Rafinha e James Rodriguez
Futebol Brasileirão

Rafinha dá impressões sobre James no São Paulo: “Se não corria nem no Bayern, como vai correr aqui?”

Capitão do São Paulo, o experiente lateral-direito Rafinha compartilhou nesta terça-feira suas opiniões a respeito da frustrada passagem de James Rodríguez pelo clube paulista. Contratado com grande expectativa e tratado como um craque de renome internacional, o jogador colombiano encerrou sua curta trajetória no time de maneira decepcionante, saindo sem grande destaque após atuar em apenas 22 partidas e marcar dois gols.

Durante uma entrevista ao podcast *”Denílson Show”*, Rafinha revelou detalhes dos bastidores dessa passagem polêmica, comentando não apenas o desempenho de James em campo, mas também aspectos relacionados ao comportamento do atleta, sua adaptação ao clube e o impacto de sua saída abrupta na equipe.

– É meu parceiro, irmão, mas brigamos aqui (no São Paulo)… Ele ficou bravo porque eu fui chamar a atenção dele, né? Jogamos juntos no Bayern, fomos campeões de tudo. Ligamos para ele as férias inteiras para vir para cá, sempre dando aquela força. Aí, chegou aqui… – disse, iniciando o relato.

Em agosto, James Rodríguez encerrou sua curta passagem pelo São Paulo ao assinar a rescisão de contrato com o clube. Antes disso, o meia colombiano viveu um momento de destaque no cenário internacional ao ser vice-campeão da Copa América com a seleção da Colômbia.

Na competição continental, seu desempenho foi reconhecido, e ele foi eleito o melhor jogador do torneio, evidenciando sua qualidade técnica mesmo em meio às críticas recebidas durante sua passagem pelo futebol brasileiro.

– James é o Ronaldo da Colômbia, camisa 10, capitão, estrela maior dos caras. É craque, um fenômeno jogando. Só que, no São Paulo, eram um monte de soldadinhos. Só que ele chegou e achou que tinha que chegar jogando. E aí a gente foi dando uns toques nele, para treinar um pouco mais, fazer um trabalho mais fora para entrar em forma logo, e aí ele reclamava: “Não é meu estilo”. E realmente… Se ele não corria nem no Bayern, como é que vai correr aqui? Mas (no Bayern) era outro jogo, outro time – relatou Rafinha.

Rafinha fala sobre o James Rodríguez no São Paulo

Para Rafinha, a experiência de James Rodríguez no São Paulo foi marcada por uma sensação crescente de desprestígio, especialmente ao perceber que os treinadores não planejavam utilizá-lo como titular, apesar de sua fama e status internacional. A situação contrastou fortemente com a trajetória de Lucas Moura, formado nas categorias de base do clube, que também chegou em julho do ano passado.

Diferente de James, Lucas rapidamente conquistou uma vaga entre os titulares e se firmou como peça fundamental da equipe, mantendo sua posição até o final da temporada.

– No dia em que a gente o chamou para conversar, ele ficou zangado comigo. Eu falei: “Não sou treinador, sou jogador igual a você, se quiser que eu fale alguma coisa para ajudar, vamos falar”. Aí ele baixou um pouco a guarda – lembrou o capitão.

Livre no mercado, James acertou com o Rayo Vallecano, da Espanha. Por lá, soma apenas seis partidas e nenhum gol marcado.