O Manchester City vive um dos verões mais agitados de sua história recente. Após a saída de Pep Guardiola depois de dez anos gloriosos no comando da equipe, o clube skyblue inicia uma profunda reconstrução. Não é só o técnico catalão que está de saída. Bernardo Silva e John Stones também deixarão o Etihad Stadium ao final de seus contratos, no dia 30 de junho. Duas lendas que conquistaram tudo com a camisa citizen e que marcam o fim de um ciclo inesquecível.
De acordo com ‘The Athletic’, a “operação saída” vai muito além. O veículo inglês aponta outros sete jogadores que podem deixar o clube neste verão. Nico González, Rico Lewis, Tijjani Reijnders, Omar Marmoush, Mateo Kovacic, James Trafford e Nathan Aké estão na lista de possíveis baixas. A diretoria, comandada por Hugo Viana como diretor esportivo, tem pela frente um mercado muito movimentado para montar o time da era pós-Guardiola.
Jogadores com futuro incerto
A situação de cada um é diferente. Kovacic e Aké são veteranos com apenas um ano de contrato restante e cujos ciclos parecem encerrados. Ambos foram peças importantes, mas o clube busca renovação. Já Nico González, Omar Marmoush e Tijjani Reijnders chegaram há menos de dois anos por valores altos (187 milhões de euros no total). Seus contratos são longos (até 2029 e 2030), mas nenhum deles é considerado intransferível. Tudo dependerá da chegada do novo treinador, que, segundo rumores, pode ser Enzo Maresca.
Os formados na base, Rico Lewis e James Trafford, também têm o futuro em aberto. Trafford, goleiro da seleção inglesa, viu sua ascensão ser freada com a chegada de Gigio Donnarumma. Apesar de ter sido importante na conquista da FA Cup e da Carabao Cup, seu papel de segundo goleiro pode levá-lo a buscar minutos em outro clube.
Dias e Gvardiol no radar do Real Madrid
Dois dos nomes mais delicados são Ruben Dias e Josko Gvardiol. O capitão português, de 29 anos, tem sido ligado ao Real Madrid, especialmente agora que Florentino Pérez continua no comando e José Mourinho pode assumir o banco. Dias tem contrato até 2029 e ainda é um pilar da defesa, mas sua saída não está descartada.
Josko Gvardiol, contratado por 90 milhões de euros em 2023, também interessa ao Real Madrid. O croata de 24 anos, com contrato até 2028, tem uma proposta de renovação sobre a mesa, mas merengues, Bayern de Munique e Barcelona monitoram sua situação. Sua versatilidade (zagueiro e lateral esquerdo) o torna um alvo atraente.
Rodri, o grande dilema
O nome que mais preocupa a torcida citizen é Rodri Hernández. O Ballon d’Or espanhol tem contrato até 2027 e é um dos jogadores mais cotados para o Real Madrid. Rodri preferiu não falar sobre o futuro até depois da Copa do Mundo de 2026, mas sua possível saída deixaria um enorme vazio no meio-campo.
O que vem pela frente para o City?
A saída de Guardiola marca o fim da era mais vitoriosa do clube. Dez anos de domínio absoluto, com múltiplas Premier Leagues, Champions League e outros troféus. Agora começa uma nova fase. Hugo Viana tem a missão de reconstruir um time competitivo sem perder a identidade deixada por Guardiola.
O Manchester City não planeja um rebuild total, mas sim uma renovação profunda. Manter o núcleo de jovens talentos e trazer peças experientes será essencial. O mercado de transferências será quente, com saídas que podem gerar recursos para novas contratações.
A torcida citizen vive sentimentos mistos. Por um lado, gratidão eterna a Guardiola, Bernardo e Stones por tudo o que conquistaram. Por outro lado, incerteza com o futuro sem eles. O desafio é enorme, mas o City conta com uma estrutura sólida, poder financeiro e uma base promissora.
A mudança é necessária para oxigenar o elenco e dar espaço a novos projetos. Jogadores como Dias e Gvardiol podem ficar ou sair dependendo das propostas, mas o clube priorizará a competitividade.
O futuro é incerto, mas promissor. O Manchester City fecha um capítulo glorioso e abre outro. A era pós-Guardiola começa com movimentos fortes no mercado. A torcida espera que as saídas sirvam para fortalecer o time e voltar a brigar por todos os títulos.
O Etihad Stadium se prepara para uma nova etapa. O City, mesmo sem seu grande líder, continua sendo um dos clubes mais poderosos do mundo. A limpeza é dolorosa, mas pode ser o primeiro passo para um novo ciclo de sucessos.
Foto: Manchester City.


