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Pochettino surpreende e corta nomes importantes da Seleção dos Estados Unidos para a Copa; veja

A convocação final da Seleção dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 finalmente foi revelada e, como sempre acontece em listas desse tamanho, algumas ausências acabaram chamando mais atenção do que os nomes presentes. O técnico Mauricio Pochettino anunciou os 26 jogadores que disputarão o torneio em evento realizado em Nova York e gerou debates imediatos entre torcedores, imprensa e ex-jogadores.

Estrelas como Christian Pulisic, Weston McKennie e Folarin Balogun eram nomes praticamente garantidos. O trio chega como principal esperança ofensiva da equipe americana para a competição disputada em casa. Porém, enquanto alguns atletas confirmaram presença sem grandes surpresas, outros acabaram ficando pelo caminho mesmo após temporadas consistentes e participações importantes no ciclo sob comando de Pochettino.

As principais críticas recaíram justamente sobre o setor de meio-campo. Os três cortes mais debatidos da convocação envolvem jogadores da mesma posição, algo que gerou preocupação sobre a profundidade do elenco americano para a Copa. Tanner Tessmann, Diego Luna e Aidan Morris acabaram fora da lista definitiva.

Tessmann vira ausência mais questionada da convocação

Entre todos os cortes, o nome de Tanner Tessmann talvez seja o que mais causou estranheza nos bastidores do futebol americano. O volante viveu uma temporada sólida no Olympique Lyonnais e vinha sendo presença frequente nas convocações recentes da seleção.

O jogador de 24 anos participou dos últimos períodos de treinamentos da equipe nacional e recebeu minutos importantes nos amistosos contra Seleção da Bélgica e Seleção de Portugal. Internamente, muitos acreditavam que ele seria titular ao lado de Tyler Adams no meio-campo.

A temporada europeia também fortalecia sua candidatura. Pelo Lyon, Tessmann acumulou 41 partidas, 28 como titular, além de mais de 2.500 minutos em campo. Sua capacidade de atuar como meio-campista box-to-box era vista como um diferencial importante para uma seleção que não possui tantas opções com esse perfil.

Mesmo assim, Pochettino optou por outros caminhos. O treinador decidiu convocar Sebastian Berhalter, do Vancouver Whitecaps, e Cristian Roldan, do Seattle Sounders. A escolha gerou bastante debate nos Estados Unidos, principalmente porque Tessmann vinha em crescimento constante no futebol europeu.

Tanner Tessmann
Foto; USA

Diego Luna perde espaço mesmo após destaque na temporada

Outro nome bastante comentado após a divulgação da lista foi o de Diego Luna. O meia do Real Salt Lake vinha sendo um dos jogadores mais importantes da seleção americana ao longo de 2025 e aparecia constantemente em campanhas publicitárias da equipe nacional.

Inclusive, Luna foi um dos atletas escolhidos para estampar materiais promocionais da seleção e até mesmo figurinhas oficiais da Copa do Mundo. Ainda assim, Pochettino já havia deixado claro anteriormente que marketing não influenciaria suas decisões técnicas.

Dentro de campo, Luna também apresentava argumentos fortes para permanecer no grupo. Mesmo após sofrer com problemas físicos no início da temporada, o meia voltou muito bem à Major League Soccer. Em pouco mais de 600 minutos disputados, acumulou quatro gols e três assistências.

Além dos números, o jogador se destacava pela intensidade e personalidade. Luna é conhecido pela capacidade de driblar em espaços curtos e pela agressividade ofensiva. Seu estilo de jogo muitas vezes mudava o ritmo das partidas da seleção americana.

A ausência acabou surpreendendo até pessoas próximas ao ambiente do clube. O técnico do Real Salt Lake, Pablo Mastroeni, admitiu estranheza pela decisão e destacou que o meia possuía características importantes para jogos de mata-mata, principalmente pelo aspecto mental e competitivo.

diego luna
Foto: US Soccer

Meio-campo preocupa seleção dos Estados Unidos para a Copa

O terceiro corte que gerou discussão foi o de Aidan Morris. O volante do Middlesbrough vinha acumulando atuações consistentes na segunda divisão inglesa e era visto como uma peça confiável para compor o elenco.

Sua exclusão ganhou ainda mais repercussão porque o jogador vinha sendo utilizado regularmente por Pochettino ao longo da última temporada. Além disso, Morris carregava experiência recente em jogos de alta pressão, algo valorizado em competições curtas como a Copa do Mundo.

O momento do volante, entretanto, acabou ficando marcado por uma sequência frustrante. Primeiro, o Middlesbrough perdeu a final do playoff da EFL Championship para o Hull City, desperdiçando o acesso à Premier League. Pouco depois, veio a notícia de que ele também estava fora da lista da Copa.

A escolha por Cristian Roldan no lugar de Morris foi bastante questionada pela imprensa americana. Isso porque o jogador do Seattle Sounders não vive sua melhor temporada e possui características parecidas às do atleta do Middlesbrough.

Aidan Morris
Foto: Getty Images

Com as três ausências, cresce a preocupação sobre a profundidade do meio-campo americano durante o torneio. A seleção chega para a Copa com poucas opções de reposição em caso de lesões, suspensões ou desgaste físico ao longo da competição.

Mesmo diante das críticas, Mauricio Pochettino demonstrou confiança absoluta em suas escolhas. O treinador acredita que encontrou o equilíbrio ideal para o elenco e aposta no grupo selecionado para tentar levar os Estados Unidos à sua melhor campanha em Copas do Mundo nos últimos anos.

Foto: Ira L. Black/USSF/Getty Images