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O New York Giants e o labirinto financeiro da NFL: Como os contratos garantidos pesam na reconstrução da franquia

O New York Giants é uma das franquias mais problemáticas financeiramente na NFL. Com alguns contratos recentes bastante questionáveis, como a renovação de Daniel Jones alguns anos atrás, antes de dispensar o quarterback, hoje no Indianapolis Colts, um dos grandes problemas da franquia azul de Nova York é não saber flexibilizar os contratos antes de assiná-los.

Muito disso ocorre pelo fato de os Giants não utilizarem outras opções de reestruturação contratual antes de fechar acordos com jogadores na free agency. Nova York segue se recusando a usar outras ferramentas disponíveis para os general managers, como anos vazios e bônus de opção, para administrar o teto salarial. Sendo assim, cada contrato assinado acaba se tornando um peso muito grande, pois impacta diretamente o cap da franquia de forma bastante significativa.

Além disso, o valor principal, seja o total ou a média anual de um novo contrato plurianual, que costuma receber a maior parte da atenção, é menos significativo do que a parcela totalmente garantida do acordo. Muitas vezes, o valor total anunciado nunca chega a ser pago ao jogador. O já citado caso do quarterback Daniel Jones é um bom exemplo disso. Os Giants assinaram uma renovação com Jones no valor de “US$ 160 milhões”, mas o quarterback recebeu pouco mais da metade desse montante.

Com uma nova comissão técnica e vindo de temporadas negativas, espera-se que os Giants façam uma boa temporada em 2026. No entanto, diante dos gastos elevados em diferentes posições, é importante analisar se Nova York tem investido esse dinheiro de forma eficiente para melhorar o elenco. Para analisar essa questão, é preciso levar em conta dois fatores: o valor médio anual (AAV) do contrato e o valor totalmente garantido (FG), em vez da duração total do vínculo, algo que pode ser alterado pelos general managers ao longo do tempo.

Confira alguns contratos dos principais jogadores do New York Giants

O quarterback Jaxson Dart possui um contrato com média anual de US$ 4,2 milhões e US$ 17 milhões garantidos. A situação dos Giants na principal posição do esporte é tranquila no momento. Dart ainda está em seu contrato de calouro e caminha para sua segunda temporada na NFL. Após uma boa primeira temporada, o quarterback tem tudo para receber uma extensão contratual no futuro, e aí sim os Giants terão de abrir os cofres para manter seu franchise quarterback. Caso consigam renovar antes do último ano de seu vínculo de rookie, o novo contrato de Dart poderá representar um excelente custo-benefício para a franquia.

Os wide receivers Darius Slayton, com média anual de US$ 12 milhões e US$ 22 milhões garantidos, e Malik Nabers, com média anual de US$ 7,3 milhões e US$ 29,2 milhões garantidos, possuem situações contratuais bastante confortáveis. Slayton é apenas o 37º recebedor mais bem pago da liga, enquanto Malik Nabers ainda está em seu contrato de calouro. O restante do corpo de recebedores recebe contratos típicos de jogadores de rotação, alguns com valores garantidos inferiores a US$ 1 milhão.

O left tackle Andrew Thomas possui um contrato com média anual de US$ 23,5 milhões e US$ 67 milhões garantidos. Thomas é um dos poucos jogadores do elenco dos Giants que efetivamente possui valor de mercado consolidado. Mesmo assim, seu contrato é apenas o sétimo maior entre os left tackles em termos de média anual. A confiança que a franquia deposita nele se reflete no valor garantido de US$ 67 milhões, o maior da posição em toda a NFL.

Outros jogadores importantes dos Giants também possuem contratos relevantes, como o pass rusher Kayvon Thibodeaux, que recebe US$ 7,8 milhões anuais e possui US$ 31,3 milhões garantidos; o linebacker Tremaine Edmunds, com média anual de US$ 12 milhões e US$ 47,8 milhões garantidos; e o safety Jevon Holland, que recebe US$ 15,1 milhões por temporada, com US$ 27,4 milhões garantidos.

Giants possuem uma folha salarial “barata”, porém com muito dinheiro garantido em um elenco pouco talentoso

Graças ao fato de possuir um elenco bastante jovem, os Giants ainda desfrutam de uma folha salarial com um custo-benefício razoável. No entanto, a quantidade de dinheiro garantido distribuída entre diversos jogadores chama bastante atenção.

É importante destacar que esta análise considera os valores anuais dos contratos, enquanto os valores garantidos correspondem ao total previsto durante a vigência dos vínculos. Porém, se o baixo impacto anual na folha salarial é uma boa notícia, o problema está justamente no elevado volume de dinheiro garantido comprometido com um elenco que ainda possui pouco talento consolidado.

Dessa forma, pensar em construir um time mais competitivo no curto e no médio prazo se torna um desafio para uma franquia que possui uma estrutura salarial relativamente problemática e um elenco ainda carente de estrelas. A missão da nova comissão técnica, comandada pelo head coach John Harbaugh, será desenvolver esse grupo e fazer com que os Giants consigam realizar uma boa temporada, além de executar movimentos que tornem o elenco mais forte e seguir acertando nas próximas classes de draft.