Na noite deste domingo (26), o Palmeiras recebeu o Cruzeiro no Allianz Parque em duelo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um embate entre equipes na briga pelo título, o Verdão buscava um resultado positivo para aproveitar o tropeço do Flamengo diante do Fortaleza na rodada, enquanto uma vitória deixaria a Raposa a apenas um ponto do líder.
Entretanto, em um jogo onde se era esperado uma boa e emocionante exibição de futebol, tivemos um confronto marcado pela ineficiência dos ataques de ambas as equipes e por polêmicas de arbitragem. Com Carlos Miguel se “redimindo” dos seis gols sofridos em seus dois primeiros jogos com a camisa alviverde, o time de Abel Ferreira não conseguiu se sobressair mesmo após Fabrício Bruno ser expulso, e o embate se encerrou em 0 a 0.
A vitória coloca o Palmeiras no topo da tabela do Brasileirão com 62 pontos, um a mais que o vice-líder Flamengo. O Verdão enfrenta o Juventude fora de casa na próxima rodada. Já a Raposa chega à marca de 57 pontos, figurando na terceira colocação e com um jogo a mais que as duas equipes acima na tabela. Na próxima rodada, a equipe mineira enfrenta o Vitória em Belo Horizonte.
Primeiros minutos: Cruzeiro inicia melhor e polêmica de arbitragem
O Cruzeiro foi mais agressivo no início da partida, com mais velocidade e qualidade nos passes, mas ainda apostando em lançamentos longos em direção a Kaio Jorge no ataque. No entanto, o panorama do confronto mudou completamente aos 15 minutos da primeira etapa. Gustavo Gomez deixou o campo defensivo para realizar uma perseguição no meio-campo e cometeu uma falta violenta em Wanderson.
No que provavelmente será a decisão de arbitragem mais discutida nesta reta final do campeonato, o árbitro Rafael Klein foi ao VAR e mostrou o cartão amarelo para Gómez. A equipe do Cruzeiro parece ter se “frustrado” com a marcação e o restante da primeira etapa foi não só bastante improdutivo, como também totalmente afetado pelas constantes faltas marcadas pela arbitragem. Apenas na primeira etapa, vimos 18 faltas marcadas e cinco cartões amarelos distribuídos.
Mesmo com uma intensidade bem mais baixa, o Cruzeiro chegava com mais frequência no último terço do campo. Kevin Arroyo, que entrou no lugar de Wanderson após o atacante sair lesionado devido à entrada de Gómez, deu um leque maior de opções para o time mineiro no setor de criação, seja com o drible curto ou com a habilidade na bola parada.
Palmeiras incomoda pouco, mas tenta jogo pelas alas
O Palmeiras tentou explorar a ausência de uma segunda linha de pressão do Cruzeiro. Havia um espaço considerável entre a primeira pressão ofensiva e os volantes da equipe celeste, o que facilitou a saída de bola alviverde e permitiu progressões com mais tranquilidade no campo de ataque. E foi neste “buraco” que o Cruzeiro teve praticamente toda sua linha defensiva amarelada por conta de perseguições dos defensores no meio-campo.

Além disso, a equipe de Abel Ferreira buscou constantemente as inversões longas para os alas para acelerar as transições e atacar a última linha defensiva com amplitude. Jefté e Khellven foram participativos, mas tiveram dificuldade em encontrar Flaco Lopez ou Vitor Roque.
No segundo tempo, o Cruzeiro seguiu sendo mais agudo e levando mais perigo ao gol de Carlos Miguel. O Palmeiras seguiu com um jogo bastante lateralizado, enquanto a Raposa “esbarrou” em uma atuação pouco inspirada de Matheus Pereira como principal homem de criação da equipe. E se o confronto já estava bastante “lento” por conta da arbitragem, as coisas só pioraram após a expulsão de Fabrício Bruno, pelo segundo amarelo.
O principal número do confronto: 42 minutos de bola rolando
No total, foram 42 minutos de bola rolando, com 48 faltas marcadas durante todo o confronto. E a arbitragem ainda protagonizaria mais uma decisão controversa: após cruzamento de Maurício, Flaco Lopez subiu alto e cabeceou para a defesa de Cássio – o goleiro celeste fez a defesa em dois tempos, e enquanto “puxava” a bola para si, Ramón Sosa desarmou o arqueiro e mandou para o fundo do gol. Sem necessitar de revisão no VAR, o árbitro marcou o movimento de Sosa como irregular e o tento não foi validado.
O jogo foi praticamente inexistente após a expulsão de Fabrício Bruno, mas já nos acréscimos, o Cruzeiro teve sua melhor chance para conseguir sair do Allianz Parque com os três pontos. Kaiki lançou para Matheus Pereira em profundidade na área e o camisa 10 cruzou rasteiro para Kaio Jorge. A bola passou pela marcação palmeirense e sobrou para o artilheiro da competição, que se esticou para finalizar e viu Carlos Miguel fazer um milagre que garantiu o empate em São Paulo.
Resultado: Palmeiras 0 – 0 Cruzeiro
Foto principal: Marcello Zambrana/AGIF



