A Most Valuable Promotions (MVP), promotora fundada pelo youtuber e pugilista Jake Paul, anunciou nesta terça-feira (24) o card completo do primeiro evento de MMA que será transmitido pela Netflix, marcado para 16 de maio, em Los Angeles. A iniciativa representa mais um passo ousado da MVP no mercado de esportes de combate, ampliando sua atuação além do boxe e apostando em nomes de peso para atrair audiência global.
Anteriormente, a MVP já havia informado que o confronto entre as lendas Ronda Rousey e Gina Carano seria a luta principal. Depois, a confirmação do retorno de Francis Ngannou, que enfrentará o brasileiro Philipe Lins, animou os fãs das artes marciais. O que muitos não esperavam, porém, é que o card completo é de dar inveja ao UFC.
A estratégia da MVP fica evidente: combinar grandes nomes consagrados, atletas em ascensão e confrontos com apelo midiático. O resultado é um evento que mistura nostalgia, rivalidade e curiosidade — elementos fundamentais para o sucesso comercial no cenário atual das lutas.
MVP tem card estrelado e estratégia agressiva
Entre os destaques, o ex-campeão peso-pesado do UFC, Júnior Cigano, enfrentará o medalhista olímpico cubano Robelis Despaigne. Trata-se de um duelo que opõe experiência no MMA contra explosão atlética oriunda de outra modalidade, fórmula frequentemente utilizada pela MVP para gerar interesse além do público tradicional.
Outro confronto relevante envolve o britânico Muhammad Mokaev, que deixou o UFC invicto, com sete vitórias, e agora encara o brasileiro Adriano Moraes, ex-campeão do ONE Championship. A luta reforça a proposta da MVP de reunir talentos de diferentes organizações, criando embates inéditos e difíceis de acontecer em ligas tradicionais.
O card também chama atenção pela presença de figuras conhecidas pelo estilo provocador, como Nate Diaz e Mike Perry. Ambos carregam histórico de rivalidades e comportamento irreverente, o que aumenta o apelo promocional — algo que a MVP explora com eficiência desde sua criação.
Além disso, a inclusão de nomes menos conhecidos enfrentando atletas mais populares segue uma lógica clara: apresentar novos talentos ao grande público. Esse equilíbrio entre celebridades e promessas ajuda a MVP a construir narrativa e renovar seu elenco ao mesmo tempo.
Card completo:
Lutas principais:
- Ronda Rousey x Gina Carano
- Nate Díaz x Mike Perry
- Francis Ngannou x Phillipe Lins
Outras lutas:
- Salahdine Parnasse x Kenneth Cross
- Júnior Cigano dos Santos x Robelis Despaigne
- Muhammad Mokaev x Adriano Moraes
- Lorenz Larkin x Jason Jackson
- Namo Fazil x Jake Babian
- David Mgoyan x Albert Morales
- Aline Pereira x Jade Masson-Wong
Um desafio direto ao UFC?
Embora ainda esteja distante da estrutura consolidada do UFC, a MVP demonstra ambição ao montar um card tão competitivo. A repetição do termo MVP ao longo do evento não é apenas branding — é também uma tentativa de fixar a marca como alternativa relevante no mercado de lutas.
Ao apostar em transmissão via Netflix, a MVP rompe com o modelo tradicional de pay-per-view e amplia o alcance potencial. A plataforma garante exposição global imediata, algo que pode acelerar o crescimento da promotora e atrair novos fãs que normalmente não acompanham MMA.
Outro ponto importante é o apelo geracional. Enquanto o UFC mantém sua base sólida, a MVP dialoga com um público mais jovem e digital, impulsionado pela influência de Jake Paul. Essa diferença de abordagem pode ser decisiva no futuro da indústria.
No fim das contas, o card completo mostra que a MVP não está apenas testando o MMA — está investindo pesado para competir. Com nomes como Rousey, Ngannou, Diaz e Cigano, a MVP entrega um evento que mistura espetáculo e relevância esportiva. Resta saber se o resultado dentro do octógono corresponderá à expectativa criada fora dele.
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