Poucos jogadores explodiram tanto nesta Copa do Mundo quanto Michael Olise. Disputando o primeiro Mundial da carreira, o meia-atacante da França rapidamente deixou de ser uma promessa para se tornar um dos grandes protagonistas da competição.
Ao lado de Kylian Mbappé, o camisa 11 encontrou a parceria ideal. De um lado, o artilheiro; do outro, o principal criador de jogadas. A sintonia entre os dois elevou ainda mais o nível de uma seleção francesa que, até aqui, confirma o favoritismo ao título e sonha com a terceira estrela.
O cérebro da França na Copa
Se Mbappé é o responsável por transformar chances em gols, Olise tem sido o jogador encarregado de criá-las. Contra a Suécia, mais uma vez, o meia comandou ofensivamente os Bleus e mostrou por que se tornou um dos nomes mais comentados do torneio.
O placar terminou em 4 a 1, mas o impacto de Olise foi muito além dos números. Bastou encontrar Mbappé em espaços reduzidos para desmontar a defesa escandinava. Inteligente entre as linhas, refinado tecnicamente e sempre um passo à frente dos marcadores, o jogador do Bayern de Munique dita o ritmo ofensivo da equipe de Didier Deschamps.
Com cinco assistências, Olise lidera o ranking de garçons da Copa do Mundo. Ele aparece à frente de Bruno Guimarães, com quatro, e Florian Wirtz, com três.
Duas delas vieram justamente diante da Suécia: uma para Bradley Barcola ampliar o marcador e outra para Mbappé, em um passe preciso por entre a defesa adversária. O francês ainda não balançou as redes nesta edição, mas quase marcou em uma bicicleta que, por pouco, não terminou em assistência para Ousmane Dembélé.
Após a partida, até Mbappé admitiu ter ficado impressionado com a qualidade técnica do companheiro.
“Achei que Michael fosse dominar a bola no peito, porque ele nem olhou para o gol. Mas foi uma jogada de altíssimo nível técnico. Infelizmente, faltou um pouco de sorte, mas é o tipo de lance que faz o torcedor levantar da cadeira.”
Messi, Maradona e Pelé na mira
O início de Copa de Michael Olise já o coloca ao lado de alguns dos maiores nomes da história do torneio.
Com cinco assistências e, no mínimo, mais um jogo pela frente, o francês entrou na disputa por uma das marcas mais difíceis de serem alcançadas em Mundiais. O recorde pertence a Lionel Messi e Diego Maradona, que distribuíram oito assistências em uma única edição da competição.
Caso a França avance até a decisão, Olise ainda poderá disputar quatro partidas e terá oportunidades suficientes para tentar superar a marca.
Antes disso, porém, outro objetivo está mais próximo. Pelé registrou seis assistências na campanha do tricampeonato brasileiro em 1970. Olise está a apenas um passe decisivo de igualar o Rei do Futebol.
Números que chamam ainda mais atenção por se tratar de sua primeira participação em uma Copa do Mundo.
“O jogador mais importante da França”

Se os torcedores já se renderam ao talento de Olise, Thierry Henry foi além.
O ex-atacante francês fez questão de destacar que a influência do camisa 11 vai muito além das assistências e dos dribles.
“O que ele faz sem a bola é incomparável. Normalmente, jogadores tão técnicos acabam relaxando na parte defensiva, mas ele pensa o jogo o tempo todo. Michael é um fenômeno. Tive o privilégio de treiná-lo e, nos treinamentos, às vezes fazia coisas que me deixavam sem reação. Você olhava para o assistente e perguntava: ‘Você viu isso?’.”
Henry ainda ressaltou que, embora Mbappé continue sendo o principal nome da seleção pelos números que produz, Olise é quem faz o time funcionar.
“O MVP sempre será Mbappé, porque ele entrega estatísticas que poucos conseguem alcançar. Mas, para mim, o jogador mais importante desta França é Michael Olise.”
Com atuações cada vez mais decisivas, o meia do Bayern de Munique deixa de ser apenas um coadjuvante de luxo. Aos poucos, transforma-se em um dos grandes protagonistas desta Copa do Mundo — e em um dos principais responsáveis por fazer a França acreditar que a terceira estrela está cada vez mais próxima.
Créditos da foto de capa: Reprodução/Fifa.com


