Rodrygo vive um momento delicado no Real Madrid. Com os últimos reforços contratados pelos merengues e a concorrência cada vez mais pesada no setor ofensivo, o brasileiro começou a perder espaço. E não só dentro de campo. Fora dele, também crescem os rumores de que seu ciclo no clube pode estar perto do fim. A falta de protagonismo durante o Mundial de Clubes e a queda na importância dentro do elenco acenderam o sinal de alerta: será que o camisa 11 ainda tem lugar no futuro galáctico do Real?
Apesar de ser jovem e ter entregado momentos marcantes — incluindo aquele gol contra o City em 2022 que colocou o time na final da Champions —, Rodrygo hoje parece estar mais próximo da lista de transferíveis do que da dos intocáveis. E, como era de se esperar, clubes europeus já começam a se movimentar. Times da Arábia Saudita chegaram com propostas tentadoras, mas o brasileiro deixou claro que ainda quer seguir no futebol europeu. Ele acredita que ainda tem lenha pra queimar no mais alto nível.
O Arsenal chegou a sondar, mas quem realmente vem com força agora é o Liverpool. E essa história tem mais camadas do que parece. A possível ida de Rodrygo para Anfield pode significar mais do que uma simples transferência: seria uma espécie de “vingança” dos Reds contra o Real Madrid, depois de anos de derrotas — em campo e nos bastidores.
Liverpool já tentou Rodrygo antes
A relação entre Rodrygo e o Liverpool, na verdade, é antiga. Antes mesmo de ele brilhar no Santos, quando ainda era uma promessa de 16 anos, Jürgen Klopp já tinha colocado os olhos no garoto. De acordo com o agente do jogador, Nick Arcuri, o próprio Klopp ficou encantado ao vê-lo em vídeos no YouTube e mandou um representante dos Reds ao Brasil para tentar fechar a contratação. Isso aconteceu na época em que Rodrygo assinaria seu primeiro contrato profissional com o Santos.
O negócio quase aconteceu. O Liverpool chegou a ter um acordo verbal com o jogador e com o staff, mas a proposta financeira era baixa — apenas 3 milhões de euros. Foi então que o ex-jogador Elano, na época envolvido na diretoria santista, barrou a venda. Segundo ele, o valor era muito abaixo do que o clube esperava por um talento daquele nível. E, como em tantas outras histórias, quem apareceu com tudo foi o Real Madrid.
Os merengues não economizaram: ofereceram 40 milhões de euros e garantiram o jovem brasileiro antes que qualquer outro europeu pudesse agir. O Liverpool ficou a ver navios. E, desde então, começou uma espécie de novela silenciosa entre os dois gigantes, marcada por disputas intensas por jogadores e vários capítulos de frustração do lado inglês.
O histórico de derrotas do Liverpool para o Real
Rodrygo foi só o começo. De lá pra cá, o Liverpool se tornou uma espécie de “cliente” do Real Madrid nos bastidores do mercado. A lista de tentativas frustradas é longa. Um dos casos mais recentes foi o de Jude Bellingham, alvo número 1 do time de Klopp. Os ingleses fizeram de tudo para levar o meia inglês, mas no fim ele escolheu o Bernabéu — e virou um dos melhores do mundo vestindo branco.
Antes disso, houve o caso Tchouaméni. O volante francês era destaque no Monaco e também foi alvo dos Reds. As negociações estavam adiantadas com o Liverpool, até que o Real Madrid entrou em cena e mudou tudo. O próprio Tchouaméni admitiu depois: “O primeiro que veio foi o Liverpool. Mas quando o Real Madrid apareceu, tudo mudou”. Outro check para o time espanhol.
Nem Mbappé escapou desse histórico. Klopp sempre teve o francês como sonho de consumo. O Liverpool chegou a negociar com o atacante, e o próprio jogador revelou que sua mãe era torcedora dos Reds. Mas no fim, o Real Madrid venceu mais uma. O padrão se repete: os ingleses identificam o talento, tentam agir, mas perdem a disputa para o poder de sedução do clube da capital espanhola.
Agora é a vez do Liverpool virar o jogo?
Com tudo isso em mente, a tentativa de contratar Rodrygo agora soa diferente. Não é só mais uma contratação: é uma oportunidade de mudar a narrativa. Finalmente vencer um duelo contra o Real Madrid, e com um nome que esteve perto de vestir vermelho anos atrás. Seria quase simbólico. Ainda mais com Klopp fora do comando e um novo ciclo se iniciando em Anfield. Um novo treinador, novas ideias e a chance de ter um brasileiro criativo, versátil e com faro de gol liderando o setor ofensivo.
Rodrygo, por sua vez, precisa decidir se quer seguir tentando conquistar espaço no Real — mesmo com Mbappé, Vinicius Júnior, Bellingham e companhia dominando o protagonismo — ou se prefere iniciar um novo desafio em outro gigante europeu. Aos 24 anos, ele ainda tem tempo e mercado. Mas talvez esse seja o momento ideal para virar a página. E o Liverpool, com sede de revanche, pode oferecer exatamente isso: um projeto ambicioso, espaço no time e uma torcida apaixonada por jogadores brasileiros.
O clube inglês precisa de uma nova referência ofensiva com cara de estrela. Com Salah já caminhando para a reta final no clube, Rodrygo pode ser o nome certo para assumir esse papel. E, se isso acontecer, a “vingança” do Liverpool pode vir com juros e correção monetária.