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Futebol Libertadores

Palmeiras não precisa ficar preocupado com empate em estreia na Libertadores

O Palmeiras já iniciou a temporada 2026 da Libertadores sem a possibilidade de repetir a incrível campanha perfeita na fase de grupos do ano passado, devido ao resultado de 1 a 1 diante do Junior Barranquilla em Cartagena (devido às reformas no estádio do time colombiano). Em que pese o empate fora de casa e a oscilação natural, o Verdão possui motivos suficientes para ter buscado a igualdade do placar, considerando que este (no papel) consiste no confronto mais difícil de um dos grupos mais acessíveis.

Palmeiras precisou se adaptar no segundo tempo

A equipe de Abel Ferreira iniciou no 4-2-3-1, mas encontrou dificuldades logo nos primeiros minutos diante de um Junior mais intenso e vertical. A equipe colombiana, que se organizou em um 3-4-2-1 , pressionava com agressividade os primeiros passes do time brasileiro, dificultando a saída limpa. No entanto, o gol que saiu com menos de 10 minutos, em pênalti convertido por Teófilo Gutiérrez, aos 9 minutos, mudou completamente o cenário . A partir daí, o Junior passou a atuar em um bloco médio, confortável para explorar transições rápidas pelos centroavantes e infiltrações de meias por dentro.

Diferentemente dos jogos recentes no Brasileirão, o Palmeiras apresentou dificuldades antes do intervalo com distanciamento considerável entre as linhas de marcação, pouca ocupação entrelinhas e circulação previsível, com excesso de passes laterais. Sem a bola, o Junior reduzia espaços com eficiência, pois a linha de cinco (com alas recuando) congestionava o meio, obrigando o Palmeiras a jogar por fora. Quando recuperava, a equipe colombiana era direta buscando rapidamente o pivô em Gutiérrez e explorando o espaço nas costas dos laterais.

Depois de uma etapa inicial difícil, o Verdão melhorou no segundo tempo graças às mexidas de Abel Ferreira. A entrada de Ramón Sosa para aumentar a profundidade, com maior aproximação entre meio-campo e ataque, além da aceleração na circulação (com menos passes horizontais), aceleração na circulação e menos passes horizontais.

Diante deste cenário, o gol de empate parecia um caminho natural e assim foi, com desvio de cabeça de Flaco López após bola longa para o ataque, com a infiltração de Sosa atacando o espaço sendo decisiva para buscar ao menos um ponto fora de casa. O Palmeiras assumiu totalmente o controle das ações após o empate, mas encontrou dificuldades para virar o placar devido ao excesso de cruzamentos e baixa eficiência nas tomadas de decisão (além do gramado instável).

Ramón Sosa mudou o jogo a favor do Palmeiras

Sosa entrou em um contexto adverso, com um Palmeiras lento, dispondo de pouca profundidade e dificuldade para romper o bloco do Junior. A primeira contribuição do atacante não foi técnica, mas comportamental, com mais intensidade nos duelos e maior agressividade nos movimentos sem bola.

Diferente do que o Palmeiras fazia no primeiro tempo (com ataques apoiados e previsíveis) Sosa ofereceu algo essencial: profundidade constante ao atacar o espaço nas costas do ala/zagueiro do sistema com três defensores, além de diagonais curtas em direção à área e acelerações nas transições com poucos toques. Esse comportamento obrigou o Junior a recuar sua linha defensiva, o que abriu espaços entrelinhas.

Imagem: Getty Images