O Real Madrid vive uma das janelas de transferências mais movimentadas dos últimos anos. Com o retorno de José Mourinho ao cargo de treinador do clube depois de 13 anos, depois da reeleição de Florentino Pérez à presidência do clube, a diretoria merengue realizou contratações de peso junto com uma sequência de vendas que já rendeu centenas de milhões de euros aos cofres da equipe do Santiago Bernabéu.
O Real Madrid foi um dos clubes mais ativos durante a atual janela de transferências. Todas as movimentações feitas são visando as conquistas que, não conquistam desde 2024. A falta de títulos durante este período causa um incômodo internamente dentro do clube e na torcida, por estarem acostumados a levantarem taças ao longo dos últimos anos.
Os reforços confirmados
José Mourinho pediu experiência e nomes já rodados para reconstruir o elenco, e o clube atendeu rapidamente. Ibrahima Konaté chegou sem custo de transferência após o fim do contrato com o Liverpool. Denzel Dumfries desembarcou vindo da Inter de Milão por cerca de 20 milhões de euros (cerca de R$ 117 milhões).
A lista de contratações também inclui Cucurella, comprado junto ao Chelsea, e Bernardo Silva, que chegou sem custos após deixar o Manchester City. Juntas, essas movimentações somam um grande investimento em jogadores já consolidados, uma escolha que reflete a prioridade do treinador português por experiência em vez de apostas em jovens promessas.
Vale lembrar que a própria chegada de José Mourinho também entrou na conta do clube. Mourinho retornou ao Santiago Bernabéu vindo do Benfica, com o Real Madrid arcando com a multa rescisória do treinador junto ao clube de Lisboa para viabilizar a contratação em meio à disputa eleitoral que recolocou Florentino Pérez na presidência.
As saídas do Real Madrid
Do outro lado do balanço, o Real Madrid também esteve especialmente ativo na venda de jogadores, principalmente das categorias de base. Nico Paz foi negociado com o Como por 60 milhões de euros (cerca de R$ 351 milhões), enquanto Fran García rendeu 4 milhões de euros junto ao Real Betis e Mario Martín, mais 3,5 milhões de euros vindos do Getafe. A esses valores também podem ser somados percentuais de revenda recebidos em negócios de ex-jogadores da base, como as transferências de Mario Gila, da Lazio para o Milan, Victor Muñoz do Osasuna para o Liverpool e Álvaro Rodríguez, que deixou o Elche e se transferiu para o Bournemouth.
Além disso, outros jogadores deixaram o Real Madrid e ficaram livres de seus contratos como Dani Carvajal, David Alaba e Dani Ceballos. O resultado é um saldo bastante positivo para as contas do clube, mesmo antes de contabilizar a operação mais recente envolvendo o ataque.
A negociação com o Fulham
A maior surpresa financeira da janela vem da negociação com o Fulham, atualmente comandado pelo ex-jogador e treinador merengue Álvaro Arbeloa. Gonzalo García, artilheiro do Real Madrid no Mundial de Clubes do ano passado e que despertava interesse de Juventus e Como, está próximo de se transferir para a Inglaterra.
O negócio envolve o pagamento de cerca de 40 milhões de euros (cerca de R$ 234 milhões) por 70% dos direitos econômicos do atacante. Caso o Real Madrid deseje Gonzalo García em um futuro próximo, ficou estabelecido uma cláusula de recompra em 70 milhões de euros (cerca de R$ 409 milhões).
As saídas de jogadores do Real Madrid não estão resumidas somente a ida de Gonzalo García ao Fulham. César Palacios, meia-atacante também nascido em 2004 e que chegou a ser sondado pelo Como e deve seguir o mesmo caminho por valores próximos a 10 milhões de euros. Somando as duas negociações às demais vendas da janela, o Real Madrid já teria arrecadado cerca de 200 milhões de euros (cerca de R$ 1.17 bilhão) apenas com a saída de jogadores não utilizados e que não conseguiram espaço no time principal, sem contar bônus e percentuais futuros.
Créditos da foto de capa: PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP



