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Olimpíadas: brasileiro é desclassificado no hipismo após cavalo se machucar com esporas

O cavaleiro brasileiro Pedro Veniss foi eliminado da prova de saltos do hipismo nas Olimpíadas de Paris, apesar de ter executado a prova muito bem, sem cometer nenhuma infração e dentro do tempo estipulado. Entretanto, após o seu cavalo, Nimrode Muze, receber um banho, foi identificado um sangramento causado pelas esporas, o que resultou na sua desclassificação da prova.

O comentarista da TV Globo e SporTV, Luiz Fernando Monzon, explicou a situação de Pedro e seu cavalo, e os motivos para que ele fosse eliminado das Olimpíadas.

“O sangramento pode até acontecer. Às vezes, uma pata bate na outra, e isso é considerado um acidente. O problema está nas embocaduras, nas esporas e no chicote. No caso do Pedro, é uma coisa quase imperceptível, tanto que na saída da prova não foi visto nada. Mas, na hora da ducha, no banho do cavalo, um outro comissário informou ao juiz que o cavalo tinha uma marca,” disse.

A desclassificação nas Olimpíadas

O Brasil até tentou entrar com recurso para que a sanção fosse revertida, mas o recurso foi impugnado e recusado. Ainda segundo o comentarista, a comunidade mundial defende o cavalo nesses casos, ainda que seja uma coisa pequena, quase imperceptível, o que quase sempre culmina na saída da prova. Monzon lamentou a eliminação de Veniss, afirmando que o Brasil tinha grandes chances de se classificar para a final do hipismo nas Olimpíadas.

“Foi um corte de menos de um centímetro, sem querer, e nós, apaixonados por cavalos, sabemos que ninguém quer que isso aconteça, mas infelizmente aconteceu. É da regra. Se você não chegar muito perto do ferimento, você não consegue ver. É uma pena porque o Brasil estava vindo de um zero e de um quatro pontos, e tem equipes com até 12, 20 pontos se classificando, então o Brasil tinha grandes chances de se classificar para a grande final,” afirmou.