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No Real Madrid, falta um Cristiano Ronaldo; Confira

No contexto atual do Real Madrid, a afirmação de que “falta um Cristiano Ronaldo” ultrapassa qualquer leitura simplista baseada apenas em números de gols. A expressão, recorrente nos bastidores e na imprensa esportiva espanhola, funciona como um diagnóstico mais profundo do momento vivido pelo clube: a dificuldade histórica de substituir um atacante de impacto mundial que reúna, simultaneamente, capacidade goleadora, liderança natural, poder de decisão e uma presença simbólica capaz de contagiar o time inteiro nos momentos decisivos — exatamente o papel que CR7 exerceu de forma exemplar entre 2009 e 2018.

Por outro lado, Cristiano Ronaldo não foi apenas um dos maiores artilheiros da história do Real Madrid — foram 450 gols em 438 partidas, com média superior a um gol por jogo —, mas também um paradigma de eficiência, competitividade e regularidade em todas as competições. Sua passagem marcou uma era dourada para o clube, com conquistas históricas, especialmente no cenário europeu, incluindo quatro títulos da UEFA Champions League, além da La Liga e troféus internacionais que consolidaram o domínio merengue no futebol moderno.

Após sua saída, o Real Madrid atravessou diferentes fases de reconstrução e adaptação. Mesmo mantendo elencos competitivos e recheados de talento, o clube encontrou obstáculos para preencher plenamente o vazio deixado por sua principal referência ofensiva. Nomes como Karim Benzema — que viveu seu auge após a partida de Ronaldo — e, mais recentemente, Kylian Mbappé, tentaram assumir o protagonismo, mas as comparações constantes com CR7, sobretudo no que diz respeito à frieza em jogos decisivos e à presença constante em grandes noites, evidenciam que o clube ainda busca um substituto que seja, ao mesmo tempo, simbólico e funcional.

A ideia de que “falta um Cristiano Ronaldo” também dialoga com questões de identidade tática e cultural. Ao longo dos últimos anos, sob diferentes treinadores, o Real Madrid alternou estilos de jogo, redistribuiu protagonismos e passou a depender mais do coletivo em determinados momentos. Ainda assim, não conseguiu encontrar um atacante que combinasse, de forma consistente, volume de gols, imposição física e influência psicológica sobre adversários. Essa carência se torna mais perceptível em fases decisivas de grandes competições ou quando a equipe atua sem seu principal finalizador, transferindo a responsabilidade para jogadores com características distintas, como meio-campistas ou pontas mais criativos.

Há também um componente simbólico forte nessa discussão. Cristiano Ronaldo representava mais do que um jogador decisivo: ele personificava a mentalidade competitiva do Real Madrid. Sua postura, ética de trabalho e ambição individual reverberavam no vestiário e influenciavam a forma como o clube encarava desafios continentais. Esse tipo de liderança carismática, rara e difícil de replicar, costuma ser lembrada justamente nos períodos de instabilidade ou quando os resultados ficam abaixo das expectativas.

Do ponto de vista histórico, o legado de Cristiano no Real Madrid transcende estatísticas. Sua presença no Santiago Bernabéu elevou o nível de exigência interna e externa, ajudando a moldar uma mentalidade vencedora que ainda hoje serve como referência em análises esportivas e no imaginário da torcida. A falta de um sucessor claro — não apenas em gols, mas em personalidade, influência e capacidade de decisão — alimenta a sensação de que o clube, em determinados contextos, ainda procura reencontrar uma figura icônica capaz de marcar uma era inteira.

Assim, quando se diz que “no Real Madrid falta um Cristiano Ronaldo”, a frase sintetiza duas ausências simultâneas: uma lacuna técnica, relacionada à regularidade goleadora e ao poder de decisão, e um vazio simbólico, ligado à liderança e à representação do espírito competitivo do clube. Trata-se de uma reflexão que vai além do placar e aponta para a busca contínua do Real Madrid por excelência, identidade e domínio no mais alto nível do futebol mundial nesta temporada, sob o comando de Álvaro Arbeloa.

Foto: Getty Images

Por que o Real Madrid sente a ausência de um Cristiano Ronaldo e vê Mbappé assumir parte desse protagonismo

Desde a saída de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid não apenas tenta preencher um espaço em seu ataque, mas também procura uma figura que exerça impacto semelhante ao do português no Bernabéu — tanto em rendimento esportivo quanto em simbolismo institucional. Cristiano foi mais do que um artilheiro extraordinário: foi líder, decisivo em jogos grandes e um ícone absoluto de competitividade, elementos que definiram uma era dominante do clube.

Atualmente, o debate entre torcedores, analistas e comentaristas gira em torno da ideia de que falta “um Cristiano Ronaldo” no Real Madrid e de como Kylian Mbappé vem assumindo parte desse protagonismo, ainda que com características próprias.

Em termos numéricos, a passagem de Ronaldo por Madri estabeleceu parâmetros quase inalcançáveis: 450 gols em 438 jogos e uma regularidade impressionante em decisões. Ele representava uma engrenagem ofensiva praticamente automática, capaz de decidir confrontos com frequência e naturalidade. Essa dificuldade de encontrar um perfil semelhante no futebol atual reforça a percepção de que o clube ficou sem um “homem-gol” icônico desde sua saída.

