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Automobilismo

NOS EMBALOS DA NOITE ASIÁTICA: o que esperar do circuito de rua de Singapura

(por Wilson Machado) Neste final de semana de 15 a 17 de Setembro teremos o Grande Prêmio de Singapura, no traçado de rua que corta a cidade de Marina Bay. Tendo 5,063km de extensão divididas em 19 curvas e contando com três (que podem virar quatro) zonas de DRS, o circuito tem os traços fortes de um circuito de rua padrão, com muitas curvas fechadas e algumas zonas estreitas, o que torna ele um dos mais difíceis de se guiar e também um dos mais exigentes do calendário. Destrinchando o traçadoO primeiro setor é o mais rápido. Durando cerca de 27 segundos, conta com seis curvas e a primeira zona de DRS, sendo essa a maior e o setor onde o carro chega em sua maior velocidade próximo dos 320 km/h, e tem como um real ponto de ultrapassagem a curva seis, que fica no meio da zona de DRS. O segundo setor é o mais travado do circuito, e dura cerca de 38 segundos com sete curvas. Atualmente conta com uma zona de DRS entre as curvas 13 e 14, para tentar criar uma área de ultrapassagens na freada para a 14, porém é uma zona bem curta, e um setor onde estão alguns trechos mais estreitos, significando que as ultrapassagens são ainda mais raras. É um setor onde o foco e habilidade do piloto contam muito pelo alto nível de agilidade necessária entre as curvas 10 e 13 Já o terceiro setor, hoje é uma pequena incógnita. As antigas curvas 17, 18 e 19 foram removidas para a criação de uma grande reta, que mesmo sem a colocação de uma zona de DRS, vai possibilitar mais ultrapassagens na frenagem da “nova” curva 16 (antiga 19).  Sem muita previsão de tempo de duração, é um setor onde podem estar o maior número de ultrapassagens, e continua dono de um dos melhores “finais de corrida” da temporada, onde tem as duas últimas curvas para a entrada da sempre iluminada reta dos boxes Aerodinâmica e pneusPor ser um circuito mais travado, Singapura exige dos carros um nível de downforce alto, pois o nível de pressão para o contorno e retomada das curvas é o ponto principal para a performance dos carros. Já no quesito dos pneus, mesmo sendo um circuito de rua, é relativamente pouco abrasivo, o que fez a Pirelli optar pela gama mais macia de pneus, sendo C3 o duro, C4 o médio e C5 o macio. Singapura é dura às vezesClassificada por muitos pilotos como a corrida mais exigente da temporada, é uma prova que testa de forma exaustiva a preparação física dos pilotos. Calores escaldantes, tempo seco e muita força G das mudanças de direção mostram que a Fórmula 1 às vezes não é sobre um número elevadíssimo nas ultrapassagens, mas o quanto o piloto consegue se manter dando 100% na prova mesmo com as condições “normais” já serem extremamente adversas. 

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