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Futebol Brasileirão

Palmeiras assusta pela falta de criação ofensiva e Abel precisa de soluções urgentes

O Palmeiras mais uma vez está deixando o seu torcedor extremamente preocupado com um início de temporada que deveria apagar toda a impressão negativa deixada na reta final do ano passado, mas que está reforçando todas as críticas que foram sofridas pela comissão técnica de Abel Ferreira. Até mesmo nas vitórias, um completo “deserto” de ideias está marcando o desempenho do alviverde neste início de ano, e a sexta rodada do Paulistão acabou ampliando ainda mais as grandes críticas que estão sendo recebidas por parte considerável da torcida.

Depois de uma estreia pouco inspirada no Brasileirão com muitas falhas cometidas na Arena MRV diante do Atlético-MG em um empate pouco celebrado fora de casa, o Verdão foi derrotado por 1 a 0 contra o Botafogo-SP na Arena Nincet mesmo jogando com superioridade numérica, resultado que impediu o Palmeiras de assumir a liderança geral na tabela de classificação.

Palmeiras não cumpriu com suas expectativas

Abel optou por uma escalação alternativa, preservando titulares como Gustavo Gómez, Piquerez e Carlos Miguel, dando maior espaço para jovens como Luighi, Riquelme e Erick Belé, mantendo a competitividade com a experiência de Marcelo Lomba e Vitor Roque, criando um time muito bem mesclado priorizando corretamente a disputa do Brasileirão.

Cumprindo com as expectativas, o Botafogo-SP, sob o comando de Cláudio Tencati, apresentou uma organização defensiva muito sólida em bloco baixo, dificultando a conexão entre o meio-campo e o ataque palmeirense. Desta forma, o gol saiu aos 4′ do segundo tempo, após cobrança de falta e um rebote na meia-lua, quando Leandro Maciel finalizou rasteiro. A bola ainda contou com uma falha incomum de Marcelo Lomba para entrar.

Mesmo após o gol, o Botafogo não se desestruturou, mantendo as linhas próximas e impedindo que Vitor Roque tivesse espaço para acelerar, mas aos 18 minutos da segunda etapa, um novo desafio surgiu para os mandantes quando o zagueiro Vilar foi expulso após receber o segundo amarelo. Com um homem a mais, o Palmeiras intensificou a pressão, mas pecou na execução.

Apesar do investimento recorde, o Palmeiras terminou o jogo com alto volume de cruzamentos (muitos deles com Giay e Jefté), mas a defesa do Botafogo, liderada por Schappo, foi soberana pelo alto. Além disso, a falta de entrosamento do time reserva ficou evidente. Erick Belé e Luighi tentaram jogadas individuais, mas pararam na marcação dobrada. Nos acréscimos, Giay teve a chance do empate dentro da área, mas isolou a bola. No contra-ataque, o Botafogo quase ampliou com Márcio Maranhão, parado por grande defesa de Lomba.

E agora, Abel?

O Palmeiras mais uma vez sofreu com a falta de criatividade diante de um adversário fechado. A estratégia de Abel de poupar os titulares custou a liderança, enquanto o Botafogo-SP foi cirúrgico: suportou a pressão com um a menos por quase 30 minutos e quebrou um jejum histórico com base na disciplina tática.

Esse resultado colocou um peso adicional para o duelo contra o Vitória, que abriu o Brasileirão com triunfo e certamente estará confortável em jogar sem a posse de bola com bloco baixo, deixando o alviverde com a responsabilidade de tentar criar muito além dos cruzamentos.

Imagem: Gazeta Press