Nesta quarta-feira (29), Olympiacos e Fiorentina se enfrentaram no Estádio Agia Sophia, em Atenas, pela final da Uefa Conference League. Na casa de um de seus maiores rivais, a equipe gregra superou os italianos com um gol na prorrogação de El Kaabi e se sagrou campeã da competição europeia pela primeira vez na sua história
O Olympiacos e a Fiorentina alcançaram a final com trajetórias emocionantes. Os gregos superaram desafios desde as fases de grupos, incluindo uma vitória dramática nos pênaltis contra o Fenerbahçe.
Já os italianos, após não garantir uma vaga direta no campeonato italiano, mostrou consistência e resiliência ao acumular uma série invicta de 12 jogos. Ambas as equipes estão determinadas a conquistar o título, prometendo uma final emocionante e histórica.
As duas equipes começaram a partida de maneira cautelosas, buscando oportunidades de ataque sem expor suas defesas. No primeiro tempo, destacaram-se defesas importantes dos goleiros Terracciano e Tzolakis, mantendo o placar inalterado.
No segundo tempo, uma colisão entre jogadores preocupou os espectadores, mas a determinação de Retsos em permanecer em campo inspirou os seus companheiros de equipe. Entretanto, o jogo permaneceu com poucas chances claras de gol, com momentos de tensão, mas sem alterações no placar.
A prorrogação foi marcada por uma disputa mais defensiva, com ambas as equipes priorizando a segurança. Mesmo com sete minutos adicionais, o empate persistiu, levando o jogo para os 30 minutos extras.
Na prorrogação, houve uma polêmica sobre um possível pênalti para os gregos não marcado, seguido de algumas chances de gol para ambas as equipes. No segundo tempo o Olympiacos marcou com El Kaabi, garantindo a vitória e o título da UEFA Conference League. A Fiorentina não conseguiu empatar, e amargou o segundo vice consecutivo da competição.
Primeiro tempo com poucas chances
Desde o apito inicial, as duas equipes se enfrentaram num jogo de estratégia e cautela. O clima de tensão preenchia o ar, enquanto os jogadores se estudavam atentamente, buscando brechas na defesa adversária. Cada lance era meticulosamente calculado, e a pressão para evitar erros era evidente durante os primeiros 45 minutos.
A primeira grande chance da partida veio com Olympiacos que quase abriu o placar. Podence, desferiu um chute certeiro em direção ao gol adversário. Porém, Terracciano, o arqueiro da Fiorentina se esticou todo como um gato para espalmar a bola para longe, arrancando suspiros da torcida local.
Não demorou para que a Fiorentina respondesse, mostrando que também queria erguer a taça. Bonaventura, após boa jogada coletiva do time italiano, encontrou-se cara a cara com o gol. O coração dos torcedores italianos acelerou, mas o chute não teve a força necessária, facilitando o trabalho do goleiro Tzolakis.
Segundo tempo seguiu apático
O segundo tempo começou com um lance tenso para os gregos. Apenas dois minutos de jogo, e uma colisão entre Belotti e Retsos deixou a todos preocupados. O jogo foi imediatamente interrompido para o atendimento aos jogadores. Retsos, apesar de inicialmente deixar o campo por conta própria, logo caiu na linha lateral, indicando que precisaria ser substituído. Porém, mesmo diante dos sinais claros de substituição indicados pelo médico do Olympiacos, mostrou sua determinação e voltou ao campo.
A segunda etapa se desenrolava de forma apática, com poucas chances claras de gol. Aos 11 minutos, finalmente, um lampejo de emoção agitou o jogo. Chiquinho, pela direita, fez um cruzamento rasteiro, causando um momento de tensão na defesa italiana. Martínez Quarta, num deslize inesperado, permitiu que a bola quase chegasse aos pés de Podence, despertando o entusiasmo dos torcedores gregos. Contudo, foi Dodô quem apareceu no momento crucial, realizando um corte preciso e afastando a bola da área dos italianos.
Na sequência, foi a vez da Fiorentina buscar uma oportunidade. Arthur cobrou um escanteio preciso na área, encontrando Milenkovic, que se destacou no alto. O zagueiro mostrou sua habilidade aérea ao vencer a disputa pelo cabeceio, direcionando a bola em direção ao solo com força. Com um desvio sutil, a bola acabou passando rente ao poste direito do gol defendido pelo arqueiro do Olympiacos.
