A Ponte Preta vive uma enorme queda de rendimento ao longo da temporada de 2026. Sob o comando do treinador Márcio Zanardi, a equipe de Campinas apresenta fragilidades defensivas rígidas, baixíssimo aproveitamento no setor ofensivo e uma clara desorganização tática. Além disso, enfrenta grave crise administrativa, com atrasos salariais e severas punições impostas pela FIFA.
No entanto, o cenário era completamente diferente nos primeiros dias do ano. Campeã da Série C de 2025, a Ponte Preta já teve indícios de que o rumo não seria o esperado e foi rebaixada precocemente no Campeonato Paulista e já passou a enfrentar graves problemas financeiros.
Conforme passavam os meses, as crises institucionais e futebolísticas se agravaram e a equipe passou a apresentar um péssimo desempenho também na Série B. Por conta disso, o técnico e os jogadores se manifestaram criticamente contra o trabalho da direção. A partir deste resumo, confira por que a Ponte Preta decaiu consideravelmente em 2026.
A empolgação inicial e a queda rápida
Campeã da Série C de 2025 depois de derrotar o Londrina na decisão realizada no Estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta começou a temporada empolgada e cheia de expectativa de que poderia repetir os bons resultados em 2026. Contudo, o transfer ban imposto pela FIFA e os atrasos salariais (recorrentes na temporada anterior) já estiveram presentes nos primeiros dias e isto trouxe um reflexo dentro do campo.
Apresentando um sistema defensivo frágil, ataque ineficiente e a falta de intensidade, a Ponte Preta foi rebaixada precocemente no Campeonato Paulista, somando apenas um ponto em 24 jogos disputados, tornando-se a pior campanha do clube na competição desde 2004. A queda foi confirmada após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, no Estádio Canindé, pela sétima rodada do torneio.
Um dos principais motivos que geraram o descenso foram as limitações do elenco. Já que sofreu restrições para registrar novos jogadores, a Ponte Preta reduziu as alternativas de substituição e diminuiu a qualidade técnica geral do plantel no decorrer do Campeonato Paulista.
Na rodada final da primeira fase da competição ocorreu a primeira demissão de treinador da equipe. O comandante Marcelo Fernandes pediu para deixar o cargo na derrota por 2 a 1 para o São Paulo. Com isto, Rodrigo Santana assumiu a vaga, porém, não teria uma passagem duradoura pela Ponte Preta.
A continuação do declínio da Ponte Preta na Série B
O desempenho persistiu na competição nacional. Logo nas primeiras rodadas, o novo técnico não conseguiu melhorar o rendimento da equipe, que possuía graves problemas em todos os setores do gramado. O time entrou na zona de rebaixamento ainda no começo da Série B e não conseguiu sair desde então. Assim como o antecessor, Rodrigo pediu para ser demitido, logo após o revés por 4 a 2 para o CRB, em Maceió. No seu lugar, assumiu Márcio Zanardi.
Tecnicamente, o desempenho da Ponte Preta no torneio é considerado pífio, por mais que seja um time que tenha subido de divisão. O rendimento é caracterizado por desorganização no sistema defensivo, grande fragilidade emocional, ineficiência do meio-campo para o ataque, além de um jejum prolongado sem vitórias que a mantém afundada na lanterna da Série B, desde a 19ª rodada.
Por conta disso, a Ponte Preta amargou os seguintes recordes negativos históricos do campeonato nacional: maior sequência de derrotas do clube no século (sete), pior defesa de um primeiro turno de Brasileiro (38 gols sofridos), pior início de um treinador na história do clube paulista (Zanardi perdeu sete jogos consecutivos) e a pior campanha de um clube de Campinas em um turno da história da Série B (oito pontos conquistados).
Créditos da foto da capa: Marcos Ribolli/ PontePress

