Projeto do novo estádio do Flamengo
Futebol Brasileirão

Estádio do Flamengo: Prefeito do Rio promete desapropriar terreno se Caixa não negociar venda

Em reunião realizada na noite da última segunda-feira (27), o Flamengo recebeu do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), a promessa de desapropriação do terreno apontado pelo clube como ideal para a construção de seu novo estádio, caso a Caixa não aceite vendê-lo ao rubro-negro. O compromisso foi firmado durante um jantar entre servidores públicos do município e a diretoria flamenguista, num restaurante da Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.

No discurso feito aos presentes na reunião, Eduardo Paes afirmou que a prefeitura do Rio perdoou uma dívida da Caixa estimada em R$ 4 bilhões no ano passado. Junto ao presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, o chefe do executivo carioca sinalizou ainda que estaria provocando o banco estatal, para que sua mensagem chegasse aos representantes do órgão.

Além da provocação feita à Caixa para a resolução do caso no mais imediato o possível, Paes também manifestou que se o banco se recusar a vender o local desejado pelo Flamengo, ele se trataria de um terreno privado. O prefeito completou dizendo que “se existe um poder autoritário no Brasil, e pertencente aos governos, este poder é a desapropriação”.

 Se a negociação não avançar, a prefeitura vai desapropriar a área para permitir que o Flamengo tenha seu estádio.”

— afirmou o prefeito do Rio.

Eduardo Paes, prefeito do Rio
Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante o jantar com servidores públicos e executivos do Flamengo na última segunda-feira — Foto: Reprodução/Redes sociais

Deputado afirma que Caixa ficou de dar resposta ao Flamengo em 3 dias

Em reunião realizada horas antes do jantar com o prefeito do Rio, o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), se reuniu na sede da Caixa Econômica na capital fluminense com representantes do Flamengo, como o presidente Rodolfo Landim, e o presidente do banco estatal, Carlos Vieira. Além do parlamentar e dos executivos, participaram também os secretários municipais de governo, e no encontro ficou firmado o compromisso da Caixa de dar um valor final pelo terreno no bairro do Gasômetro, num prazo estipulado de três dias.

A Caixa ficou de dar o valor final em três dias. Estamos falando em R$ 2.400 por metro quadrado, com um ajuste de 10 a 15%. Falamos de cara que a Caixa teria que abrir o valor de face do terreno, que é o que esperamos.

— Deputado Federal Pedro Paulo, em entrevista ao jornal O Globo.

O terreno de 87 mil metros quadrados é pertencente a um fundo de investimentos gerido pela Caixa, e o acordo entre as partes envolvidas está dependente do montante que o banco irá pedir pela área. O Flamengo não queria gastar mais de R$ 250 milhões, e buscou um auxílio da Prefeitura do Rio para destinar recursos à operação.

Flamengo, prefeitura e Caixa Econômica se reuniram na manhã desta segunda, no Centro do Rio
Deputado Pedro Paulo em conversa com Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, durante a reunião da manhã de segunda-feira na sede da Caixa Econômica no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

Visando eleições e confirmar intenções de obra, Flamengo se aquece

Com a ida de Paes ao jantar e o aval dele em intermediar conversas do Flamengo com a Caixa junto à terceiros, o rubro-negro agora aguarda a aprovação da Câmara de Vereadores do Rio sobre a proposta lançada pelo clube de que parte dos recursos para a compra do terreno no Gasômetro virão através da transferência do potencial construtivo da Gávea, sede flamenguista. O potencial construtivo se refere à quantidade de construção permitida em um terreno de sua propriedade, visando o controle do crescimento urbano. A medida presente no plano diretor do município, não é incomum, e levaria o Flamengo a não construir na Gávea, e usar o recurso para construção no Gasômetro.

No projeto a ser apresentado pelo Flamengo para construir a nova casa, os arquitetos e responsáveis pela negociação do terreno apresentarão estudos para a exploração econômica da área, localizada na região central do Rio, e falar de valores sobre o futuro estádio. A proposta do Gasômetro é um sonho antigo de Rodolfo Landim e da direção rubro-negra, que visa as eleições presidenciais desse ano, e coincidentemente choca também com as eleições municipais, na qual Eduardo Paes é pré-candidato à reeleição na capital fluminense, e especula-se o nome do deputado Pedro Paulo como seu companheiro de chapa.

Foto: Prefeitura do Rio/Cdurp.

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