Naná Silva foi o grande nome do Time Brasil no zonal da BJK Cup. Com 16 anos, a jovem tenista assumiu a responsabilidade de ser o principal nome da equipe e cumpriu a missão. Além de vencer todos os jogos de simples, um em cada dia, também ganhou uma partida nas duplas, ao lado de Victoria Barros.
Mas, para além dos resultados, a paulista empolga ainda mais pela enorme evolução apresentada em quadra. Ainda muito jovem, mostrou melhora em diversos aspectos, elevando ainda mais as expectativas para o seu futuro.

Naná Silva mostra clara evolução
A força de Naná Silva sempre foi algo que chamou a atenção. Desde muito nova, a tenista gosta de buscar ataques fortes e encerrar os pontos de forma mais rápida possível. Uma verdadeira ‘ball basher’ em quadra, o que gerou diversas comparações divertidas com outras tenistas da mesma característica nas redes sociais.
Aryna Sabalenka, Elena Rybakina, Serena Williams são alguns dos nomes que, como piada, já foram mencionados. Para não gerar qualquer mal-entendido: é claro que a brasileira ainda precisa crescer para chegar perto de qualquer uma das citadas. Trata-se apenas de piadas pela forma como Naná gosta de amassar a bolinha amarela.
No entanto, isso deixa bem claro o estilo agressivo da adolescente que, para a sua idade, já a faria se destacar. Só que agora apresenta também uma evolução absurda em outros aspectos significativos para a sua carreira no tênis. A variação no jogo melhorou, sabendo se segurar quando não é o momento de atacar como gosta.
Assim como seu ‘court sense’, a habilidade de ler a partida e fazer o movimento correto para o momento. Esses dois fatores, ao lado de sua agressividade, serão essenciais no futuro. Especialmente nessa transição para o profissional e futura adaptação no circuito da WTA.
Mas ainda tem mais: Naná mostrou também a sua capacidade de contra-ataque. Saber se defender não era seu forte e é algo em que sua equipe precisava trabalhar. E fizeram isso muito bem, com a jovem atleta tendo sucesso em se segurar em diversos momentos.
Para fazer essa parte bem, há ainda outra questão: seu físico. O que é outro ponto de evolução da paulista. Mais forte, está com os músculos cada vez mais definidos e com o corpo secando. Isso também faz com que aguente disputas mais longas de pontos, assim como jogos mais demorados e de três sets.

Teto de Naná é alto
Desde que surgiu, Naná Silva é apontada como um possível talento geracional no tênis brasileiro. Assim como acontecia com João Fonseca, é notado que a adolescente possui um teto enorme de evolução. Para além da melhora que já apresentou, ainda pode evoluir em todos os aspectos.
E é isso que torna a sua projeção tão animadora. Sendo tão jovem e já mostrando o talento que tem, o que podemos esperar da paulista em dois ou três anos? Talvez até mais cedo, em 2027, quando só estiver com os seus 17 anos. É claro, muita coisa pode acontecer no futuro e pode impedir todo o sucesso esperado.
No entanto, lançar desafios, como foi a BJK Cup nesta semana, também é um processo essencial para sua evolução. O talento está presente e esse tipo de cenário ajuda a crescer, não sendo necessário esperar até que ‘esteja pronta’. Naná já está pronta para enfrentar essas batalhas e, se perder, é apenas mais aprendizado.
Se vencer, Naná Silva segue em frente e eleve ainda mais o gigantesco teto que tem.
Foto: André Gemmer/CBT



