Shedeur Sanders não foi escolhido nas três primeiras rodadas do Draft NFL 2025, vendo cinco quarterbacks serem selecionados antes. Entenda os motivos.
Shedeur Sanders, quarterback da Universidade do Colorado e filho do Hall da Fama Deion Sanders, era projetado para ser uma escolha segura de primeira rodada no Draft NFL 2025. Muitos analistas o consideravam um talento capaz de mudar o destino de uma franquia.
No entanto, de maneira surpreendente, Sanders não foi escolhido nem na 1ª, nem na 2ª e nem na 3ª rodada. Sua queda vertiginosa expôs uma série de fatores que influenciaram diretamente sua avaliação no processo.
Desempenho em campo: bons números, mas com sinais de alerta
Em termos estatísticos, Shedeur Sanders teve uma temporada sólida em 2024: 74% de aproveitamento nos passes, 4.134 jardas, 37 touchdowns e apenas 10 interceptações.
Apesar dos números impressionantes, scouts levantaram sérias preocupações em relação à sua capacidade de lidar com pressão. Seu tempo médio para soltar a bola (três segundos) foi considerado excessivo para o padrão NFL, enquanto sua taxa de sacks sofridos (20,1% sob pressão) revelou uma dificuldade de leitura e escape.
No nível profissional, onde cada fração de segundo importa, essa deficiência técnica se tornou um ponto crítico em sua avaliação.
Processo pré-draft: ausências que custaram caro
Outro fator que contribuiu para a queda de Sanders foi sua decisão de não participar do Senior Bowl, do East-West Shrine Bowl e do Combine da NFL.
Ao evitar essas plataformas de avaliação direta, Sanders deixou dúvidas sem resposta para técnicos e diretores de elenco, que valorizaram a exposição completa de outros quarterbacks durante o processo.
Em uma classe sem unanimidades, perder a oportunidade de impressionar no processo pré-draft foi um erro estratégico custoso.
De acordo com diversos relatos, Shedeur Sanders também deixou uma má impressão durante entrevistas com times da NFL.
Executivos de equipe descreveram-no como arrogante, resistente a aceitar críticas e propenso a culpar companheiros por erros.
Para a posição de quarterback — que exige liderança, maturidade e responsabilidade — esses traços comportamentais foram decisivos em sua desvalorização.
A influência de Deion Sanders: um complicador
O peso da influência de Deion Sanders também foi discutido nos bastidores.
Embora seu nome seja lendário no futebol americano, algumas franquias temeram que o envolvimento do pai pudesse causar distrações desnecessárias ou criar expectativas excessivas sobre a carreira do filho. Em uma liga onde a política interna e a hierarquia são fundamentais, esse tipo de preocupação pesa muito.
Cinco quarterbacks foram selecionados antes de Shedeur Sanders
Para deixar ainda mais clara a profundidade da queda de Sanders, cinco quarterbacks foram escolhidos antes dele:
Cam Ward (Washington State) – Tennessee Titans – 1ª escolha geral / 1ª rodada
Jaxson Dart (Ole Miss) – New York Giants – 25ª escolha geral / 1ª rodada
Tyler Shough (Texas Tech) – New Orleans Saints – 40ª escolha geral / 2ª rodada
Jalen Milroe (Alabama) – Seattle Seahawks – 92ª escolha geral / 3ª rodada
Dillon Gabriel (Oregon) – Cleveland Browns – 94ª escolha geral / 3ª rodada
Esses quarterbacks, em geral, apresentaram características que os times valorizaram mais: melhor mobilidade sob pressão, processamento de leitura defensiva mais rápido e perfis comportamentais considerados mais alinhados ao padrão de exigência da NFL.
Mesmo quarterbacks que eram projetados para meados do segundo dia acabaram sendo preferidos a Sanders, o que reforça como o mercado interpretou seus riscos como inaceitáveis para seleções altas.
Não escolhido nas três primeiras rodadas: impacto imediato
O fato de não ser chamado nas três primeiras rodadas do Draft 2025 coloca Sanders em uma situação desafiadora.
Jogadores selecionados mais tarde enfrentam contratos menores, menos oportunidades iniciais e precisam construir suas carreiras enfrentando maior ceticismo das franquias.
Para Sanders, isso significa que a expectativa de ser “o rosto de uma franquia” no curto prazo está adiada — e que ele precisará provar seu valor dia após dia.
Apesar da queda, Sanders ainda tem talento natural e uma sólida experiência universitária.
Se conseguir corrigir as deficiências apontadas, melhorar sua postura profissional e abraçar a jornada de “underdog”, pode muito bem escrever uma história de superação na NFL — como já fizeram Tom Brady, Russell Wilson, Dak Prescott e outros quarterbacks que também ouviram “não” no primeiro dia de Draft, e no caso de Brady e Prescott até no segundo.
A história ainda está aberta para ser reescrita — e cabe a Shedeur aproveitar essa oportunidade.
A queda de Shedeur Sanders no Draft NFL 2025 — não sendo selecionado nas três primeiras rodadas e vendo cinco quarterbacks saírem antes dele — é um lembrete de que talento natural precisa ser complementado com liderança, atitude correta e escolhas estratégicas.
Seu desafio agora será mostrar que o rótulo inicial não define o futuro. O trabalho duro, a resiliência e o desenvolvimento contínuo podem recolocar Sanders no caminho do sucesso.