Augusto Melo Corinthians
Futebol Brasileirão

Opinião: Quais caminhos o Corinthians deve seguir para se encontrar na temporada?

O ano de 2024, assim como a atual década num todo, começou sofrida para o Corinthians em campo. Após terminar o Campeonato Paulista de fora das finais, aos trancos e barrancos a equipe busca se reformular com as peças que possui há anos no elenco e mesclando juventude e experiência para sonhar com algo nesta temporada. Mas depois de um novo empate em casa, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, a dúvida que o time de António Oliveira deixa no ar é: Quais caminhos deve seguir para se encontrar e conquistar algo importante?

No jogo desse domingo diante do Atlético Mineiro, mesmo contando com um a mais depois da expulsão de Battaglia ainda no primeiro tempo e o incentivo de 45 mil pessoas na Neo Química Arena, a equipe pouco criou para criar um cenário favorável a si no placar de Itaquera, e terminou em 0 a 0 com o Galo, frustrando seu torcedor na estreia do Brasileirão. Campeonato no qual a diretoria já se colocou como “coadjuvante” no quesito “brigar pelo título”, e que o Corinthians não conquista desde 2017. Ano o qual faz parte de uma década inesquecível para o corintiano, diferentemente do atual ciclo de 2020. E aproveito para questionar mais uma vez: O que é preciso mudar no Timão?

Quais caminhos o Corinthians deve seguir em 2024?

A década de 2020 tem sido de trevas para o clube de Parque São Jorge, técnica e administrativamente, pois após iniciá-la com um vice-campeonato estadual e um vice na Copa do Brasil de 2022, o Corinthians sempre flertou com o fracasso e por pouco não pagou altos preços pela inoperância apresentada dentro e fora de campo. Após ser administrado por um grupo político durante 16 anos, que apesar de vitorioso em partes, tornou-se uma chaga, o clube passou para as mãos de grupo dissidente que trouxe consigo promessas para reconstruir o Timão.

Augusto Melo assumiu em janeiro desse ano, e junto do diretor de futebol Rubens Gomes, o Rubão, tenta trabalhar com as cartas que possui as mãos para o jogo difícil que tem pela frente. E uma das cartas que o cartola tem à disposição é o atual elenco, que como citado acima, mescla experiência e juventude na montagem de um “Corinthians competitivo”.  Ídolos como o goleiro Cássio e o volante Paulinho, se juntam a jogadores “crias da base” como o meio-campista Guilherme Biro, e o atacante Wesley, e aos trancos e barrancos, levam o Timão a fazer o possível e conquistar seu torcedor mediante os resultados em campo.

Da parte do torcedor, o Corinthians pode sem dúvida alguma contar com todo apoio, pois pior que a fase do clube estiver e a atuação de seus jogadores não corresponderem, como por exemplo nos últimos jogos no Uruguai pela Sul-Americana, na estreia do Brasileirão ontem a tarde e no Paulistão, onde chegou a flertar com o rebaixamento, a Fiel nunca lhe faltou. O time até então comandado por Mano Menezes, fracassou terrivelmente ao perder no estadual para equipes como Ituano, Novorizontino e São Bernardo, onde se constatou que o treinador não tinha mais liderança para conduzir seu elenco como tem buscado fazer atualmente António Oliveira.

Desde 2020, o time teve 10 treinadores diferentes, e agora, têm todas suas fichas apostadas no português que assumiu o Timão na reta final da primeira fase do paulista, e renovou a equipe, porém, já era tarde demais para se classificar na competição estadual. Mas levou o Corinthians a terceira fase da Copa do Brasil, após vencer o próprio São Bernardo, e agora aguarda seu adversário no mata-mata do torneio que não conquista há 15 anos. Na Sul-Americana, após uma estreia tímida contra a equipe até então considerada a “mais frágil de seu grupo”, o alvinegro aplicou 4 a 0 sobre o Nacional do Paraguai, mas mesmo assim, precisa mostrar serviço de diante de fortes rivais.

Claro que será difícil se aproximar do patamar apresentado por equipes como Flamengo e Palmeiras atualmente, mas é preciso, é possível, e é obrigatório, que o Corinthians encoste em times como Athletico Paranaense e Internacional, que nos últimos campeonatos brasileiros e disputas continentais, estão sempre brigando por algo maior. O Timão, mais do que nunca, precisa caminhar numa jornada a qual corresponda a grande torcida que possui a seu favor, até mesmo nas piores horas, e demonstrar que respeita a grande massa corintiana, que nunca lhe abandonou.

Mesmo estando na Série A, a elite do futebol nacional, é preciso mais do que nunca, encarar de peito aberto um processo de reconstrução, para voltar ao topo, assim como esteve nos anos 90 e na década de 2010. O Corinthians tem condições de reagir e se reerguer, basta caminhar com as alternativas certas e com as pessoas certas para que isso aconteça. Mas eu termino com outra dúvida, existem alternativas, existem pessoas certas para a reconstrução corintiana dentro e fora de campo? Descobriremos ao longo dos próximos capítulos da temporada 2024.

 

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