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Futebol

Sem citar Vinícius Júnior, Atlético de Madrid condena cânticos racistas no clássico contra o Real Madrid

(por Layo Lucena)Nesta terça-feira, 20, o Atlético de Madrid divulgou uma nota oficial repudiando os cânticos racistas feitos por parte da torcida no clássico contra o Real Madrid, no último domingo, 18. Sem mencionar o nome de Vinícius Júnior, alvo das ofensas, o clube de Madrid se posicionou pela primeira vez sobre o incidente.Na publicação, ‘Colchoneros’ afirmam que vão banir todos os membros do clube que serão identificados nas imagens do ocorrido.“O Atlético de Madrid condena enfaticamente os gritos inaceitáveis ​​que uma minoria de torcedores fez fora do estádio antes do clássico”, disse o clube em comunicado. “Nosso clube sempre se caracterizou por ser um espaço aberto e inclusivo para torcedores de diferentes nacionalidades, culturas, raças e classes sociais e poucos não podem manchar a imagem de milhares e milhares de torcedores do Atlético que apoiam seu time com paixão e respeito.“Esses cânticos nos causam grande repugnância e indignação e não permitiremos que nenhum indivíduo se esconda atrás de nossas cores para proferir insultos racistas ou xenófobos. No Atlético de Madrid, temos tolerância zero ao racismo.“Por essa razão, entramos em contato com as autoridades para oferecer nossa colaboração na investigação dos eventos ocorridos fora do estádio e exigir a identificação das pessoas que participaram, a fim de proceder à expulsão imediata daqueles que são membros do clube.”Antes do clássico pela La Liga, um grupo de torcedores do Atlético de Madrid foi flagrado cantando: “Vinícius, você é um macaco”. O fato aconteceu do lado de fora do estádio da equipe, o Metropolitano. Alguns veículos de imprensa espanhóis dizem que, durante a partida, houve sons de macacos feitos pelos torcedores e outros cânticos agressivos, como: “Vinícius Júnior, morra”.A La Liga se posicionou sobre o caso, declarando que irá apresentar um relatório oficial à Comissão Espanhola Anti-Violência e ao Comité Disciplinar da Federação Espanhola de Futebol.A polêmica envolvendo Vinícius Júnior começou poucos dias antes da partida contra o Atlético de Madrid, e tem duas partes. A primeira aconteceu em um programa da TV espanhola, no ‘El Chiringuito’, quando Pedro Bravo, presidente da Associação Espanhola de Empresários de Jogadores, usou um termo racista para criticar o brasileiro. Durante o programa, o agente disse que o atacante deveria “parar de fazer macaquice” e ir ao “sambódromo do Brasil” caso queira “dançar”.Já na segunda, que aconteceu antes da participação de Pedro Bravo, teve como protagonista Koke, jogador do Atlético de Madrid. O meio-campista afirmou que, caso Vinícius Júnior marcasse e dançasse, “haveria confusão”.Após a repercussão dos dois casos, Vinícius Júnior recebeu o apoio de vários jogadores brasileiros, entre eles Neymar, do Paris Saint-Germain, e Raphinha, do Barcelona, que é o maior rival do Real Madrid. Além deles, o próprio Pelé mostrou seu apoio ao jogador dos ‘Merengues’.Sobre isso, o Atlético de Madrid, na nota oficial, declara: “Também queremos convidar todos os profissionais ligados ao mundo do futebol a refletir”, disse o Atlético nesta terça-feira.  “Acreditamos que o que aconteceu nos dias que antecederam o dérbi foi inaceitável. Pede-se aos torcedores que demonstrem bom senso e racionalidade e, no entanto, profissionais de diversas áreas geraram uma campanha artificial durante a semana, acendendo o pavio da polêmica sem medir o impacto de suas ações.”O clube acrescentou: “A dor que a família Atlético de Madrid sente pelo que aconteceu é enorme. Não podemos permitir que ninguém associe nossos torcedores a esse tipo de comportamento e questione nossos valores por causa de uma minoria que não nos representa. Não vamos parar até expulsá-los da família vermelha e branca, porque eles não podem fazer parte dela.”

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