O training camp e o início da pré-temporada da NFL são momentos em que as equipes estão finalizando os últimos detalhes para o início da nova temporada da liga. Contudo, alguns times têm preocupações a serem resolvidas o quanto antes, como é o caso de Dallas Cowboys e Washington Commanders.
As duas equipes viram dois de seus grandes destaques dos últimos anos pedirem para serem trocados, após não chegar a um acordo de renovação. Mas os casos de Micah Parsons, nos Cowboys, e Terry McLaurin, nos Commanders, são diferentes.
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Em termos de produção em campo, os dois são destaques nas últimas temporadas da NFL. Ambos já tiveram passagem no Pro Bowl e no All-Pro da liga, e os dois estão em seu último ano de contrato.
Tanto Parsons quanto McLaurin querem a mesma coisa: dinheiro, um contrato longo e alguns anos de dinheiro garantido. Mas ambos vivem duas situações diferentes na sua busca por um novo contrato e, agora, por um novo time.

Situação evitável
Micah Parsons busca um novo contrato com o Dallas Cowboys desde janeiro, mas a franquia optou por esperar — o que, ninguém sabe. Com o passar do tempo, o preço de Parsons foi aumentando, já que o mercado de pass rusher passou por diversas mudanças em termos de contrato nos últimos meses. Depois, a paciência do defensor foi se esgotando, o que levou o jogador a pedir para ser trocado recentemente.
O objetivo de Parsons sempre foi renovar com os Cowboys, mas a franquia não ajudou, e hoje o jogador tem outra visão. Como dito no seu anúncio de troca, Parsons não quis ser o não-quarterback mais bem pago da NFL, mas as ações dos Cowboys, assim também como o mercado de pass rusher, o levaram a buscar isso atualmente.
Na negociação com os Cowboys, Parsons tem todas as “cartas”, mesmo que não seja isso o que a franquia não acredite. O defensor é o primeiro na história da NFL desde 1982 a ter 12 sacks ou mais em suas primeiras quatro temporadas na liga. Além disso, Parsons é um dos principais jogadores de sua posição.
A espera dos Cowboys fez com que Parsons visse três jogadores assumirem a função de atletas mais bem pagos da posição. Primeiro foi Maxx Crosby (US$35 milhões por ano), dias depois foi a vez de Myles Garrett (US$40 milhões por ano) e, mais recentemente, T.J. Watt (US$41 milhões por ano).
Para o Dallas Cowboys, ou é fazer Micah Parsons o não-quarterback mais bem pago da NFL, passando o valor de T.J. Watt, ou troca o jogador para uma franquia que consiga pagar o valor pedido por Parsons.

Renovação justa
Terry McLaurin é o principal nome ofensivo do Washington Commanders há alguns anos, perdendo esse status com a chegada de Jayden Daniels. Mas o wide receiver ainda é fundamental para o desenvolvimento do jovem quarterback e para qualquer ambição de título para a franquia em 2025.
Em 2024, McLaurin bateu o recorde de mais touchdowns recebidos na história do Washington Commanders, com 13. O número só ficou atrás dos 17 de Ja’Marr Chase em toda a NFL. Isso mostra como o recebedor é importante para os Commanders. Mas nem isso garante um novo contrato para ele.
Diferente de Parsons, que tem 26 anos, McLaurin está correndo contra o tempo para garantir mais um contrato lucrativo em sua carreira. Próximo dos 30 anos, o wide receiver espera manter o seu valor, mesmo que, nessa idade, a tendência é que os recebedores caiam de produção.
Terry McLaurin é fundamental para os Commanders, mas a equipe pode trocar ele caso a proposta certa chegue.
(Foto principal: Jerome Miron-Imagn Images)