O Palmeiras quer se tornar o único brasileiro tetracampeão na Copa Libertadores. Campeão em 1999, 2020 e 2021, o Verdão ainda tem outras três finais, em 1961, 1968 e 2000. Começando o século em busca da segunda conquista, hoje a equipe tem a chance de ultrapassar um de seus rivais, o São Paulo.
Relembre as três campanhas vitoriosas do Alviverde e os detalhes que levaram o SEP ao topo.
Título inédito do Palmeiras em 1999
Em 1999, apenas dois times paulistas haviam conquistado a Libertadores, o Santos e o São Paulo, ambos sendo bicampeões. O Palmeiras ainda estava na fila e tentava levantar a enorme taça pela primeira vez. Com uma ótima campanha, estrelada por grandes ídolos do Palestra e comandada por Felipão, veio a conquista.
A fase de grupos não foi fácil, com o Alviverde terminando apenas na 2ª posição do Grupo C, atrás apenas do Corinthians. Em seis rodadas, o time teve três vitórias, um empate e duas derrotas. Foram 12 gols marcados e 10 sofridos. Nessa época, os três primeiros se classificavam e Cerro Porteño também avançou, com Olimpia sendo o eliminado.
Na fase final, o Verdão enfrentou dois brasileiros em sequência. Primeiro o Vasco, que havia sido campeão no ano anterior. O Palmeiras não se abalou e, apesar do empate por 1 a 1 no primeiro jogo, venceu o segundo por 4 a 2. Já as quartas foram contra o rival Corinthians, voltando a enfrentar o clube.
Os clássicos na fase de grupos já haviam sido equilibrados, com ambos vencendo em casa por 2 a 1. A situação quase se repetiu, com o placar de 2 a 0 para cada time. Nos pênaltis, o Verdão buscou a vitória, por 4 a 2, no que ficou conhecido como Dérbi do Século. Marcos, que assumiu a titularidade durante o ano, foi o grande herói, parando chute de Vampeta.
Já na semi, o clube paulista precisou buscar virada contra o River Plate. A primeira partida foi na Argentina e os mandantes venceram por 1 a 0. A vantagem não foi grande e o Palmeiras se aproveitou para, no antigo Palestra Itália, ganhar por 3 a 0. O resultado garantia que a equipe chegasse na terceira final da Libertadores.
A decisão foi contra o Deportivo Cali que, na fase final, não enfrentou gigantes da América do Sul. No entanto, o time colombiano provou que estava forte e venceu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0. Em São Paulo, o Palmeiras ganhou por 2 a 1, placar que levava aos pênaltis. Dessa vez, Marcos não defendeu, mas viu dois adversários erraram deixando o título no Brasil.
Bicampeão sobre rival em 2020
O Palmeiras começou a campanha com Vanderlei Luxemburgo como técnico, mas terminou com Abel Ferreira. A fase de grupos já foi excelente, com cinco vitórias e um empate, além de 17 gols feitos e só dois sofridos. Sem perder, terminou na liderança de um grupo relativamente fácil, com Guaraní, Bolívar e Tigre-ARG.
A troca de técnico ocorreu ainda na primeira fase, com Luxemburgo já demitido na última rodada. Essa edição foi afetada pela pandemia, fazendo que houvesse paralisação nesse período. Nas oitavas, Abel já era o técnico e o confronto também foi tranquilo, superando o Delfín por 8 a 1.
Nas quartas de final, também teve facilidade ao encontrar o Libertad. O primeiro jogo ficou empatado, 1 a 1, mas o Verdão venceu por 3 a 0 no segundo, sem sofrer grandes sustos. Foi na semifinal que realmente teve um duelo complicado. Enfrentando o histórico River Plate, conquistou importante vitória na Argentina, por 3 a 0.
O problema foi que, no Allianz Parque, teve dificuldade. Após dominar o adversário fora de casa, a impressão era que conseguiria manter o ritmo na volta. Não foi o que aconteceu e, com sufoco até o apito final, o Alviverde perdeu por 2 a 0 na frente de sua torcida. Mesmo assim, o resultado era suficiente para chegar na final.
E veio o clássico contra o Santos no Maracanã. Em decisão única, o Palmeiras não só queria o título, mas também impedir que o rival se tornasse tetra. A partida foi tensa e o gol da vitória palmeirense só veio nos acréscimos do segundo tempo. Breno Lopes apareceu para marcar e dar o bicampeonato ao Palestra.
Final com Flamengo e tricampeonato
O último título do Palmeiras veio em 2021, quando a equipe se tornou o quarto clube brasileiro a ser tricampeão na Libertadores. Mas é um dos poucos times a conquistar a taça de forma consecutiva. Não só isso, mas o título veio apenas 10 depois do bicampeonato.
No Grupo A, o Verdão tinha Defensa y Justicia, Independiente del Valle e Universitario como adversários. Terminando com 15 pontos, cinco vitórias e uma derrota, foi líder do grupo e teve a segunda melhor campanha geral. Avançando para as oitavas, o oponente foi a Universidad Católica, contra quem teve duas vitórias por 1 a 0.
Nas quartas, veio mais um clássico paulista, quando enfrentou o São Paulo. Dentro do Morumbi, os times apenas empatara, 1 a 1, deixando tudo aberto para a volta. Mas, na frente da torcida alviverde, o Palestra não desapontou. Contando com um golaço de Duduo, a vitória veio por 3 a 0, garantindo vaga na semifinal.
O duelo com o Atlético-MG foi mais equilibrado. Nos dois jogos, houve empate, primeiro sem gols e depois por 1 a 1. Contudo, ainda valia o regulamento de gol fora de casa nesse ano. E como a volta foi em Belo Horizonte, o Palmeiras ficou com a classificação para a final.
A partida contra o Flamengo foi no Estádio Centenario, em Montevidéu. Tentando defender o título, o time paulista saiu na frente, com gol de Raphael Veiga, antes do intervalo. Só que o empate veio no segundo tempo, levando a disputa a prorrogação. Aproveitando erro de Andreas Pereira, que hoje atua no Verdão, Deyverson deixou sua marca na história do clube.
Foto: Cesar Greco/Palmeiras


