Xabi Alonso, Real Madrid Chelsea
Futebol Copa do Mundo de Clubes La Liga

Real Madrid: os 3 planos táticos de Xabi Alonso!

A estreia de Xabi Alonso no comando do Real Madrid no Mundial de Clubes já mostrou que o novo técnico não está para brincadeira. O jogo contra o Pachuca, além de garantir a classificação merengue, serviu como uma verdadeira vitrine para o lado estrategista do espanhol. E que estreia intensa: logo aos 7 minutos, Asensio foi expulso, e Xabi precisou mostrar na prática por que tem fama de “intervencionista” — no melhor sentido da palavra. Ele mudou o jogo várias vezes, tirou soluções da cartola e mostrou que tem repertório. Dá pra dizer que o torcedor do Madrid pode começar a sonhar com um time taticamente bem ajustado e versátil.

A seguir, a gente destrincha os três planos táticos usados por Xabi Alonso no duelo contra o Pachuca. Spoiler: teve 4-3-3, 4-4-1, defesa com três zagueiros e muito mais.

Plano 1: O 4-3-3 Inicial — Antes da tormenta

O jogo começou com o Real Madrid no tradicional 4-3-3, mas com algumas adaptações bem interessantes. Rodrygo acabou sendo sacrificado (começou no banco), e Xabi escalou Fede Valverde aberto pela direita, deixando Vinicius pelo lado esquerdo e Bellingham com liberdade no meio. A dupla Tchouaméni e Arda Güler dividia a construção no centro, formando a famosa “sala de máquinas” do time.

Era um desenho pensado para controlar o jogo com posse, intensidade e transições rápidas. Mas a expulsão precoce de Asensio, que segurou Rondón como último homem, mudou tudo. O que era um jogo para 11 virou um xadrez com uma peça a menos.

Plano 2: O 4-4-1 Pós-Expulsão — ajuste cirúrgico

Com um a menos, Xabi Alonso foi rápido no gatilho. Tchouaméni virou zagueiro pela direita, Arda foi reposicionado como primeiro volante (camisa 5), e Fede passou a ter mais liberdade para circular. A pausa para hidratação aos 30 minutos do primeiro tempo foi o momento-chave para o segundo ajuste tático do jogo.

Ali, o Real passou a jogar num 4-4-1, com Gonzalo (da base) indo para o lado do campo e Vinicius assumindo o comando do ataque. E aí o Real deslanchou. Gonzalo participou dos dois primeiros gols: no primeiro, recebeu na ponta e acionou Fran García, que cruzou para Bellingham abrir o placar. No segundo, deu uma assistência de primeira para Arda Güler fazer 2 a 0 após jogada pela direita com Trent.

Esse plano tático mais compacto ajudou o Real a segurar a pressão e ainda encontrar espaços no contra-ataque. Mostrou uma leitura de jogo afiada por parte de Xabi, que soube reorganizar seu time mesmo em desvantagem numérica.

Plano 3: Defesa com 3 Zagueiros — a carta final

No segundo tempo, Xabi Alonso não tirou o pé: foi mexendo na equipe com inteligência, sem mudar o desenho que funcionava. Logo no intervalo, tirou Gonzalo e colocou Brahim Díaz, reposicionando Vini no centro do ataque e mantendo a intensidade pelas pontas. Depois, aos 60 minutos, Ceballos e Modric entraram nas vagas de Güler e Bellingham, mantendo o dinamismo no meio, com um novo duplo pivô.

Mas o momento mais marcante taticamente veio de novo após uma segunda pausa para hidratação, já na etapa final. Foi aí que Xabi lançou seu terceiro plano tático: um sistema com três zagueiros e dois alas, um esquema que ele usava bastante no Bayer Leverkusen.

Com a entrada de Rüdiger no lugar de Trent, o Madridl passou a atuar com Fede Valverde como ala pela direita e Fran García pela esquerda. A linha defensiva ficou com três zagueiros: Tchouaméni, Rüdiger e Huijsen. Essa estrutura deu mais solidez defensiva e permitiu que os alas ajudassem tanto na recomposição quanto na construção ofensiva.

Essa defesa com cinco homens não parece que será o padrão do Madrid, mas serviu como uma boa arma tática para momentos específicos. E funcionou: Fede apareceu como elemento surpresa e marcou o terceiro gol após uma bela assistência de Huijsen para Vini.

O Estilo Xabi Alonso no Real Madrid: Intervenção com Inteligência

O que esse jogo contra o Pachuca deixou claro é que Xabi Alonso não é um técnico “engessado”. Ele lê o jogo, reage, ajusta e toma decisões com coragem. Mesmo com um jogador a menos por quase todo o jogo, o Real Madrid foi superior e venceu por 3 a 1, com gols de Bellingham, Arda Güler e Valverde.

A torcida merengue viu um time que soube sofrer, mas também soube dominar. A estreia de Xabi não foi perfeita só por conta do placar, mas porque mostrou versatilidade tática, autoridade nas decisões e um plano de jogo claro mesmo em condições adversas.

Se esse jogo foi um aperitivo do que vem por aí, o Real Madrid está em boas mãos. E, se os três planos táticos funcionaram tão bem em uma estreia turbulenta, imagina o que esse time pode fazer com 11 em campo o tempo inteiro.