Não é de hoje que em diversos esportes temos a definição de “GOAT” (Greatest of All Time, ou Maior de Todos os Tempos). Tom Brady é da NFL e Lionel Messi é o do futebol, mas Michael Jordan não parece interessado em ser o “GOAT” do basquete.
Por muitos anos existe a discussão: quem é o melhor jogador de basquete de todos os tempos?
Para alguns é Michael Jordan, que conquistou seis campeonatos da NBA com o Chicago Bulls e é indiscutivelmente um dos atletas mais famosos que já existiram; enquanto outros acreditam que o título de “GOAT” da NBA é LeBron James, que ganhou quatro campeonatos com três times diferentes e está no meio de sua 23ª temporada na liga.
Sobre essa discussão, que parece ser eterna, Michael Jordan revelou que realmente não se importa com o debate de quem é o verdadeiro “GOAT” do basquete.

Michael Jordan e o ‘GOAT’
Em entrevista realizada recentemente ao jornalista Mike Tirico, da NBC, Michael Jordan explicou por que não se importa muito com o título e por que acredita que ele é mais polêmico do que qualquer outra coisa.
“O termo ‘GOAT’ nunca vai ser algo que me deixe eufórico ou desanimado. Simplesmente não existe para mim. Nunca joguei contra Oscar Robertson ou Jerry West. Adoraria ter jogado”, disse ele a Tirico.
“E eu realmente aprendi com eles. E nós abrimos caminho para os Kobes e os LeBrons, certo? E para mim, essa é a beleza do basquete: um jogador, depois de um jogador anterior, evolui o jogo ainda mais. Mas não use isso contra os jogadores que realmente te ensinaram o jogo ou com quem você aprendeu. É por isso que tenho dificuldade [com essa conversa de GOAT]. Olha, eu adoraria ter jogado contra LeBron e Kobe no meu auge… Mas nunca saberemos disso.”
Para Jordan, a discussão sobre o GOAT faz parte de uma narrativa que tenta “elevar uma geração acima da outra” e que “isso cria animosidade”.
“Não tenho nenhuma animosidade contra os jogadores de hoje, mas existem alguns jogadores que nutrem essa animosidade devido ao esquecimento da sua contribuição para o basquetebol. É o que é. É uma comparação vazia. Nunca encontraremos a resposta definitiva para essa pergunta.”
James teve uma “carreira inacreditável”, acrescentou Jordan, e “eu o admiro pelo que ele fez. Assim como Kobe, [Kevin Durant], todos esses caras e todos esses caras que jogaram nesta era. Acho que eles elevaram o nível do basquete tremendamente. Eu simplesmente não concordo quando você começa a tentar colocar um acima do outro. Não funciona.”
Parte do motivo pelo qual isso não funciona é que poderia prejudicar “outros jogadores que buscam seu espaço dentro da geração do basquete”, disse ele — caras como Abdul-Jabbar, Russell ou Wilt Chamberlain, por exemplo.
“Como é que você simplesmente os empurra para um canto e diz: ‘Não vamos pensar em vocês’?”, concluiu Jordan. “É aí que eu me perco.”
(Foto principal: REUTERS/Benoit Tessier)