Na série com mais chances de “zebra” até o momento, o Orlando Magic recebeu o Detroit Pistons no Amway Center pelo jogo 4 da primeira rodada dos playoffs da NBA.
Entrando em quadra com uma inesperada liderança por 2 – 1, o time da Flórida buscava repetir a rara exibição de bom aproveitamento na linha de três pontos para capitalizar o mando de quadra e conseguir colocar “um pé” na próxima rodada.
Já Detroit tentava fazer valer a diferença de talento em quadra e aproveitar os mismatches que não apareceram no jogo 3, além de ter um melhor “trato” com a bola após tantos turnovers cedidos nesta série. Confira o resumo e análise da partida:
Detroit tem início desastroso, mas Orlando não capitaliza
O início de primeiro quarto de Detroit foi desastroso. É fato que a franquia de Michigan tem sido bastante descuidada com a bola nesta série, tendo média de 17.3 turnovers por jogo, segunda maior entre as equipes na pós-temporada. Entretanto, o que vimos foi impressionante.
Foram 7 erros no período, cinco deles que resultaram em 12 pontos para Orlando. A equipe da casa foi muito bem nos lances de transição, combinando a velocidade de atletas como Desmond Bane e Anthony Black e a capacidade de criação de arremesso de Banchero e Franz Wagner.
O Magic chegou a abrir 11 pontos de vantagem (21 – 10), mas não teve ímpeto para manter o excelente momento, fruto do apagão completo do ataque dos Pistons. Aos poucos, o time de J.B. Bickerstaff foi colocando em prática suas melhores valências para conseguir a recuperação: rebotes ofensivos, infiltração no garrafão e principalmente, defesa do aro.
O que parecia ser um verdadeiro “chocolate” do time da casa, acabou terminando em um placar favorável ao adversário no fim do período (26 a 27 para Detroit).
Magic sofre no garrafão, mas defesa é a chave para a recuperação
Com Isaiah Stewart lembrando Dikembe Mutombo, a defesa de aro de Detroit continuou impecável no segundo período. Em um movimento já esperado, o time visitante “empurrou” Orlando para o perímetro, já que se trata de uma das piores equipes em arremessos de três na liga.

E como premeditado, o Magic não conseguiu fazer um bom trabalho nas tentativas de longa distância (6 de 23 no primeiro tempo, 26% de aproveitamento). Os Pistons aproveitaram – Cade Cunningham e Tobias Harris foram muito bem atacando Goga Bitadze no garrafão, aproveitando a baixa mobilidade do pivô.
Apesar da mudança brusca no momento em quadra, Orlando não deu o braço a torcer. Desta vez, forçando turnovers com uma excelente defesa individual, a equipe mandante conseguiu manter uma diferença curta no placar com cestas em transição.
A situação ficou ainda mais favorável para a franquia da Flórida após Cade Cunningham sofrer sua terceira falta nos minutos finais do segundo quarto. Com J.B. Bickerstaff sendo “forçado” a tirar o armador de quadra, o Magic aproveitou a ausência do armador para buscar a virada após uma bela cesta de três de Bane. Ao fim do primeiro tempo, vantagem de dois pontos para os mandantes (54 – 52).
Jogo ajustado e defesas se destacando
O terceiro período foi bastante truncado, no que podemos definir em um duelo de defesas em intensidade de pós-temporada. Orlando teve uma leve vantagem em relação à Detroit ao conseguir faltas: com seis minutos rolados no cronômetro, Orlando estava 7 de 8 na linha de lance-livre, sem realizar uma falta sequer contra os Pistons.
A tônica defensiva se estendeu até o fim do período. As duas equipes buscavam atacar o garrafão e a nuance estava justamente nos “matchups”. Se Cade encontrava Bitadze debaixo da cesta, ele levava vantagem. Se Isaiah Stewart estava defendendo o aro do outro lado, Orlando tinha que tentar a bola de três.
Os lances foram ficando cada vez mais ajustados e foi o time da casa que conseguiu tratar a bola melhor para sair com a vantagem no último período (75 a 69).
Pistons não cuidam bem da bola, role-player aparece bem para Orlando
Detroit contou com uma boa sequência de 5 – 0 no início do período derradeiro para diminuir a diferença no marcador, com destaque para um lance de dois pontos + a falta para Tobias Harris. No entanto, a equipe visitante não conseguiu manter a cabeça fria para evitar erros importantes no “clutch-time”.
E para fazer a arena “explodir” e colocar todo o momento à favor do Magic, Jared Cain acertou uma cravada espetacular em cima de Jalen Duren, no que foi de longe o melhor “poster” dos playoffs até o momento.
Detroit deixou tudo igual (85 – 85) com cinco minutos restantes no relógio, mas Cain, novamente, apareceu para pegar o rebote ofensivo e cravar a enterrada. Pouco depois, o camisa 8 “cavou” uma falta ofensiva para anular a posse dos Pistons. Grande performance do role-player para segurar sua equipe na liderança do placar.
A tônica da franquia de Michigan em toda a série continuou e ficou evidente no último quarto, quando a equipe chegou à marca de 20 turnovers na partida. Quando Detroit conseguia “não perder” a bola no ataque e encontrava um bom arremesso, desperdiçava.
O Magic não fez uma reta final boa, mas mesmo assim foi suficiente para manter a vantagem até o fim do confronto. Com 1:20 restantes, Desmond Bane acertou uma bola de três para colocar uma vantagem de seis pontos no placar e definir a vitória.
Resultado: Orlando Magic 88 – 94 Detroit Pistons
Notas do confronto:
- Detroit acertou apenas 6 bolas de três pontos em 22% de aproveitamento.
- Orlando teve apenas 32% de aproveitamento nos arremessos de quadra (30/93).
- Franz Wagner (Orlando Magic) saiu do jogo ainda no terceiro quarto com dores na panturrilha e não retornou.
Destaques da partida:
Desmond Bane (Magic): 22 pontos e 5 rebotes.
Cade Cunningham (Pistons): 25 pontos, 8 rebotes e 6 assistências (8 turnovers).
Tobias Harris (Pistons): 20 pontos e 6 rebotes
Franz Wagner (Magic): 19 pontos, 5 rebotes e 3 assistências
Paolo Banchero (Magic): 18 pontos, 8 rebotes e 4 assistências
Foto principal: Mike Watters-Imagn Images

