford Bridge ficou marcado pela emoção. Entre reverência e respeito mútuo, ficou claro que o português continua sendo parte viva da história do clube londrino.

Foto: Getty Images

Mourinho retorna a Stamford Bridge com derrota, mas é reverenciado

No retorno ao estádio onde construiu parte de sua trajetória, José Mourinho saiu derrotado por 1 a 0 diante do Chelsea na fase de grupos da Champions League, mas foi celebrado pelos torcedores que não esqueceram seus feitos. O gol solitário do confronto nasceu aos 18 minutos, quando Richard Rios, em tentativa de cortar cruzamento de Alejandro Garnacho, acabou desviando contra a própria meta.

O Benfica, apesar da entrega, não conseguiu transformar as oportunidades em empate. A atmosfera em Stamford Bridge oscilou entre nostalgia e reverência: logo na entrada do treinador em campo, os cânticos “José Mou-rin-ho” ecoaram nas arquibancadas. O português respondeu com gestos carinhosos, inclusive soprando beijos à torcida. Ao término da partida, cumprimentou Enzo Maresca e deixou o gramado em silêncio, evitando prolongar a emoção do reencontro. Antes do jogo, havia reafirmado sua conexão com o Chelsea: “O clube faz parte da minha história, e eu faço parte da deles”. No entanto, deixou claro que seu foco segue nos resultados: “Agradeço a recepção, mas me alimento de vitórias”.

Para o Chelsea, o triunfo sobre o Benfica na fase de liga da UEFA Champions League, serviu como alívio após início irregular na competição continental. Para o técnico José Mourinho, a derrota não apagou a admiração dos torcedores, reafirmando o legado que construiu em Londres nos últimos anos em sua carreira como treinador.

Foto: Getty Images

Benfica busca reação sob comando de Mourinho

O desafio agora é outro: o Benfica soma duas derrotas consecutivas na fase de grupos da Champions e precisa reagir para manter vivas as chances de avançar às oitavas. O revés contra o Chelsea, em Stamford Bridge, marcou o reencontro de Mourinho com sua antiga casa, mas também trouxe frustração pela necessidade de resultados imediatos.

O treinador português enfrenta o desafio de equilibrar nomes de peso como Nicolas Otamendi, Richard Ríos, Vangelis Pavlidis e com jovens talentos ainda em busca de afirmação. O time tem sofrido com falhas defensivas em momentos cruciais e dificuldade em transformar posse de bola em gols. Mourinho insiste na resiliência como chave: “A Champions não se decide em setembro. É preciso força mental para virar a situação”, disse recentemente, classificando os próximos jogos como verdadeiras finais.

Com o grupo equilibrado e adversários diretos pontuando, a reação precisa vir já na próxima rodada. Para o treinador, que carrega o peso de recolocar o Benfica entre os protagonistas do continente, a missão exige ajustes táticos, solidez defensiva e maior eficácia ofensiva. Difícil, mas não impossível. E, como tantas vezes em sua carreira, Mourinho tentará transformar a crise em combustível para uma recuperação histórica.

(Foto: Getty Images)