PSG, Luis Enrique
Futebol Ligue 1 UEFA Champions League

PSG se preparou para “dinastia” no futebol europeu! Confira porque Luís Enrique, Doue e cia podem se manter no topo por anos!

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o projeto do PSG, pode começar a repensar. A tão sonhada conquista da UEFA Champions League não foi só um título, foi um recado claro: “Isso aqui é só o começo! E quem deixou isso bem claro foi o próprio presidente Nasser Al-Khelaïfi, que, logo depois da vitória histórica, soltou: “Isso começa hoje. Esperamos que o melhor ainda esteja por vir, mas é preciso ter humildade. Somos o segundo time mais jovem a vencer a Champions depois do Ajax em 1995. Hoje ganhamos e acredito que toda a França está orgulhosa. Jogamos em Paris, mas representamos toda a França.”

Esse discurso não ficou só na emoção do momento. Ele representa exatamente a mentalidade que está guiando o PSG para, quem sabe, construir uma verdadeira dinastia no futebol europeu. O sonho de dominar a Europa, que começou lá em 2011 com os investimentos pesados do Catar, finalmente virou realidade — e, agora, o objetivo é transformar esse sucesso pontual em algo duradouro.

Base sólida do PSG

E, para isso, o PSG está se estruturando de uma forma que poucos clubes no mundo conseguiram até hoje. A base do projeto foi muito bem amarrada: renovaram com Luís Enrique até 2027 e com o diretor esportivo Luís Campos até 2030. Isso sem falar nas renovações de jogadores fundamentais no esquema do treinador espanhol, como Achraf Hakimi, Nuno Mendes e Vitinha. É aquele famoso: quem é bom, fica. E quem não se encaixa, vai abrir espaço para novos talentos.

Se olharmos para a situação contratual do elenco, dá pra entender bem como o PSG está se preparando para o futuro. Gigantes como Donnarumma, Kimpembe, Arnau Tenas e Asensio estão garantidos até 2026. Outros pilares, como Fabián Ruiz, Carlos Soler, Mukiele, Renato Sanches e Mayulu, têm contrato até 2027. E a cereja do bolo: boa parte dos jovens mais promissores — Zaïre-Emery, Doué, Kvaratskhelia, Joao Neves, Nuno Mendes, Pacho e Safonov — estão blindados até 2029. Ou seja, o torcedor do PSG pode ficar tranquilo que essa geração não vai se desfazer tão cedo.

Se a ideia é criar uma dinastia, eles estão fazendo do jeito certo. Depois de anos gastando bilhões, buscando montar elencos estelares com craques como Neymar e Mbappé, o PSG percebeu que o caminho não era só ter nomes midiáticos, mas sim construir um grupo jovem, forte e com identidade dentro de campo. Aliás, esse foi o elenco mais jovem (com média de 25 anos e 96 dias) a disputar uma final de Champions no século XXI. E não foi só disputar, foi atropelar! Um 5 a 0 na final que entra para a história como uma das maiores dominações que a competição já viu.

Início difícil

E olha que a temporada nem foi tão tranquila assim. Chegaram a correr risco de eliminação na fase de grupos, quase ficando pelo caminho em dezembro. Mas 2025 começou e o time simplesmente atropelou todo mundo: deixou para trás Liverpool, Aston Villa e Arsenal — três ingleses — sem dó nem piedade. O ponto de virada? A vitória nos pênaltis em Anfield depois de perder na ida, mesmo jogando muito melhor. A partir dali, virou rolo compressor.

Agora, além de Ligue 1, Copa da França, Supercopa e Champions, o PSG chega no Mundial de Clubes como um dos grandes favoritos. E parte desse sucesso tem um nome: Luís Enrique. O treinador espanhol trouxe, além do seu estilo de jogo agressivo, aquele velho manual das rotações. Deu espaço pra praticamente todo mundo no elenco, deixou claro que aqui não tem titular absoluto — quem estiver melhor, joga. Isso fez com que o grupo chegasse inteiro, física e mentalmente, no momento mais decisivo da temporada.

Falando em protagonistas, tem alguns nomes que merecem destaque. Dembélé virou, sem dúvidas, o craque do time, candidato fortíssimo a vencer o próximo Ballon d’Or. É o cara que puxa a responsabilidade e lidera dentro e fora de campo. E olha que, pasmem, o mais veterano do elenco é Marquinhos — que está no PSG desde 2013 — e acabou de completar 31 anos. Dá pra entender o tamanho do potencial dessa geração.

Desiré Doué

Doué, por exemplo, que simplesmente se tornou o jogador mais jovem da história a fazer dois gols numa final de Champions, chegou pra assumir um protagonismo imediato. Outro que vem brilhando é Kvaratskhelia, além do incansável Vitinha e do sempre decisivo Achraf.

A gestão financeira também mudou. Se antes o PSG parecia um clube que só sabia gastar, agora a coisa ficou bem mais inteligente. O investimento da temporada 2023/24 foi de assustadores 450 milhões de euros, mas não foi gasto em veteranos — foi para montar uma base jovem, talentosa e que tem tudo pra dar retorno esportivo e financeiro por muitos anos. E, mesmo assim, o total da era QSI (desde 2011) já soma mais de 2,1 bilhões de euros.

O próprio Nuno Mendes resumiu bem o espírito desse PSG: “Acho que podemos marcar uma época. Temos um grupo muito bom, com jogadores jovens e muito ainda pra aprender.” E, sinceramente, olhando para tudo que o PSG vem fazendo, não parece só otimismo. É projeto. É realidade.

O futuro é deles. E o futebol europeu que se cuide, porque Luís Enrique, Doué, Dembélé e companhia vieram pra ficar no topo por muitos, mas muitos anos.