Entrando em campo pouco antes de seu rival, o Palmeiras necessitava pensar apenas na vitória em um jogo que prometia grande dificuldade diante do Mirassol, em confronto muito aguardado pela 6ª rodada do Brasileirão no Allianz Parque. No final das contas, tivemos um jogo de domínio territorial alviverde, mas de baixa produção ofensiva. A equipe comandada por Abel Ferreira construiu a vantagem ainda no primeiro tempo com Flaco López e administrou o resultado diante de um Mirassol que cresceu na etapa final, mas encontrou dificuldades para transformar iniciativa em chances claras, sendo este um jogo que não entregou a qualidade que se esperava nas prévias.
Palmeiras dominou jogo taticamente do início ao fim
Desde os primeiros minutos, o Palmeiras tentou assumir o controle do jogo por meio de posse prolongada e circulação paciente no campo ofensivo. A estrutura inicial aproximava-se de um 4-2-3-1 em fase ofensiva, com os volantes participando da construção e os pontas oferecendo amplitude. A missão consistia em construir desde o sistema defensivo com passes curtos, pressionar o Mirassol para um bloco médio e explorar infiltrações entre lateral e zagueiro adversários.
Nesse cenário, o meia Maurício teve papel fundamental ao atuar entre linhas e acelerar a progressão ofensivo, dando inclusive a assistência para o gol que definiu a partida. A vantagem palmeirense surgiu aos 25 minutos, quando Flaco López recebeu após combinação com Maurício e finalizou de fora da área no canto, marcando um belo gol que colocou o time da casa em vantagem.
Esse lance mostrou uma circulação rápida no terço final, aproximação entre meia e centroavante e espaço para finalização na entrada da área, características que estão sendo muito bem exploradas pelo Palmeiras neste início de temporada. No restante da etapa inicial, o Verdão manteve maior controle territorial e conseguiu limitar as saídas do Mirassol, principalmente através de pressão imediata após perda da bola.
Contudo, mesmo em desvantagem, o time de Rafael Guanaes manteve suas características e não abandonou sua proposta ofensiva. O time buscou acelerar em transições rápidas, principalmente utilizando a presença física de Tiquinho Soares e a mobilidade de Alesson no ataque. No entanto, o principal problema da equipe visitante foi a dificuldade para superar a última linha palmeirense. Muitas tentativas acabaram em chutes bloqueados pela defesa e ataques interrompidos antes de adentrar no terço final.
Na etapa final, o cenário mudou ligeiramente. O Mirassol passou a assumir mais riscos ofensivos e conseguiu avançar linhas, pressionando a saída de bola do Palmeiras em alguns momentos. Com isso, o jogo ficou mais equilibrado territorialmente, mas o Palmeiras, por sua vez, adotou uma postura mais pragmática reduzindo o ritmo de circulação da bola, buscando ataques mais diretos, dando prioridade à manutenção do placar. Por fim, as substituições promovidas por Abel Ferreira conseguiram recompor o meio-campo e reforçar o sistema defensivo, permitindo ao time controlar os minutos finais.
Palmeiras teve vitória fundamental em busca do título
Depois de um tropeço inesperado contra o Vasco no meio de semana, o Palmeiras voltou a jogar como um time que pensa em disputar o título do Brasileirão e conquistou um enorme resultado, considerando que o São Paulo virou para cima do Red Bull Bragantino posteriormente.
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