O atacante Rodrygo, mais conhecido entre os boleiros como “Rayo”, virou um dos nomes mais visados desta janela de transferências. Depois de uma temporada meio travada sob o comando de Carlo Ancelotti, com direito a banco, lesão, críticas e a ascensão relâmpago de Arda Güler nas mãos de Xabi Alonso, o brasileiro se viu cercado de incertezas, e holofotes. Ausente nos últimos jogos, mas sempre presente nas manchetes, o ex-Santos virou tema quente nas mesas de debate da Europa.
Agora, após dois meses afastado dos gramados, o Rayo está pronto para voltar às atividades nesta segunda-feira (4). E como já vimos com outros grandes nomes da história do Real Madrid, os verdadeiros talentos nunca perdem a fé no próprio futebol. É só uma questão de tempo, fase e, claro, confiança. E nisso, o brasileiro segue firme: acredita numa retomada forte e sonha com um novo protagonismo, justamente sob o comando de Xabi Alonso — ex-volante, hoje técnico, que conhece como poucos o peso da camisa merengue.
A imprensa internacional chegou a ventilar que o Real Madrid estaria de braços abertos para negociar o atacante. Mas, segundo o respeitado Diário AS, a história não é bem assim. O clube nunca deixou de confiar no Rayo. Pelo contrário: demonstra apreço, oferece apoio e enxerga no camisa 11 um jogador ainda decisivo. Embora atue como ponta-direita, mesmo sendo destro, Rodrygo tem entregado bons jogos, ainda que seu habitat natural siga sendo o lado esquerdo, onde pode partir pro drible, puxar pro meio e soltar a direita calibrada.
E no meio dessa tempestade de rumores, um número apareceu com frequência: 90 milhões de euros. Esse seria o valor para tirar Rodrygo do Santiago Bernabéu. Mas sem papo de troca, viu? O Real sabe muito bem o tamanho do brasileiro, que já coleciona dois títulos da Champions League, três da La Liga e uma presença sólida na elite do futebol europeu. Isso sem contar o detalhe curioso: Rodrygo está a um passo de virar “brasileiro-espanhol”, graças ao tempo de casa e adaptação ao país.
Premier League de olho em Rodrygo

Mesmo com contrato em vigor por pelo menos mais três anos, Rodrygo não escapou dos radares da Premier League. Tottenham e Liverpool demonstraram interesse no brasileiro, principalmente após mexidas importantes nos elencos. Os Spurs se despediram de Heung-Min Son, enquanto os Reds viram Luis Díaz voar direto para o Bayern de Munique. Traduzindo: abriu espaço no ataque. E espaço onde o Rayo poderia brilhar com liberdade.
Atualmente, o camisa 11 atua mais pelo lado direito no Real, função que exige dele um estilo mais organizador, mais voltado à construção das jogadas. Ele entra menos na área, finaliza menos, e precisa se virar mais na armação. Não é que ele vá mal, longe disso, mas está longe do seu auge. Já se fosse para a Inglaterra, poderia recuperar o papel de ponta-esquerda clássico, com liberdade para o mano a mano, o corte seco pro meio e aquele chute venenoso que a gente conhece desde os tempos do sub-17. Sim, ele ainda nem pisou no Brasileirão, mas o talento é coisa de veterano.
A comparação com Casemiro surge naturalmente. Mas a situação é outra. Casemiro saiu por cima, campeão de tudo, numa transição planejada. Já uma eventual saída de Rodrygo agora levantaria um sinal de alerta: estaria ele fugindo da pressão? Querendo escapar do banco e da concorrência? Essas perguntas ganhariam força, e o próprio jogador sabe disso.
É por isso que o Rayo bate no peito e quer virar o jogo. Nada de sair pela porta dos fundos. Ele quer dar a volta por cima no Real Madrid, mostrar que ainda pode ser decisivo, e deixar claro que está pronto pra mais uma temporada no topo. Com talento, personalidade e aquele estilo ousado que é a cara do futebol brasileiro, mesmo que, repita-se, ele nunca tenha jogado o Brasileirão.
No fim das contas, Rodrygo ainda tem muito a entregar. E, pelo jeito, ele sabe disso melhor que ninguém.
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