A estreia do Real Madrid na fase de liga da UEFA Champions League 2026/27 terminou exatamente com o resultado que José Mourinho e seus jogadores mais desejavam, mas também deixou sinais de alerta que dificilmente serão ignorados. A vitória por 2 a 1 sobre a Internazionale, na última terça-feira (8), no Santiago Bernabéu, garantiu três pontos valiosos diante de um adversário de peso. No entanto, a atuação não transmitiu a mesma segurança do placar. A declaração de Federico Valverde após o apito final resumiu bem o cenário ao reconhecer que a equipe sofreu mais do que deveria, especialmente jogando diante de sua torcida.
O começo da partida, porém, indicava uma noite muito mais tranquila. O Real Madrid conseguiu abrir 2 a 0 antes dos 25 minutos, com Kylian Mbappé e Valverde, aproveitando erros decisivos da defesa italiana. O primeiro gol surgiu após uma falha de Yann Bisseck, que permitiu a Brahim Díaz participar da construção da jogada até a bola chegar ao atacante francês. Pouco depois, o goleiro Josep Martínez tentou iniciar a saída de bola sob pressão e acabou entregando a posse ao meio-campista uruguaio, que ampliou a vantagem. Em um curto intervalo, o time espanhol transformou os erros da Inter em uma diferença significativa no marcador.
O desempenho, entretanto, não acompanhou o resultado. O Real Madrid encontrou dificuldades para controlar a posse de bola, apresentou inconsistência no meio-campo e concedeu espaços perigosos à equipe italiana. Segundo análise da Sports Illustrated, o time criou oito grandes oportunidades, mas balançou as redes apenas duas vezes, justamente em lances que tiveram origem em erros do adversário. Mbappé desperdiçou duas chances claras, Jude Bellingham também teve uma oportunidade evidente e Brahim Díaz não conseguiu aproveitar outra boa situação.
A baixa eficiência ofensiva aparece como um dos principais pontos de preocupação para Mourinho. Na partida anterior, contra o Real Betis, o Real Madrid havia criado sete grandes oportunidades sem conseguir marcar, e a dificuldade para transformar as chances em gols já começava a chamar atenção. Diante da Inter, o cenário voltou a se repetir: o time criou oportunidades, mas desperdiçou situações claras. A diferença foi que, desta vez, os erros defensivos do adversário ajudaram a construir uma vantagem suficiente para garantir os três pontos e reduzir parcialmente a pressão.
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Na defesa, os problemas foram ainda mais evidentes. Thibaut Courtois precisou fazer sete defesas para impedir que a Inter transformasse seu domínio territorial em mais gols. O goleiro belga voltou a assumir protagonismo em uma noite de Champions League e foi determinante para manter o Real Madrid em vantagem nos momentos de maior pressão. Enquanto o sistema defensivo apresentava dificuldades para controlar os ataques italianos, Courtois aparecia para evitar um prejuízo maior. Sua atuação acabou sendo fundamental para sustentar o resultado.
A situação ficou ainda mais complicada no segundo tempo. Carlos Augusto marcou para a Inter e recolocou os italianos na disputa pelo empate no Santiago Bernabéu, que acabou não acontecendo. Depois do gol, o Real Madrid precisou resistir diante de uma pressão intensa, deixando claro que ainda precisa encontrar um equilíbrio maior entre organização defensiva, pressão sem a bola e controle das diferentes fases da partida. Para uma equipe que deseja lutar pelo título europeu, depender constantemente de grandes atuações de Courtois pode representar um risco considerável.
Outro ponto de interrogação está relacionado a Trent Alexander-Arnold. O inglês foi utilizado por Mourinho no meio-campo, ao lado de Valverde, diante das ausências de Eduardo Camavinga, Arda Guler e Bernardo Silva. O jogador conseguiu criar duas oportunidades e demonstrou sua qualidade com a bola nos pés, mas também apresentou algumas dificuldades defensivas e pareceu desconfortável em determinados momentos. Sua adaptação ao projeto de Mourinho continuará sendo uma questão importante, principalmente pela necessidade de conciliar sua capacidade de criação com as exigências defensivas.
No fim, o Real Madrid cumpriu sua missão principal: venceu a Inter e começou a UEFA Champions League com três pontos. Ainda assim, a partida também funcionou como um alerta. O ataque precisa ser mais eficiente, a defesa deve oferecer menos espaços e o meio-campo precisa assumir maior controle das partidas. Contra adversários ainda mais fortes, os erros apresentados no Bernabéu podem custar muito caro. O resultado foi positivo, mas o desempenho mostrou que o time de José Mourinho ainda precisa evoluir para transmitir a segurança esperada de um verdadeiro candidato ao título.

Como o Real Madrid estreou com o pé direito na UEFA Champions League, mesmo com preocupações nos próximos jogos
O Real Madrid iniciou sua caminhada na UEFA Champions League 2026/27 com aquilo que mais importava: uma vitória por 2 a 1 sobre a Inter de Milão, no Santiago Bernabéu, e três pontos importantes logo na primeira rodada. Apesar de uma atuação longe da perfeição, a equipe de José Mourinho demonstrou capacidade para sobreviver a um confronto complicado e aproveitar os erros do adversário. Mbappé e Valverde marcaram ainda na primeira etapa, enquanto Carlos Augusto descontou no segundo tempo e aumentou a pressão sobre os espanhóis. Courtois, mais uma vez, teve papel decisivo para garantir o triunfo.
