Abel Ferreira e os jogadores foram vaiados ao fim do jogo - Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Futebol

“Choque-Rei” desanima torcedor dos dois times, mas São Paulo sai mais fortalecido que Palmeiras. Confira como foi o clássico paulista!

Decepção. Essa é a sensação com que o torcedor do Palmeiras voltou para casa neste domingo (16), após mais um clássico disputado em sua casa, dessa vez diante do São Paulo, pelo Campeonato Paulista.

Mesmo com o apoio dos mais de 37 mil alviverdes presentes no Allianz Parque e com a necessidade da vitória para seguir vivo na briga pela classificação, o time de Abel Ferreira não passou de um insosso 0 a 0 com o rival tricolor, que ainda poupou Lucas e Oscar, que só entraram respectivamente aos 16 e 31 minutos do segundo tempo.

A igualdade no placar complicou de vez a situação do Palmeiras (que ainda perdeu Maurício, que machucou o ombro logo no primeiro lance da partida) no Paulistão, visto que o time chegou aos 17 pontos e ocupa a terceira posição do Grupo D, atrás de São Bernardo (22) e Ponte Preta (19). Já o São Paulo, além de manter a liderança do Grupo C com 16 pontos, assegurou a vaga para a próxima fase da competição.

Palmeiras e São Paulo ficaram no 0 a 0 no Allianz Parque - Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Palmeiras e São Paulo ficaram no 0 a 0 no Allianz Parque – Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Números enganosos

Os números alviverdes até tentam maquiar o que foi a partida, visto que o Palmeiras terminou com praticamente mais tudo que o adversário. Teve mais posse de bola (54% a 46%), finalizações (15 a 3), escanteios (7 a 2) e desarmes (7 a 6). Mas a superioridade nas estatísticas não conseguiu transmitir a falta de inspiração e de versatilidade do Verdão.

Das 15 bolas chutadas e cabeceadas contra o gol do São Paulo, apenas duas tiveram como destino a meta defendida por Rafael, o que resulta em uma ridícula média de 13,33% de aproveitamento. Enquanto isso, o time de Luis Zubeldia acertou o alvo em uma das três oportunidades, gerando a também baixa, mas “aceitável” média de 33,33%.

Na falta de gols e grandes jogadas na Casa Verde, sobraram faltas de todos os tipos, visto que 31 delas foram assinaladas pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que precisou aplicar quatro cartões amarelos (todos para jogadores são-paulinos) para conter o ímpeto dos atletas em campo.

Números "fantasiosos" não ajudaram o Palmeiras em campo - Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Números “fantasiosos” não ajudaram o Palmeiras em campo – Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Invicto em clássicos, mas de mal com a torcida

O empate no Choque-Rei manteve a invencibilidade do Palmeiras em clássicos em 2025. Nos anteriores, o Verdão venceu de virada o Santos por 2 a 1, na Vila Belmiro, e empatou em 1 a 1 com o Corinthians, no Allianz.

Contudo, em nenhum dos três jogos o time desempenhou um bom futebol, tendo conquistado a vitória diante do Peixe nos acréscimos com o gol de Richard Ríos, e jogado fora a chance do triunfo contra o Timão após Estêvão desperdiçar um pênalti também nos minutos finais.

O empate contra o Tricolor do Morumbi foi a gota d’água para o torcedor palmeirense, que vaiou o time após o apito final e terá que fazer contas para manter o sonho do inédito tetracampeonato e assim evitar um vexame logo no primeiro trimestre.

Abel Ferreira e os jogadores foram vaiados ao fim do jogo - Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Abel Ferreira e os jogadores foram vaiados ao fim do jogo – Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Vexame do Palmeiras cada vez mais próximo

Restando apenas duas rodadas para o fim da primeira fase, o até então tricampeão Palmeiras precisaria vencer os dois jogos restantes contra Botafogo de Ribeirão Preto (20) e Mirassol (23), além de torcer para tropeços de São Bernardo e de Ponte Preta para tentar beliscar a classificação.

O “detalhe” é que ambos os concorrentes do Verdão jogam contra o São Paulo, que pode (e até deve) perfeitamente poupar seus principais jogadores para preservá-los para as fases finais (e claro, jogar ainda mais pressão para o lado alviverde).

Foto de capa: Cesar Greco/Palmeiras