Florentino Perez, Real Madrid
Futebol La Liga UEFA Champions League

Real Madrid: o “mapa” de contratações de Florentino Perez ao longo dos anos que mudou o futebol!

Se tem um nome que precisa estar na história moderna do futebol europeu, especialmente quando falamos de mercado e protagonismo, esse nome é Florentino Pérez. O presidente do Real Madrid — que está à frente do clube em sua segunda passagem desde 2009 (a primeira foi entre 2000 e 2006) — é mais do que um dirigente de sucesso: ele virou uma figura-chave na transformação do futebol em uma potência global de entretenimento e negócios. E muito disso passa pelas suas decisões no mercado de transferências.

Florentino não apenas contratou grandes nomes. Ele criou uma cultura de superestrelas. Criou o projeto “Galáctico”, reposicionou o Real Madrid como a principal vitrine do planeta e mudou completamente a forma como os clubes passaram a encarar o mercado — especialmente os gigantes da Europa. Com ele, o Real não só venceu dentro de campo, como se tornou uma potência econômica, midiática e esportiva fora dele.

Tudo começou com um terremoto chamado Figo

A chegada de Florentino à presidência do Real, em 2000, foi logo marcada por um movimento chocante: tirar Luís Figo do Barcelona. Um dos maiores ídolos culés na virada do século, o português trocou o Camp Nou pelo Santiago Bernabéu em uma das transferências mais polêmicas e impactantes da história. E aquilo foi só o começo. Florentino deixou claro que estava disposto a enfrentar qualquer clube, pagar o preço que fosse e montar um time dos sonhos.

Nos anos seguintes, chegaram Zidane (da Juventus), Ronaldo Fenômeno (do Inter de Milão) e David Beckham (do Manchester United). Um por um, as maiores estrelas do mundo, em plena forma, desembarcavam na capital espanhola. Era o auge da era “Galáctica”.

Um novo foco a partir de 2009

Na sua volta ao comando do clube, em 2009, Florentino fez outro “ataque” ao mercado. De uma só vez, trouxe Cristiano Ronaldo, Kaká e Karim Benzema. De novo, o Real Madrid monopolizava os holofotes da Europa. Kaká acabou não rendendo o esperado, mas Cristiano e Benzema marcaram uma das fases mais vitoriosas da história do clube — com Champions, La Ligas, e muitos recordes.

Só que, diferentemente da primeira passagem, Florentino entendeu que também precisava apostar nos talentos nacionais. Naquele mesmo verão europeu, chegaram Xabi Alonso, Raúl Albiol, Álvaro Arbeloa, Esteban Granero e até Negredo, que logo foi vendido ao Sevilla. Essa mudança de abordagem mostrou que o presidente passou a dar mais atenção ao mercado espanhol, principalmente para manter a base da Seleção local.

Desde então, o Real Madrid contratou 30 jogadores espanhóis sob seu comando. Algo impensável nos anos iniciais da gestão, quando o foco era praticamente 100% internacional.

Brasil: a mina de ouro de Florentino

Se tem um país que virou sinônimo de “negócio certeiro” para Florentino, esse país é o Brasil. Nenhuma nacionalidade foi mais representada nas contratações do presidente do que a brasileira: foram 13 jogadores, começando por Flavio Conceição ainda na época dos Galácticos.

Mesmo que algumas apostas não tenham dado certo, o Real Madrid nunca parou de olhar para o Brasil. E hoje, com nomes como Vinícius Júnior, Rodrygo, Reinier e Endrick, essa tradição continua viva. O clube aprendeu a buscar talento diretamente da base brasileira, antes que outros gigantes cheguem com propostas maiores. É um investimento de longo prazo, mas que já tem dado retorno dentro e fora de campo.

A escassa presença argentina

Em contraste com os brasileiros, a Argentina teve pouca presença no “mapa” de Florentino. Só três jogadores do país vizinho chegaram ao Real Madrid sob seu comando: Walter Samuel (em 2004), Ángel Di María (em 2010) e agora, em 2024, Franco Mastantuono — considerado uma das maiores promessas do futebol argentino nos últimos anos. O número é surpreendentemente baixo, especialmente considerando a tradição argentina no futebol mundial.

Talvez seja uma questão de estilo, mercado ou oportunidade. Mas é curioso ver como um país tão rico em talentos teve tão pouca representação no projeto de um dirigente que sempre buscou os melhores do mundo.

O Real Madrid como uma marca global

Com Florentino, o Real Madrid virou muito mais do que um clube: virou uma marca universal. E o segredo está na diversidade de mercados explorados. O time foi buscar nomes no México (como Chicharito), no Japão (com Kubo), nos Estados Unidos, na África, no Oriente Médio. Todos os continentes foram mapeados — com exceção da Oceania.

Essa expansão estratégica aumentou não só o valor da marca Real Madrid, mas também a base de torcedores pelo mundo. Hoje, o clube é um dos mais seguidos nas redes sociais, com um alcance gigantesco e contratos milionários com patrocinadores globais. Tudo isso é reflexo da visão empresarial que Florentino trouxe ao futebol.

E um dado curioso para fechar: entre os principais clubes da Europa, o único que nunca vendeu um jogador para o Real Madrid de Florentino Pérez é o Arsenal. Todos os outros gigantes — como Juventus, Milan, Inter, Bayern, PSG, Chelsea, Manchester United — já negociaram atletas com o clube merengue nessa era.

Florentino Pérez não é apenas o presidente de um clube. Ele é o arquiteto de uma revolução no futebol moderno. Com planejamento, ousadia e uma visão clara de como transformar o Real Madrid em referência mundial, ele moldou o mercado de transferências como conhecemos hoje.

Se o futebol virou um espetáculo global, com cifras bilionárias e jogadores tratados como marcas, muito disso passa por esse dirigente madrilenho. O “mapa” de contratações que ele traçou ao longo dos anos virou modelo — e deixou uma marca permanente no esporte.