Um começo turbulento para o capitão dos Gunners
Três dias depois de uma atuação de gala contra o Olympiacos na Champions League, o cenário mudou completamente para Martin Odegaard. O camisa 8 e capitão do Arsenal vive um início de temporada complicado, marcado por uma sequência de lesões que o fizeram quebrar um recorde nada desejado. No último sábado, na vitória por 2 a 0 sobre o West Ham, o norueguês precisou ser substituído aos 30 minutos de jogo, tornando-se o primeiro jogador da história da Premier League a sair antes do intervalo em três partidas consecutivas como titular.
O momento do meia é frustrante. Além da saída precoce contra o West Ham, ele já havia deixado o campo mais cedo nas vitórias sobre Leeds e Nottingham Forest. Nas duas primeiras vezes, o problema era um incômodo persistente no ombro. Desta vez, a preocupação veio após um choque “joelho com joelho” com o atacante Crysencio Summerville, que o obrigou a sair com muitas dores. Mikel Arteta, visivelmente desapontado, confirmou que a situação não parece animadora. “Falei com ele e ele não está otimista. Está com uma proteção no joelho, e agora dependemos do diagnóstico médico. Não temos dado muita sorte”, lamentou o treinador espanhol.
A maré de azar de Odegaard
Desde o início da temporada, Odegaard parece estar em uma luta constante contra o próprio corpo. Arteta lembrou que o jogador ainda não conseguiu ter uma sequência saudável: “Foram duas vezes o ombro e agora isso. Vamos esperar o resultado dos exames e tentar encontrar soluções, mas é claro que ele é nosso capitão, e sua presença dá outra dimensão ao time, principalmente no ataque.”
A falta de sorte fica evidente quando se olha para as últimas partidas. Contra o Leeds, em 23 de agosto, Odegaard saiu aos 38 minutos depois de cair de mau jeito sobre o ombro. Já no jogo do dia 13 de setembro, diante do Nottingham Forest, ele voltou a sentir a mesma lesão, saindo aos 18 minutos de jogo. Agora, no confronto com o West Ham, o problema foi o joelho, o que acendeu um novo alerta no departamento médico do clube.
Um histórico recente de problemas físicos
O norueguês até tentou retomar o ritmo. Ele voltou a ser relacionado na derrota por 1 a 0 para o Liverpool, quando entrou nos minutos finais, e chegou a disputar as duas partidas da Noruega na Data Fifa de setembro. No retorno ao Arsenal, começou como titular contra o Nottingham Forest, mas novamente precisou sair antes do fim.
Após esse episódio, Odegaard ficou de fora de três jogos seguidos, retornando apenas contra o Newcastle, no fim de setembro, e depois sendo titular contra o Olympiacos, quando teve uma grande atuação. No entanto, a alegria durou pouco: apenas meia hora depois do apito inicial contra o West Ham, ele estava novamente deixando o campo, agora com uma nova lesão para preocupar o torcedor dos Gunners.
A força do elenco como trunfo de Arteta
Se há um lado positivo nessa sequência de contratempos, é o fato de o Arsenal ter um elenco mais encorpado nesta temporada. O clube investiu cerca de £250 milhões na última janela de transferências, trazendo oito novos reforços. Essa profundidade no elenco tem sido essencial para manter o bom desempenho da equipe mesmo com os desfalques.
Arteta pôde contar, por exemplo, com o espanhol Martín Zubimendi, contratado por £60 milhões, que entrou no lugar de Odegaard e deu uma assistência fundamental. Foi dele o lançamento para Eberechi Eze, que iniciou a jogada do gol de Declan Rice. Mesmo quando Rice deixou o campo sentindo dores nas costas, o treinador conseguiu acionar Mikel Merino e o jovem da base Ethan Nwaneri, mostrando o quanto o grupo está mais equilibrado e preparado para enfrentar uma temporada longa e desgastante.
Arteta confia no grupo, mas sente a falta do capitão
Para o técnico espanhol, a rotação do elenco será um fator-chave na briga pelos títulos. Ele já declarou que “os finalizadores podem ser mais importantes do que os titulares nesta temporada”, destacando a importância de ter peças que mantenham o nível quando entram. Ainda assim, perder Odegaard é um golpe duro, especialmente porque o norueguês é o cérebro criativo do time e um dos líderes dentro de campo.
“Não é o cenário ideal, porque tínhamos planos claros para essa formação. Mas o bom é que conseguimos mudar algumas peças e ainda assim manter a eficiência”, afirmou Arteta após o jogo. O técnico também ressaltou que o time precisa se adaptar rápido às ausências, mas deixou claro o quanto conta com a recuperação do seu capitão.
Esperança e paciência em Londres
O torcedor do Arsenal, que viu o time brigar pelo título até as últimas rodadas na temporada passada, sabe que a regularidade de Odegaard é um dos pilares do sucesso da equipe. Mesmo com um elenco reforçado, o talento e a visão de jogo do meia são insubstituíveis. Agora, resta esperar pelos exames e torcer para que a lesão não seja grave.
Odegaard, aos 26 anos, vive uma das fases mais desafiadoras da carreira. E embora o azar tenha marcado seu começo de temporada, ninguém duvida da capacidade do capitão em dar a volta por cima. Se conseguir deixar os problemas físicos para trás, o Arsenal certamente voltará a contar com um dos jogadores mais inteligentes e decisivos da Premier League.