O técnico José Mourinho é considerado um dos grandes nomes da história do futebol europeu. Mesmo sendo uma figura polêmica e, por vezes, temperamental, é impossível ignorar o peso de seu currículo. O português passou por gigantes do Velho Continente, como Real Madrid, Chelsea, Manchester United, Porto e, mais recentemente, o Fenerbahçe, da Turquia. Sempre se apresentou como um profissional vencedor, e com razão, mas nos últimos anos, a vitória tem vindo menos no campo e mais nos… boletos bancários.
Estamos falando de uma lenda que já acumulou 108 milhões de euros só em multas rescisórias ao longo da carreira. Isso mesmo: Mourinho está no hall dos poucos que conseguem “vencer” sendo demitidos. De acordo com a imprensa turca, sua mais nova bolada virá após sua curta passagem pelo Fenerbahçe. O clube teria que desembolsar 15 milhões de euros pela quebra precoce do contrato, após a eliminação na fase preliminar da Champions League, uma derrota para o Benfica que selou o fim da linha para o português em Istambul.
A missão de Mourinho era complicada: rivalizar com um Galatasaray que investiu pesado, mirando estrelas como Victor Osimhen, Leroy Sané e İlkay Gündoğan. Enquanto isso, no Fenerbahçe, o Special One reclamava publicamente da falta de reforços e da pouca ambição da diretoria. A relação já estava por um fio, e a eliminação europeia apenas acelerou o processo.
E como se o roteiro já não fosse curioso o suficiente, o momento mais irônico veio depois da demissão: o clube turco anunciou a contratação do goleiro Ederson, campeão de tudo com o Manchester City. Um reforço de peso, provavelmente a maior contratação da liga… mas que chegou só depois da saída de Mourinho. Coincidência? Talvez. Comédia? Certamente.
Mourinho tem competidores, mas sai na frente deles

Quando o assunto é multa rescisória, aquele valor que o clube paga ao treinador quando decide encerrar o contrato antes do prazo, Mourinho lidera a lista com folga. Alguns nomes de peso também já engordaram suas contas bancárias nesse esquema, mas ninguém bate o português.
Ronald Koeman, por exemplo, levou 11,7 milhões de euros ao deixar o Barcelona. Antonio Conte recebeu 30,6 milhões do Chelsea em 2018, segundo o The Sun. Laurent Blanc garantiu 19,8 milhões do PSG em 2016, e Luiz Felipe Scolari ganhou 15,9 milhões do Chelsea em 2009, menos de seis meses após ser contratado.
Mas quando Mourinho entra nessa conversa, é como se todo mundo parasse pra ouvir. Ele simplesmente redefiniu o conceito de “sair por cima”.
Só o Chelsea precisou pagar duas multas rescisórias para ele: uma de 20,9 milhões e outra de 9,6 milhões, somando 30,5 milhões de euros. Já o Real Madrid depositou 19,7 milhões na conta do Special One após uma saída tumultuada.
Na segunda passagem pela Inglaterra, Mourinho comandou o Manchester United, e adivinha? Mais uma demissão, mais um pix: 22 milhões de euros. Logo depois, assumiu o Tottenham, onde chegou perto de levantar uma taça, mas parou no “quase”. Resultado? Saída antecipada e mais 17,4 milhões no bolso.
Essa fase até virou série no Amazon Prime Video, “All or Nothing: Tottenham Hotspur”, onde o público pôde acompanhar bastidores inéditos e os momentos intensos da era Mourinho no clube londrino.
Na Roma, sua experiência foi um pouco menos lucrativa, pelo menos em termos de rescisão. Foram “só” 3,5 milhões de euros pagos ao português após sua saída da capital italiana. Agora, com a nova bolada do Fenerbahçe, ele adiciona mais um capítulo à sua já vasta coleção de “vitórias” fora das quatro linhas.
Foto: Murad Sezer/Reuters



