O Supremo Tribunal Federal brasileiro manteve a decisão de primeira instância que proíbe a popular plataforma de mídia social X, anteriormente conhecida como Twitter.
A decisão originou-se de uma ordem judicial emitida ao escritório do X no Brasil, na qual certas contas que espalhavam desinformação deveriam ser bloqueadas. Os representantes do X recusaram a ordem, resultando no banimento do aplicativo.
Antes do jogo da NFL, entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers, na próxima sexta-feira (6), em São Paulo, os membros da mídia americana estão questionando como poderão transmitir atualizações do jogo aos seguidores em tempo real sem o X.
Normalmente, membros e repórteres da NFL postam atualizações paralelas e observações no X. Mas, com o aplicativo e o site agora banidos, métodos alternativos devem ser empregados.
A evasão da proibição usando uma rede privada virtual (VPN) é punível com multa de acordo com a decisão, e não está claro se alguma exceção será feita para o próximo jogo da NFL.
Os métodos alternativos para divulgação do jogo da NFL
X era uma das redes sociais mais populares no Brasil, com 9,3 milhões de usuários ativos, segundo a empresa canadense de tecnologia Voronoi. Com o site fechado e o aplicativo removido das lojas Apple e Google Play, o concorrente do X, Bluesky, diz que viu um salto recorde na atividade e 500.000 novos usuários ingressando em 31 de agosto.
Threads, a resposta competitiva da Meta ao X, é um aplicativo de microblog semelhante, conectado principalmente às contas do Facebook ou Instagram. Além do Bluesky, poderia ser o único alívio da ausência do X para os brasileiros.
Agora, com todas as polêmicas que o primeiro jogo da NFL em solo brasileiro na história já teve que enfrentar, fica a dúvida se em 2025, a principal liga de futebol americano voltará ao nosso país.