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Pochettino e suas 3 grandes questões sobre os amistosos dos Estados Unidos

Mauricio Pochettino sabe que o tempo está contra ele. Com apenas quatro amistosos restantes antes da estreia da Seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, o treinador argentino entra em uma fase decisiva do seu trabalho: transformar um time promissor em uma equipe pronta para competir de verdade.

A missão não é simples. Apesar do talento evidente do elenco, a seleção norte-americana ainda busca identidade. E é justamente aí que Pochettino precisa fazer a diferença. Ele não chegou para apenas organizar o time, chegou para elevar o nível, dar padrão e, principalmente, fazer esse grupo acreditar que pode ir além.

Agora, diante de adversários pesados como Bélgica e Portugal, o técnico terá um teste daqueles que não dá pra esconder nada. É jogo grande, com cara de Copa, e que pode definir muita coisa.

O sistema é de Pochettino e precisa encaixar

Desde que assumiu, Pochettino começou a implementar sua identidade tática. A principal mudança foi a adoção de um modelo mais flexível, que se transforma em um 3-5-2 quando o time tem a bola.

A ideia é clara: controlar mais o jogo, ocupar melhor os espaços e dar liberdade para os jogadores ofensivos decidirem. Só que esse tipo de sistema exige entrosamento, algo que ainda está em construção.

E é exatamente por isso que essas partidas de março são tão importantes.

Pulisic no centro de tudo

Se existe um nome que simboliza o projeto de Pochettino, esse nome é Christian Pulisic.

O treinador enxerga no camisa 10 muito mais do que um ponta. No Milan, ele já atua mais por dentro, quase como um segundo atacante e essa função parece ser o plano também na seleção estadunidense.

A dúvida que fica é: quem joga ao lado dele?

Folarin Balogun aparece como o nome mais natural, mas ainda precisa se adaptar ao sistema. Já Ricardo Pepi oferece mobilidade e pode encaixar melhor dependendo da proposta de jogo. Essa escolha vai dizer muito sobre como o time vai atacar.

McKennie: solução ou quebra-cabeça?

Outro ponto-chave para Pochettino é Weston McKennie.

Versátil, intenso e taticamente inteligente, ele é aquele jogador que todo treinador gosta de ter. Mas existe um dilema: usar essa versatilidade ou definir uma posição fixa?

Na Juventus, McKennie já atuou em várias funções. E Pochettino precisa decidir onde ele realmente faz mais diferença.

A tendência é utilizá-lo no meio-campo, ajudando tanto na construção quanto na recomposição defensiva. Mas é uma escolha que impacta diretamente o equilíbrio da equipe.

Gio Reyna: talento ou risco?

Se existe uma decisão delicada, ela envolve Gio Reyna. O talento está lá, ninguém discute. Mas a falta de ritmo pesa. Com poucos minutos na temporada, ele chega para essa Data FIFA cercado de dúvidas.

Pochettino deve dar oportunidades, até porque Reyna pode ser um diferencial técnico. Mas esse é o tipo de aposta que precisa dar retorno rápido.

Caso contrário, o treinador pode ser obrigado a buscar alternativas mais confiáveis.

Os jogos contra Bélgica e Portugal são mais do que amistosos. Para Pochettino, são praticamente provas finais antes da convocação da Copa.

É o momento de testar ideias, observar comportamentos e, principalmente, tomar decisões.

Porque, a partir daqui, não dá mais para adiar escolhas.

Hora de definir o time

Pochettino entra agora na fase mais importante do seu trabalho na Seleção dos Estados Unidos. Definir o ataque, ajustar o meio-campo e entender quem realmente pode entregar em alto nível são passos essenciais.

Se conseguir encaixar essas peças, o time pode chegar forte para a Copa do Mundo. Se não… a margem para erro será mínima.

No fim, tudo passa por ele. Porque mais do que nunca, este é o momento de Mauricio Pochettino mostrar sua marca e provar que pode transformar potencial em resultado.

Foto: Ira L. Black/USSF/Getty Images