O tão esperado “saldão” do Indianapolis Colts começou. A franquia começa a abrir mão de nomes importantes do seu elenco, como Quenton Nelson (Seattle Seahawks). Agora foi a vez de DeForest Buckner foi negociado para o San Francisco 49ers, onde atuou nos primeiros anos de sua carreira na NFL. Por sinal, o próximo nome que pode ser negociado pelos Colts é Josh Downs, que teria pedido para deixar o time recentemente.
Após negociar Quenton Nelson por duas escolhas de draft (terceira rodada de 2027 e quinta de 2028), os Colts (2-5) aceitaram a proposta do San Francisco 49ers por DeForest Buckner. O defensor deixou os Colts e retornou aos 49ers por uma escolha de quarta rodada do draft de 2027.
Buckner está de volta aos 49ers, equipe que o selecionou na primeira rodada do draft de 2016. Ele passou quatro anos lá e os últimos seis anos e meio em Indianápolis.
De forma geral, a troca funciona para todos os lados. Os Colts conseguem mais uma escolha de draft para o seu futuro, além de se livrar de outro contrato grande; os Niners adicionam um jogador capaz de melhorar sua linha defensiva, que está sofrendo com diversas lesões; já Buckner se junta ao time no qual ele já teve passagem em sua carreira, com a oportunidade de disputar o título em 2026. Mas como realmente essa troca ajuda os Colts e os Niners?
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Buckner era uma escolha óbvia para o San Francisco 49ers
Não foi surpresa nenhuma ver DeForest Buckner retornar ao San Francisco 49ers. A volta do defensor fazia muito sentido. Os 49ers nunca quiseram negociar Buckner, considerando a troca uma decisão dolorosa, porém necessária. Após a derrota no Super Bowl LIV para o Kansas City Chiefs, eles só podiam pagar um de seus principais jogadores de linha defensiva, Buckner ou Arik Armstead. Então, Buckner foi negociado, Armstead recebeu o pagamento e os 49ers selecionaram Javon Kinlaw no draft.
Logo após a troca, o gerente geral John Lynch a classificou como “provavelmente a coisa mais difícil” que já havia feito até então.
O San Francisco 49ers precisava de reforços na linha defensiva, e Buckner parece ser a peça ideal para preencher essa lacuna. Osa Odighizuwa tem pressionado o quarterback adversário, e o calouro Gracen Halton teve alguns bons momentos, mas eles são os únicos defensive tackles do San Francisco 49ers que jogaram todas as partidas. Não havia muitas outras peças confiáveis na linha defensiva.
Buckner possui as habilidades necessárias para elevar o nível de toda a defesa. Ele também deve ser uma voz forte e respeitada no vestiário, mesmo com muitas caras novas desde sua última passagem por lá.

Colts confirmam ‘saldão’ esperado
Quando comparamos as duas negociações feitas pelos Colts nos últimos dias, a troca de Quenton Nelson foi a mais surpreendente. O linha ofensiva passou sua carreira inteira na franquia e chegou a assinar uma grande extensão contratual com os Colts há alguns anos. Algo bem diferente de Buckner. Contudo, vale destacar que ambos estão no último ano de contrato.
Para os Colts, fazia sentido conseguir o que pudessem por esses dois jogadores, mesmo que isso significasse, a curto prazo, enfraquecer significativamente as duas linhas de scrimmage de uma equipe que, de repente, começou a perder o rumo.
Os Colts receberam mais ou menos o que se esperava em troca e, considerando o quão desfalcado está seu leque de escolhas no draft, sem nenhuma escolha de primeira rodada no próximo ano, cada escolha conta.
Com as negociações de Nelson e Buckner, os Colts perderam liderança e dois nomes importantes nas trincheiras. Haverá oportunidades para jogadores mais jovens se destacarem, e isso provavelmente faz parte da visão por trás dessas trocas, mas a realidade é que elas foram um mal necessário, considerando como os últimos anos se desenrolaram na posição de quarterback e o colapso da temporada passada após o início de 8-2.
(Foto principal: Maria Lysaker/AP)



