Robert Whittaker
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Robert Whittaker cogita migrar para o boxe após deixar o UFC

O ex-campeão do peso-médio do UFC, Robert Whittaker, afirmou que cogita migrar para o boxe quando deixar a maior organização de MMA do mundo. A declaração do australiano aconteceu em seu podcast, dias após o brasileiro Anderson Silva derrotar Tyron Woodley, na semana passada, em mais um capítulo da recente aproximação entre lutadores de MMA e o boxe profissional. O tema ganha força, principalmente, pelo momento vivido por Whittaker dentro do UFC.

Durante a conversa, o ex-campeão deixou claro que a possibilidade o atrai não apenas pelo desafio esportivo, mas também pelo formato desse tipo de evento. “Sim, com certeza me interessa. Definitivamente me interessa, especialmente por não ter que passar pelo circuito do boxe como muitos outros fizeram. Se eu puder ir direto para esses caras do UFC que vêm para o boxe e fazem esse tipo de luta, você sabe do que estou falando”, disse Robet Whittaker, referindo-se a confrontos entre nomes conhecidos do MMA que migraram para o ringue, muitas vezes em lutas de alto apelo midiático.

O australiano também destacou fatores financeiros e pessoais como motivadores para uma eventual transição. “Acho que dá para ganhar dinheiro aí. Acho que vai me manter em forma. É definitivamente um aspecto do esporte que eu gosto. Sempre adorei golpes. Entrar nessa área seria legal. Seria uma mudança agradável e revigorante”, continuou. As falas reforçam a percepção de que, para Robert Whittaker, o boxe surge não apenas como um “plano B”, mas como uma alternativa concreta de carreira para o futuro próximo.

Declínio de Robert Whittaker no MMA

Essa possível mudança de rumo parece cada vez mais próxima. Considerado um dos maiores lutadores da história do UFC, Robert Whittaker, conhecido como “The Reaper”, atravessa um momento delicado dentro do octógono. O ex-campeão vem de duas derrotas consecutivas, algo inédito em sua trajetória profissional, o que naturalmente levanta questionamentos sobre sua permanência entre a elite da categoria.

Em sua melhor fase, Robert Whittaker construiu um currículo impressionante. Vitórias sobre nomes como Jacaré Souza, Derek Brunson, Jared Cannonier, Kelvin Gastelum e Darren Till consolidaram sua reputação como um dos pesos-médios mais completos de sua geração. Mesmo após perder o cinturão para Israel Adesanya, o australiano seguiu competitivo e se manteve por anos como presença constante nas primeiras posições do ranking, sempre próximo de uma nova disputa de título.

No entanto, o tempo parece começar a cobrar seu preço. Aos 35 anos, Robert Whittaker vem demonstrando mais lentidão em suas últimas apresentações, especialmente na movimentação e nas trocas mais intensas. A impressão é de que o australiano já não consegue impor o mesmo ritmo que o levou ao topo da divisão. Atualmente ocupando a nona posição entre os pesos-médios do UFC, ele ainda deve realizar mais algumas lutas pela organização, embora nenhuma esteja oficialmente marcada até o momento.

Opção interessante para um futuro não tão distante

Diante desse cenário, a migração para o boxe passa a fazer sentido sob diferentes perspectivas. Com menos desgaste físico causado por quedas e grappling, além de lutas mais espaçadas e com maior potencial financeiro, o boxe tem se mostrado uma alternativa atraente para veteranos do MMA. Casos como o de Anderson Silva, que encontrou sucesso e visibilidade no ringue após deixar o UFC, servem de referência direta para Whittaker.

Assim, com o fim do protagonismo no UFC e atento ao aspecto comercial de sua carreira, repetir os passos de Anderson Silva e de outros lutadores pode ser um caminho interessante para Robert Whittaker. Mais do que uma mudança de esporte, trata-se de uma tentativa de prolongar sua relevância, explorar novas oportunidades e encerrar a carreira em condições mais favoráveis, tanto esportivas quanto financeiras.

Foto: Chris Unger/Zuffa LLC