Na noite de quarta-feira (29), o Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Cerro Porteño, no Paraguai, em jogo válido pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Apesar de encerrar a partida com mais que o dobro de chutes que o adversário, além de dominar a posse de bola, o Verdão não foi capaz de transformar essa superioridade em mais gols para alcançar a segunda vitória no torneio continental.
E o problema é recorrente. Nos três jogos que realizou até aqui pela Libertadores, o Palmeiras teve pouco aproveitamento no campo de ataque. Embora tenha finalizado bastante, a falta de eficiência é um ponto que gera preocupação para o decorrer do ano.
Palmeiras demonstra pouca eficiência no ataque
No confronto contra o Cerro Porteño, não podemos dizer que o Palmeiras não conseguiu se impor. Afinal, enquanto os donos da casa encerraram a partida com cinco finalizações, o Palmeiras teve 15. Com 575 passes, a equipe comandada por Abel Ferreira teve 66% da posse de bola no duelo contra os paraguaios.
Porém, esse domínio resultou em apenas seis finalizações na direção do gol, com uma bola na rede. Nesse cenário, o Verdão desperdiçou oportunidades que poderiam ter matado a partida e garantido três pontos importantes fora de casa. Um bom exemplo foi a tentativa de Allan, na pequena área, que acertou o travessão. Além disso, já no final da partida, Murilo, zagueiro da equipe brasileira, também perdeu uma grande chance, parando no goleiro adversário.
Como, em muitas ocasiões, o futebol pune, o Palmeiras voltou para casa com um gosto amargo. Afinal, a falta de eficiência teve um preço alto. Aos 27 da segunda etapa, o Cerro Porteño chegou ao empate com um gol contra de Carlos Miguel, atleta que havia sido o grande nome da vitória contra o Bragantino no último fim de semana.
Com o empate no Paraguai, o Verdão perdeu a liderança do Grupo F da Libertadores, ficando em segundo lugar na chave, com 5 pontos, um a menos que o Sporting Cristal.
O grande ponto é que não se trata de um jogo isolado. O Palmeiras tem provado que a falta de eficiência é um problema constante na Libertadores. Afinal, a equipe criou 60 finalizações nos três jogos até aqui, porém balançou a rede apenas quatro vezes.
O cenário do jogo contra o Cerro Porteño foi, inclusive, muito semelhante ao empate em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, na estreia da competição. Naquela partida, a equipe finalizou 22 vezes e teve mais volume que o time adversário, mesmo fora de casa, no entanto, não foi capaz de aproveitar as chances criadas para matar o jogo.
Falta de pontaria pode custar muito caro ao Palmeiras
Se continuar nesse ritmo, o Palmeiras terá a fase de grupos da Libertadores com a menor média de gols por jogo sob o comando de Abel Ferreira. Até aqui, a menor média é de 2,6 gols na fase de grupos de 2023, na qual o clube marcou 16 gols em seis partidas. Em 2026, a média, por enquanto, é de 1,3 gol por jogo.
Invicto no torneio continental, o Palmeiras está conseguindo uma vaga nas oitavas de final. Mas, se a falta de eficiência já custou a primeira colocação do grupo, o que mais ela poderá custar em fases avançadas do torneio? Enfrentando adversários mais perigosos, o Verdão não poderá se dar ao luxo de jogar fora o volume de jogo com chances desperdiçadas.
Além disso, se quando cria muitas oportunidades a equipe enfrenta dificuldades para balançar a rede, o que acontecerá em jogos mais complicados, nos quais o time tiver poucas chances de finalização?
O Palmeiras precisa solucionar seus problemas ofensivos enquanto há tempo. A falta de eficiência poderá custar muito caro tanto na Libertadores quanto no Campeonato Brasileiro. O empate contra o Cerro Porteño foi um aviso importante que precisa ser compreendido.
Créditos da foto de capa: Cesar Greco/Palmeiras.