O meio-campista italiano Sandro Tonali está prestes a deixar o Newcastle para ser anunciado como novo reforço do Tottenham pelo valor de £ 100 milhões. A provável despedida do atleta gera repercussões, especialmente pela grande surpresa do negócio, já que os Magpies terminaram na 12ª posição da Premier League da última temporada.
O Newcastle poderia ter condições de gastar valores maiores dentro das regras, estabelecendo um limite superior para os clubes que não competem na Europa. Porém, o clube não tem a intenção de desafiar as regras da UEFA de maneira imprudente.
Os Magpies deixaram claro nesta semana que possuem comprometimento com o cumprimento integral e contínuo como parte de um acordo da instituição europeia, depois de violar os regulamentos de sustentabilidade financeira. Os fundos arrecadados por meio das vendas de Anthony Gordon e Sandro Tonali seriam fundamentais para reinvestir de modo significativo neste verão.
O Newcastle está do lado errado nesta negociação?
Já houve um aviso externo de que o Newcastle pode se beneficiar de ficar de fora das competições europeias da temporada 2026/27. Isto acontece porque as regras específicas da Premier League a respeito do rácio de custo do plantel (SCR em inglês) autorizam que clubes que não joguem competições da UEFA gastem mais de 85% das receitas de futebol e do lucro/prejuízo líquido com a venda de atletas.
Por outro lado, estas normas restringem aos clubes que disputam torneios europeus um gasto de 70%. Todavia, dirigentes do Newcastle avisaram que o acúmulo de enormes prejuízos em uma única janela de transferências e o atingimento de um custo expressivo com o elenco podem causar um impacto prejudicial.
Esta lei da UEFA sobre rendimentos de futebol abrange um período máximo de três anos. Assim sendo, se o clube gastar muito neste verão e se classificar para qualquer competição da Europa, corre um sério risco de infringir esta regra, porque as contas ainda devem ser apresentadas.
Os Magpies teriam que reduzir os custos do plantel para se adequarem às normas da UEFA. Portanto, as substituições seriam fundamentais para criar um espaço financeiro, sobretudo sem a riqueza da Champions League. O Newcastle precisa melhorar as vendas.
Tal situação não iniciou nesta janela de transferência. Em 2024, importantes figuras do clube destacaram que o Newcastle obteve um lucro de apenas £12 milhões com a venda de jogadores nos três anos anteriores. Para efeito de comparação. A média das seis equipes com maior faturamento na Premier League foi de £ 156 milhões, enquanto as demais 13 equipes arrecadaram uma média superior a £ 60 milhões.
Desde então, houve uma mudança na instituição, mas o Newcastle está prestes a perder três jogadores cruciais em um período menor de um ano.
Para Kieran Maguire, especialista em finanças do futebol, o recado é claro.” O Newcastle está definitivamente do lado errado da história. O Chelsea não tinha isso sob o comando de Roman Abramovich. O Manchester City não tinha isso sob o comando do Sheikh Mansour porque não havia restrições de PSR e SCR.”
“Esses clubes podiam se dar ao luxo de perder o quanto quisessem, contanto que os donos estivessem satisfeitos, certos de que, se comprassem um jogador e ele não desse certo, poderiam se livrar dele ou simplesmente deixá-lo de fora com um salário altíssimo. Assim, eles teriam condições de comprar uma peça de reposição e, com sorte, essa funcionaria da segunda vez”, acrescentou.
Por que a UEFA está preocupada com as novas regras financeiras impostas pela Premier League?
No momento em que a Premier League votou a favor das novas normas financeiras, a UEFA ficou rapidamente preocupada. Pois as outras quatro principais ligas europeias estão alinhadas com a regra dos 70% da UEFA ou atuam com um modelo de regulamentação financeira semelhante.
A nova lei da Premier League a respeito da proporção entre o custo do elenco e a receita, que entrou em vigor nessa quarta-feira (01), permite que equipes de fora da Europa recebam até 85% da receita, podendo chegar ao máximo de 115%, possuindo uma multa insignificante.
A UEFA entende que isso pode resultar em inflações no mercado de transferências. Os clubes ingleses que têm orçamentos superiores, graças aos contratos milionários de direitos de transmissão televisiva, deveriam gastar ainda mais dinheiro para as contratações.
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