Empatar com o Cruzeiro em casa certamente não estava nos planos do Palmeiras. Na Arena Barueri, porém, o principal sinal de alerta apareceu justamente no setor ofensivo. Sem Vitor Roque, o Verdão segue encontrando dificuldades para transformar volume de jogo em gols.
Na ausência do camisa 9, Abel Ferreira tenta alternativas com improvisos e reservas, mas nenhuma delas conseguiu resolver definitivamente o problema até aqui.
A dúvida, então, passou a rondar o Palmeiras: existe solução ofensiva sem Vitor Roque?
É exatamente essa resposta que o técnico português tenta encontrar.
Muita posse, muitos chutes e poucos gols
Desde a lesão de Vitor Roque, o Palmeiras precisou reorganizar completamente seu setor ofensivo. Tendo Flaco López como referência, Abel Ferreira alternou diferentes companheiros ao lado do argentino, dando oportunidades para jogadores como Ramón Sosa, Maurício e Felipe Anderson.
O problema é que praticamente todas as tentativas terminaram em atuações burocráticas.
O Palmeiras segue invicto no período — são três vitórias e três empates desde a contusão do “Tigrinho” —, além de 11 gols marcados. Em um primeiro olhar, os números até parecem positivos. Só que o desempenho em campo preocupa mais do que os resultados.
A principal dor de cabeça para Abel Ferreira está na dificuldade do time em converter as chances criadas, principalmente contra adversários tecnicamente inferiores. Nesse recorte, o Palmeiras finalizou 157 vezes e transformou apenas 11 dessas conclusões em gols.
E o detalhe pesa ainda mais quando se observa os adversários enfrentados: Jacuipense (duas vezes), Bragantino, Cerro Porteño, Santos, Sporting Cristal, Remo e Cruzeiro. O time cria. O problema é concluir.
Mesmo com desfalques, há alguma solução?
Além de Vitor Roque, o Palmeiras também perdeu Ramón Sosa e Felipe Anderson por lesão. Isso reduziu drasticamente o leque de opções ofensivas para Abel Ferreira, que hoje trabalha basicamente com Maurício e o jovem Luighi como alternativas mais próximas para atuar ao lado de Flaco López.
Maurício talvez seja o caso mais delicado. O meia convive com irregularidade na temporada e ainda não conseguiu assumir protagonismo constante. Mesmo assim, a tendência é que ganhe sequência neste momento de necessidade — especialmente após marcar contra a Jacuipense, na volta da Copa do Brasil.
Já Luighi representa mais uma aposta de futuro. O garoto da base mostrou potencial, marcou gols importantes e tem características interessantes, mas ainda passa por um processo natural de amadurecimento. O Palmeiras procura respostas imediatas, e talvez o jovem ainda precise de mais tempo até assumir tamanho peso ofensivo.
E Paulinho?

Outro nome que começa a reaparecer é Paulinho. Uma das contratações mais caras da história do clube, o atacante revelado pelo Vasco sofreu com problemas físicos desde a chegada e acumulou um longo período de inatividade. Agora, seu retorno acontece justamente quando o ataque mais necessita de soluções.
Coincidência ou não, o camisa 10 reaparece exatamente no momento em que Abel Ferreira busca alguém capaz de destravar o setor ofensivo.
Ainda existe a questão física e o ritmo de jogo, naturalmente abaixo do ideal. Mas, pela qualidade técnica que possui, Paulinho surge como a alternativa mais promissora para diminuir o impacto causado pela ausência de Vitor Roque.
Quando o Palmeiras volta a jogar?
O Sociedade Esportiva Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira (20), diante do Cerro Porteño, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores 2026.
A partida será disputada no Nubank Parque, às 21h30. O Verdão lidera o Grupo F, com oito pontos conquistados.
Créditos da foto de capa: César Greco/Sociedade Esportiva Palmeiras



