Jerry Jones deve estar se achando o melhor negociador da história da NFL ao adquirir Quinnen Williams no “saldão” que aconteceu no New York Jets, depois de ter trocado por Logan Wilson, ex-Cincinnati Bengals, na trade deadline da NFL. Mas essas duas movimentações é a forma com que os Cowboys tentam remediar os principais “sintomas” de uma “doença” maior e que parece ser “crônica”.
O linha defensiva tem tudo para ser um dos principais jogadores de sua posição na NFL, e ele ainda é bem jovem e razoavelmente barato, ao menos pelo restante de 2025 (US$8 milhões), já que seu valor sobe na próxima temporada da NFL (cerca de US$20 milhões). Esses pontos podem e devem ser considerados uma vitória para o Dallas Cowboys, mas até que ponto a chegada de Williams mudará a atual situação da defesa da equipe na NFL? No primeiro momento, em nada.
Impacto das trocas
Adicionando Logan Wilson na história, Quinnen Williams e o linebacker são, obviamente, peças que ajudarão os Cowboys a parar o jogo corrido, o que não vem acontecendo na atual temporada da NFL. Na troca que levou Micah Parsons para os Packers, Kenny Clark serviria para conter o jogo corrido, mas o veterano tem tido muitos problemas em se tornar um fator positivo na desorganizada defesa dos Cowboys.
Atualmente, com algumas lesões em seu elenco, o Dallas Cowboys é considerado uma força ofensiva, com sua defesa dando mais trabalho do que resultados. E quando o ataque está em um dia ruim, a situação para a equipe piora bastante.
Quinnen Williams promete ser uma força na linha defensiva dos Cowboys, já que ele é um especialista contra o jogo corrido. Normalmente o ex-Jets atrai o bloqueio de dois jogadores da linha ofensiva, e só esse fato já proporciona mais possibilidades para o sistema defensivo dos Cowboys. Já Wilson era uma das poucas coisas positivas da defesa dos Bengals nos últimos anos, mas ele não deve ter o mesmo impacto de Williams.

Era necessário?
Hoje, o Dallas Cowboys está muito longe dos playoffs, com três vitórias, cinco derrotas e um empate. A defesa serve como “âncora” para o restante da equipe, e qualquer reforço, qualquer um mesmo, já funcionaria. Mas voltamos ao mesmo argumento que levou a saída de Micah Parsons: um jogador só não consegue mudar todo um sistema.
O principal ponto para defender a saída de Micah Parsons dos Cowboys, dá forma como foi, era o argumento de que ele, sozinho, não seria a resposta para todos os problemas da defesa dos Cowboys. Ou seja, Parsons poderia perseguir o quarterback adversário e até mesmo ser um fator com o jogo corrido, mas apenas ele não estava sendo o suficiente. E isso levou o Dallas Cowboys a ficar sem a superestrela, o que realçou ainda mais os seus problemas, como estamos vendo na atual temporada.
Para resolver esse problema que vem afetando o time há algum tempo, o Dallas Cowboys optou pela troca por Quinnen Williams e Logan Wilson. Os dois podem sim melhorar um pouco a situação, mas voltamos para o mesmo problema de antes — e Quinnen Williams não é Micah Parsons. Em termos práticos, um defensive tackle normalmente não tem o mesmo impacto de jogadores que atuam na posição de edge, poucas são as exceções.
A campanha não ajuda, o ataque segue tendo excelentes dias depois não produz nada, enquanto a defesa passa apuros contra o Arizona Cardinals comando por Jacob Brissett, reserva imediato de Kyler Murray. Ou seja, os Cowboys não se podem dar ao luxo de perder mais um ou dois jogos nas próximas semanas, senão essas duas trocas não vão ter servido para nada, só para comprometer o futuro da franquia nos próximos drafts.
Quinnen Williams e Logan Wilson têm condições plenas de melhorar o atual cenário da defesa dos Cowboys, mas isso não significa muito caso a franquia continue a perder na temporada. Para o futuro, a história é diferente. Como dito anteriormente, Williams é jovem (27 anos) e isso é algo com que os Cowboys podem trabalhar para os próximos anos.
(Foto principal: Getty Images)