Neymar
Futebol Seleção Brasileira

Neymar faz último jogo na Vila Belmiro antes da convocação, e dará mais um motivo para Ancelotti deixá-lo de fora

Neste domingo (10), Neymar fará sua última partida na Vila Belmiro antes da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Após o duelo entre Santos e Red Bull Bragantino, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Peixe terá dois confrontos contra o Coritiba: um fora de casa, pela Copa do Brasil, e outro como mandante, pelo Brasileirão, porém em Itaquera.

Sendo assim, no duelo contra o Massa Bruta, o camisa 10 santista terá sua última oportunidade na casa do Peixe para mostrar que ainda merece espaço no grupo que disputará o Mundial sob o comando de Carlo Ancelotti. 

No entanto, a realidade do craque em 2026 segue muito distante do cenário ideal. A verdade é que, a cada partida disputada, Neymar parece entregar mais motivos para permanecer fora da Seleção. Muito além dos problemas físicos, o desempenho do jogador dentro de campo continua abaixo do esperado.

Embora o nome do atleta ainda carregue enorme peso devido ao passado construído com a camisa da Seleção Brasileira e pelos anos em alto nível no futebol, o momento atual do jogador é preocupante, principalmente quando analisamos os números da temporada.

Neymar não consegue justificar convocação em 2026

Mesmo participando bastante das partidas do Santos, Neymar não consegue transformar o volume de ações em atuações realmente decisivas. No Campeonato Brasileiro, o camisa 10 possui média de 70 ações com a bola por jogo. Neste cenário, os dados ofensivos ajudam a explicar por que o jogador ainda não convenceu Ancelotti.

Atualmente, Neymar acumula uma média de 24 perdas de posse de bola por partida no Brasileirão, enquanto outro dado preocupante aparece nos dribles. Conhecido justamente pela capacidade de decidir jogos no um contra um, Neymar possui apenas 24% de aproveitamento nas tentativas de drible no torneio nacional. Em média, o jogador consegue somente 1,2 drible certo por partida.

Os números ajudam a confirmar uma sensação que já fica evidente dentro de campo: Neymar está muito longe da versão que um dia encantou o mundo. Atualmente, o craque sofre para manter intensidade, encontra dificuldades para vencer duelos individuais e já não consegue desequilibrar com frequência.

E o cenário se torna ainda mais preocupante quando observamos os números da Copa Sul-Americana. Na competição continental, Neymar possui média ainda maior de perdas de posse, chegando a 27,3 por partida, mesmo enfrentando adversários consideravelmente mais fracos. Além disso, embora participe mais do jogo, com quase 96 ações com a bola por confronto, o camisa 10 segue apresentando baixa eficiência individual, sem conseguir fazer a diferença para o Peixe.

Neste cenário, cresce ainda mais a sensação de que uma possível convocação para a Copa do Mundo aconteceria muito mais pelo peso do nome do jogador do que pelo futebol apresentado atualmente.

E, neste cenário, é importante lembrar que Ancelotti sempre demonstrou respeito pela história do camisa 10. Porém, ao mesmo tempo, o treinador italiano também deixou claro que deseja contar apenas com jogadores em condições ideais para disputar o Mundial. E aqui está justamente o maior problema para Neymar: o futebol apresentado até agora não sustenta uma vaga na Seleção Brasileira.

Neymar segue distante do nível exigido pela Seleção

Mesmo possuindo momentos pontuais de qualidade técnica, Neymar continua incapaz de entregar regularidade. O cenário se torna ainda mais preocupante enquanto o Santos atravessa outra temporada complicada. Desta forma, o camisa 10 tem pouco tempo para mudar a percepção criada nos últimos meses. 

O problema é que, neste momento, a impressão parece cada vez mais consolidada. A cada partida com a camisa do Peixe, Neymar passa a sensação de ser um jogador mais distante do nível necessário para disputar uma Copa do Mundo. E isso pesa ainda mais quando observamos que a convocação não pode acontecer apenas baseada no passado. Embora ninguém esqueça o jogador decisivo que Neymar já foi um dia, a realidade atual aponta para outro cenário.

Hoje, o craque parece muito mais próximo de uma convocação construída pela memória do que pelo desempenho dentro de campo. E, considerando o nível apresentado até aqui em 2026, Carlo Ancelotti possui motivos suficientes para seguir deixando o camisa 10 fora da Seleção Brasileira.

Créditos da foto de capa: Raul Baretta/ Santos.