A vitória representa um início positivo, mas não elimina as preocupações em torno do Real Madrid. A equipe desperdiçou oportunidades, permitiu que a Inter ganhasse força após o intervalo e terminou a partida sob uma pressão que poderia ter provocado um resultado diferente. A boa notícia para Mourinho é que haverá pouco tempo para lamentar os problemas, já que o próximo objetivo será recuperar consistência em La Liga antes do retorno à competição europeia, previsto para outubro.
O calendário doméstico terá importância especial para o Real Madrid. A equipe recebe o Rayo Vallecano no Santiago Bernabéu no sábado, 12 de setembro, pela quinta rodada de La Liga. Três dias depois, em 15 de setembro, o compromisso será contra o Elche, fora de casa, no Estádio Manuel Martínez Valero. A sequência exigirá atenção de José Mourinho, principalmente pela necessidade de administrar o desgaste físico do elenco após a estreia europeia. O treinador português precisará equilibrar minutos, intensidade e recuperação para evitar novos problemas físicos.
O grande teste, contudo, está marcado para 20 de setembro. Antes da pausa para a Data FIFA, o Real Madrid visitará o Atlético de Madrid no Metropolitano, em duelo válido pela sétima rodada de La Liga e previsto para as 16h15. O dérbi será uma oportunidade importante para avaliar se a equipe conseguirá transformar a vitória sobre a Inter em evolução coletiva diante de um adversário que costuma aumentar consideravelmente a intensidade nos grandes confrontos.
Depois do clássico contra o Atlético de Madrid, a UEFA Champions League também terá uma pausa. O próximo compromisso europeu do Real Madrid está previsto para 14 de outubro, diante da Roma. Dessa forma, José Mourinho terá algumas semanas para trabalhar e corrigir os problemas apresentados contra a Inter de Milão. O período será importante para ajustar a equipe, especialmente nos aspectos defensivos e na organização do meio-campo, além de buscar maior equilíbrio e consistência para a sequência da temporada e dos desafios continentais.
Assim, o Real Madrid começou a competição continental com o pé direito, mas ainda precisa demonstrar que a vitória não foi apenas consequência de uma eficiência momentânea. Rayo Vallecano, Elche e, principalmente, Atlético de Madrid serão capítulos importantes para mostrar se a equipe está realmente preparada para competir em alto nível nas duas principais frentes na temporada 2026/27 do futebol europeu.

Será que o Real Madrid vai evitar os mesmos erros da última temporada?
A vitória sobre a Inter de Milão deu ao Real Madrid um começo positivo na UEFA Champions League, mas também trouxe novamente uma pergunta que acompanha o clube desde a temporada passada: a equipe será capaz de corrigir os problemas que impediram uma campanha mais consistente? O triunfo por 2 a 1 no Santiago Bernabéu garantiu os primeiros três pontos europeus, porém a atuação voltou a evidenciar dificuldades para controlar o jogo e uma dependência significativa de Thibaut Courtois. A Inter teve maior domínio territorial e criou situações perigosas, enquanto o Madrid aproveitou falhas do adversário para construir sua vantagem.
A principal diferença desta vez está na tentativa de José Mourinho de estabelecer uma identidade mais organizada. O treinador português já demonstrou que pretende formar uma equipe estável e estruturada, algo especialmente importante depois de uma temporada anterior marcada por resultados abaixo das expectativas. Antes da estreia europeia, Mourinho destacou que seu objetivo principal é proporcionar estabilidade ao projeto, sem depender exclusivamente da qualidade individual de suas estrelas.
Os primeiros sinais, entretanto, continuam contraditórios. O Real Madrid já sofreu uma derrota para o Betis em La Liga e, diante da Inter de Milão, precisou de uma atuação extraordinária de Courtois para preservar a vantagem e confirmar a vitória. Por outro lado, a equipe tem demonstrado capacidade para decidir partidas em momentos importantes. O triunfo na UEFA Champions League pode, portanto, representar um impulso para a evolução coletiva, permitindo que José Mourinho ganhe confiança para corrigir falhas e fortalecer o time durante a temporada.
O calendário de setembro será decisivo para avaliar essa transformação. O Real Madrid enfrenta o Rayo Vallecano no Bernabéu em 12 de setembro e, três dias depois, visita o Elche. Na sequência, terá pela frente o compromisso que poderá revelar com maior clareza os avanços ou problemas da equipe: o clássico contra o Atlético de Madrid, no Metropolitano, em 20 de setembro. Os três confrontos estão previstos antes da próxima pausa internacional e serão importantes para medir a evolução do trabalho de José Mourinho.
Evitar os erros da temporada passada, portanto, não significa simplesmente acumular vitórias. O desafio do Real Madrid é transformar triunfos apertados em atuações mais controladas, diminuir a dependência de Courtois, aproveitar melhor as oportunidades e encontrar um equilíbrio maior entre ataque e defesa. A vitória sobre a Inter foi importante, mas os próximos jogos de La Liga mostrarão se Mourinho está realmente construindo um Real Madrid diferente ou apenas administrando problemas antigos.
(Foto: Getty Images)
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