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Futebol

Com o retorno de Coudet ao Internacional, Brasileirão tem pela primeira vez na história a maioria de técnicos estrangeiros

(por Rafael Lima)O retorno de Eduardo Coudet ao Internacional representou um dado histórico no Campeonato Brasileiro de futebol. Pela primeira vez na história da competição a maioria dos clubes que disputam o Brasileirão são dirigidos por treinadores estrangeiros.Atualmente, são 11 técnicos de fora do país, sendo sete portugueses e quatro argentinos. E nove brasileiros, sendo que dois deles ainda estão sob o status de interinos, Wesley Carvalho, do Athletico Paranaense, e Thiago Kosloski, do Coritiba, que está bem próximo de ser efetivado no cargo, devido aos bons resultados.Entre os brasileiros, temos os consagrados Luiz Felipe Scolari, do Atlético Mineiro, e Vanderlei Luxemburgo, do Corinthians. Porém, ambos na fase final de suas carreiras, estão longe de serem unanimidades em seus clubes e não estão tão seguros assim em seus cargos.Um nome mais recente no cenário de técnicos principais no Brasil é Paulo Turra, que chegou ao Santos disposto a disciplinar os jogadores e resgatar o futebol do time, mas vem tendo uma certa resistência do elenco e já conta com a desconfiança da torcida santista.Na contramão dos citados, os quatro outros brasileiros, Renato Portaluppi, do Grêmio, Dorival Júnior, do São Paulo, Fernando Diniz, do Fluminense, e Vagner Mancini, do América Mineiro, gozam de prestígio de suas diretorias e contam com o apoio da maioria de seus torcedores, embora o treinador do Coelho possa ter sua situação insustentável, caso não saia tão cedo da zona da degola.Já em relação aos estrangeiros, existem diversos perfis. Por exemplo, Abel Ferreira e Juan Pablo Vojvoda, chegaram como desconhecidos em Palmeiras e Fortaleza, respectivamente, mas se tornaram ídolos, ganharam títulos, e possuem situações confortáveis em seus clubes.Já António Oliveira, que já está há algum tempo no Brasil, chegou ao Cuiabá e resgatou o time da zona do rebaixamento, se afastando a cada rodada. Enquanto isso, na contramão do compatriota, Armando Evangelista está tendo muita dificuldade em conseguir bons resultados pelo Goiás, estando na corda bamba no comando do Esmeraldino.Ainda falando de portugueses, Pepa, do Cruzeiro, e Renato Paiva, do Bahia, vivem uma gangorra de sentimentos em relação aos seus torcedores. Ambos tiveram momentos de muito elogio, mas hoje vem convivendo com mais críticas, por isso, assim como o citado técnico do Goiás, não estão totalmente seguros em seus cargos.Com mais tranquilidade em seus empregos, Pedro Caixinha, do Red Bull Bragantino, e Jorge Sampaoli, do Flamengo, parecem ter seus plantéis nas mãos, com moral em relação as diretorias, o português e o argentino devem brigar por objetivos dentro de suas pretensões até o fim da competição.Por fim, os recém-chegados aos seus clubes. Bruno Lage, do Botafogo, Ramón Diáz, do Vasco, e Eduardo Coudet, do Internacional, chegaram cheios de moral em suas equipes e, com objetivos bem distintos, carregam a confiança de seus torcedores e devem iniciar seus trabalhos com o apoio das arquibancadas.Dito isso, a tendência maior de demissões para a sequência da temporada é de brasileiros, o que pode tornar o Brasileirão ainda mais estrangeiro nos comandos dos clubes, num movimento de desvalorização dos nossos treinadores sem precedentes.

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