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Tenis

Com mudança na regra de proteção de ranking, WTA mostra contínua evolução nos direitos das mulheres

Nesta quarta-feira (11), a WTA anunciou uma mudança na regra de proteção de ranking. Originalmente, a norma foi criada para ajudar um tenista em seu retorno após uma lesão. No tênis feminino, as atletas também conseguiram a inclusão da proteção durante a gravidez ou outras forma de maternidade. A licença-maternidade remunerada também já uma realidade.

Agora, o órgão regularizador da modalidade feminina mostra que continua nos direitos das mulheres. Diferente do que acontece com os homens, as atletas, obviamente, precisam ficar afastadas das quadras para terem filhos. Isso gera um dilema comum entre as jogadoras: focar em sua carreira ou pausar para construir uma família.

Procedimentos de fertilidade, como congelamentos óvulos ou embriões, ajudam as atletas a lidar melhor com a situação. Mesmo assim, ainda é necessário ficar um tempo afastadas das quadras. E é aqui que entra a mudança da regra. Qualquer tenista entre a 1ª e 750ª posição do ranking, e ficarem afastadas por 10 ou mais semanas, serão incluídas no ranking protegido.

Quando voltarem a competir, recebem um Ranking Especial de Entrada (SER, em inglês). E poderá ser usado em até três competições de nível WTA 125, 250 e 500. Além disso, o Fundo de Maternidade também dará o suporte financeiro para a realização dos procedimentos de fertilidade.

2020 Women's ASB Classic: Day 7
Serena Williams voltou ao circuito após sua primeira filha. Foto: Hannah Peters/Getty Images

WTA e a evolução nos direitos das mulheres

A WTA foi criada exatamente para focar nas tenistas e suas diferentes demandas no mundo esportivo. Na época, Billie Jean King foi uma das fundadoras e focavam na igualdade de direitos com os atletas masculinos. Com o passar dos anos, isso foi evoluindo.

O ranking protegido é um belo exemplo disso. Criado apenas para ajudar os tenistas que ficaram muito tempo longe do circuito por lesão, a WTA adaptou as regras nos últimos anos. As jogadoras que decidem ser mães, podem parar e então voltar usando a mesma regra. Naomi Osaka, Belinda Bencic e Elina Svitolina são algumas das atletas que fizeram isso.

No site oficial, o órgão afirma que a decisão de incluir procedimentos de fertilidade na regra do ranking protegido era algo desejado pela atletas. Qualquer tenista que está ranqueada entre a 1ª e 750ª posição de simples ou duplas é elegível para a norma.

Além das adaptações da regra do ranking protegido, a WTA também possui o Programa de Foco na Família. Nas últimas temporadas, fez que mudanças que ajudam as atletas a conciliar o desejo de ser mãe e continuar jogando tênis. Além da inclusão das tenistas grávidas na proteção do ranking, ou outra forma de parentalidade, também oferece apoio pós-parto.

Não só isso, mas há a licença-maternidade remunerada, por meio do Fundo da Maternidade da WTA. O fundo ajuda, principalmente, as tenistas de ranking baixo e menos conhecidas. Em constante evolução, a Associação mostra que escuta suas atletas.

Victoria Azarenka
Victoria Azarenka tem um filho de 8 anos e é um dos principais nomes na briga por direitos na WTA. Foto Olimpik/NurPhoto via Getty Images

Conselho das jogadoras apoia iniciativa

A decisão foi comemora pelas jogadoras. No passado, já foi visto tenista abandonando suas carreiras para que pudessem engravidar. Era realmente incomum que as atletas voltassem ao esporte após ter filhos. Sloane Stephens, membro do Conselho de Atletas, reconheceu a importância da regra para a geração futura e atual:

“Estou muito orgulhosa do nosso esporte por reconhecer a importância dos tratamentos de fertilidade para atletas femininas. Para qualquer mulher, a discussão sobre a vida familiar versus carreira é complexa e cheia de nuances. A WTA agora criou um espaço seguro para explorar opções e tomar as melhores decisões. É realmente inovador e irá empoderar essa geração, e a futura geração de jogadoras, a continuar com o esporte que amam sem ter que abrir mão de algo.”

Foto: REUTERS/Amr Alfiky