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NFL: Como o ataque do Minnesota Vikings deve evoluir em 2026?

O Minnesota Vikings é um dos times mais pressionados da NFL para a nova temporada. A franquia precisa de resultados após decepcionar nos últimos anos. E muito disso aconteceu por conta da posição de quarterback.

JJ McCarthy foi selecionado na primeira rodada do draft há alguns anos, e ele deveria assumir a posição de quarterback por muitas temporadas. Contudo, sofreu uma lesão séria no joelho e, por conta disso, perdeu seu primeiro ano na liga. Sam Darnold assumiu o comando do ataque e levou o time até os playoffs, onde foram eliminados logo cedo.

Os Vikings decidiram apostar em McCarthy em 2025, abrindo mão de Darnold, que conquistaria o Super Bowl pelo Seattle Seahawks, e Daniel Jones, que foi o titular do Indianapolis Colts. Enquanto isso, Minnesota ficou longe dos playoffs devido a queda de McCarthy.

Hoje, no início da preparação para a nova temporada, o Minnesota Vikings busca melhorar a situação na posição de quarterback, apostando na contratação de Kyler Murray, ex-Arizona Cardinals. Ele e McCarthy vão disputar a posição de titular. Mas essa não é a principal novidade para o ataque dos Vikings.

Frank Smith (Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports)
Frank Smith (Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports)

Como o ataque do Minnesota Vikings vai atuar em 2026?

Independentemente de quem for o quarterback titular, seja McCarthy ou Murray, o Minnesota Vikings promete mudar alguns conceitos de seu ataque. O jogo aéreo continuará sendo o principal assunto quando falamos dos Vikings, mas o jogo terrestre da equipe promete algumas reformulações importantes com a chegada do assistente técnico Frank Smith.

Kevin O’Connell, treinador principal do Minnesota Vikings, é derivado da “linhagem” de Sean McVay (Los Angeles Rams) da “árvore genealógica” de treinadores de Kyles Shanahan. Enquanto Frank Smith vem de uma passagem no Miami Dolphins, de Mike McDaniel (derivado da linhagem de Shanahan). McDaniel se especializou no jogo terrestre trabalhando com Kyle Shanahan, e Smith promete levar muito desses conceitos para os Vikings.

A promessa é que Smith otimize ainda mais o esquema de jogo corrido do Minnesota Vikings, que usa muito o conceito “zone run”. Por sua passagem nos Dolphins, Smith deve trazer variações para esse esquema, sempre usando a criatividade e jogadas que buscam enganar seus adversários. Além disso, Smith deve aumentar ainda mais as corridas externas, que já é algo muito utilizado pelos Vikings. O ponto aqui é que o ex-Dolphins deve criar jogadas baseadas na dissimulação, algo muito visto em Miami.

Criatividade no jogo terrestre é o principal fator de Frank Smith. Vimos diversas formações inovadoras no Miami Dolphins. Algumas deram certas, já outras, não. Mas a criatividade estava lá.

Com a chegada de Smith, o Minnesota Vikings também deve apostar na utilização de um fullback. CJ Ham teve algumas jogadas ao longo dos anos, mas não foi tão bem utilizado como nomes como Alec Ingold (Dolphins) e Kyle Juszczyk (San Francisco 49ers). Recentemente, os Vikings gastaram uma escolha de quinta rodada para selecionar o novato Max Bredeson, que pode fazer a função.

Com a possível utilização de Bredeson, alguns jogadores do Minnesota Vikings, como Jauan Jennings e TJ Hockenson, podem perder espaço em algumas formações. A presença de um fullback em campo ajuda tanto no jogo aéreo quanto no corrido.

De forma geral, Frank Smith promete melhorar o jogo corrido do Minnesota Vikings, com criatividade e inovações. Se isso realmente acontecer, o jogo aéreo será o mais beneficiado, o que tirá a pressão de Kyler Murray ou JJ McCarthy. Será dessa forma que os Vikings acharão sucesso na nova temporada da NFL.

(Foto principal: Brad Rempel-Imagn Images)