Nesse contexto, a chegada de Mbappé, em 2024, foi recebida como uma possível resposta a essa carência. A expectativa era de que o francês assumisse o protagonismo absoluto do ataque merengue, sustentado por números expressivos ao longo da carreira, conquistas individuais relevantes e temporadas em que superou marcas históricas do próprio clube em gols.

Ainda assim, a comparação entre Mbappé e Cristiano, embora inevitável, encontra limites claros. Mbappé já se consolidou como um dos atacantes mais letais do futebol mundial, com desempenhos decisivos em todas as competições e protagonismo evidente no Real Madrid. Na temporada 2024/25, por exemplo, seus números elevados em gols e assistências, aliados a prêmios individuais, reforçaram seu papel central na equipe.

Por outro lado, muitos observadores destacam que “substituir” Cristiano Ronaldo envolve mais do que estatísticas. Ronaldo foi também uma liderança psicológica dentro de campo, alguém que influenciava companheiros e intimidava adversários apenas com sua presença. Mbappé, consciente dessa herança, constrói sua trajetória de forma própria. Ele reconhece Cristiano como referência, mas deixa claro que seu objetivo é escrever sua própria história no clube, sem reproduzir exatamente o mesmo modelo.

Taticamente, o Real Madrid atual também difere daquele moldado em torno de Ronaldo. Em vez de centralizar toda a responsabilidade em Mbappé, a equipe busca integrar melhor seus talentos ofensivos, como Vinícius Júnior e jogadores criativos do meio-campo. Essa abordagem reflete o futebol contemporâneo, mais coletivo e versátil, ainda que a dependência do desempenho individual de Mbappé seja evidente — sobretudo quando sua ausência impacta diretamente o rendimento do time.

No plano simbólico, Mbappé representa a esperança de uma nova era. Para muitos, ele é o jogador que mais se aproxima de repetir o impacto e a aura deixados por Cristiano Ronaldo no clube. Contudo, essa transição é gradual e marcada por expectativas diferentes. O craque português se transformou em lenda por meio de uma combinação única de gols, liderança e consistência; o astro francês, com talento e juventude, parece destinado a trilhar um caminho próprio, ainda que sob a sombra inevitável das comparações.

Dizer que “falta um Cristiano Ronaldo” no Real Madrid, portanto, não diminui a qualidade do elenco atual, mas reconhece que a ausência de uma figura absolutamente singular — em equilíbrio entre rendimento e liderança — ainda ressoa no clube. Mbappé encarna parte dessa busca: entrega gols, visibilidade e poder de decisão, enquanto constrói, passo a passo, sua própria identidade como homem-chave de uma nova fase merengue.

Foto: Getty Images

Quem são os jogadores do Real Madrid que marcaram gols de falta no período pós-Cristiano Ronaldo

Desde a saída de Cristiano Ronaldo em 2018, o Real Madrid registrou uma queda significativa na produção de gols diretos de falta — uma especialidade que marcou profundamente a era do português, responsável por 32 gols desse tipo pelo clube.

Nos anos seguintes, poucos jogadores conseguiram balançar as redes em cobranças diretas de bola parada, o que evidencia tanto a dificuldade coletiva nesse fundamento quanto a ausência de um especialista com a eficácia de Cristiano.

Entre os nomes que se destacaram pontualmente está Federico Valverde. O meio-campista uruguaio marcou um gol de falta pelo Real Madrid, tornando-se uma exceção em um período marcado pela escassez desse tipo de lance decisivo.

Outro jogador que figura nessa lista é Kylian Mbappé. O atacante francês, principal reforço do clube nos últimos anos, também conseguiu converter uma cobrança direta, surgindo como alternativa ocasional a uma função que antes tinha dono.

Além deles, Rodrygo e David Alaba aparecem nos registros como atletas que, embora sem regularidade, também marcaram gols de falta. Esses casos reforçam a ideia de que a responsabilidade pelas bolas paradas foi diluída entre diferentes jogadores, sem que surgisse um especialista fixo.

No elenco atual, Valverde, Mbappé, Rodrygo e Alaba são apontados como os principais executores de faltas desde a saída de Cristiano Ronaldo, ainda que o número total de gols seja bastante modesto quando comparado aos padrões estabelecidos anteriormente.

Historicamente, jogadores como Gareth Bale, Mesut Ozil e James Rodríguez também marcaram gols de falta pelo Real Madrid, especialmente durante ou antes da era Cristian Ronaldo. Contudo, muitos desses nomes deixaram o clube ou perderam protagonismo após 2018, contribuindo para a queda nessa estatística específica.

A escassez de gols de falta no período pós-Cristiano evidencia um desafio técnico e tático para um Real Madrid que, mesmo com um ataque poderoso, ainda não encontrou um substituto à altura da eficácia que o português apresentava em bolas paradas — um detalhe que ajuda a explicar a redução expressiva desses gols ao longo das últimas temporadas.

Em síntese, após a saída de Cristiano Ronaldo, os jogadores do Real Madrid que conseguiram marcar gols diretos de falta foram Federico Valverde, Kylian Mbappé, Rodrygo e David Alaba, todos com participações esporádicas nesse tipo de lance, bem distantes do protagonismo que marcou a era do português.

(Foto: Getty Images)