Aos 19 minutos, os italianos protagonizaram mais uma investida perigosa. Nzola, protegeu a bola e a entregou para Dodô, que prontamente rolou para Kouamé. O atacante da Fiorentina chutou em direção ao gol. Embora o chute tenha saído um pouco mascado, Tzolakis, o goleiro do Olympiacos, teve que agir rapidamente para evitar que o placar fosse aberto na Grécia
Sem mais nenhuma chance de gol até o apito final, o restante da segunda etapa transcorreu de forma apática, com as equipes mais preocupadas em se defender do que que necessariamente atacar. O árbitro acrescentou sete minutos ao final do tempo regulamentar, mas nenhuma das equipes conseguiu abrir o placar nesse período adicional. Com o empate persistindo, o jogo avançou para mais 30 minutos de prorrogação.
El Kaabi marca na prorrogação e garante titulo para o Olympiacos
A prorrogação começou com uma polêmica e muita reclamação. Jovetic realizou um cruzamento na área, e a bola acabou batendo em Martínez Quarta. Imediatamente, jogadores e torcedores da equipe grega pediram por um pênalti, argumentando que houve uma infração clara. Contudo, para surpresa de muitos, o árbitro optou por mandar o jogo seguir.
A decisão provocou uma reação acalorada por parte dos jogadores do Olympiacos e de sua torcida. Em resposta às reclamações, o árbitro mostrou cartões amarelos tanto para Jovetic quanto para Paschalakis. A equipe grega parecia determinada a romper o impasse no placar. Logo na sequência da polêmica, Jovetic, protagonizou uma jogada individual impressionante. Ele driblou três jogadores da Fiorentina e arriscou um chute da entrada da área.
O chute forte e preciso representava uma ameaça iminente ao gol defendido por Terracciano. O goleiro da Fiorentina, por sua vez, mostrou reflexos afiados ao espalmar a bola para a linha de fundo. O jogo seguia com o mesmo ritmo intenso e a notável dificuldade das duas equipes em encontrar o caminho para o gol. Com o tempo se esgotando rapidamente, e apenas 15 minutos restantes antes do desfecho nos pênaltis, a tensão no estádio atingia níveis máximos.
Já no segundo tempo da prorrogação, foi a vez da Fiorentina ameaçar. A bola chegou até Ikoné, que teve espaço para finalizar com a perna esquerda. No entanto, Tzolakis, o goleiro do Olympiacos, mostrou reflexos afiados ao realizar uma ótima defesa, mantendo o placar em 0 a 0.
Depois de uma luta intensa, o Olympiacos finalmente conseguiu abrir o placar da partida, aproximando-se assim da tão cobiçada taça da Conference League. Aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação, Hezze realizou um cruzamento preciso na área, onde El Kaabi venceu a defesa da Fiorentina e, de cabeça, mandou a bola para o fundo das redes. O estádio explodiu em comemoração, enquanto os torcedores gregos celebravam o gol que poderia ser decisivo naquela partida tão disputada.
El Kaabi recebeu cartão amarelo por tirar a camisa durante a comemoração, uma regra muitas vezes esquecida no calor do momento. Apesar disso, o gol marcado representava um importante passo rumo ao título para o Olympiacos, que agora tinha a vantagem no placar na decisão.
Nos minutos finais, a Fiorentina estava completamente postada no ataque, buscando desesperadamente um empate e levar a partida para os pênaltis. No entanto, mesmo com toda a pressão exercida, não havia mais nada a ser feito. O Olympiacos conseguiu segurar a vantagem e garantir a vitória. O título é histórico para o clube grego, que se consagrou campeão da Uefa Conference League, celebrando a conquista em nada menos que na casa de um de seus maiores rivais. Enquanto isso, a Fiorentina teve que amargar o segundo vice-campeonato consecutivo na competição, uma frustração para os italianos.
Olympiacos 1 x 0 Fiorentina
A vitória no título da UEFA Conference League não apenas representou o primeiro troféu internacional na história do Olympiacos, mas também marcou um momento histórico para o futebol grego, sendo o primeiro título da competição de uma equipe do país.