A passagem de Rogério Ceni pelo Bahia é marcada por boas campanhas nacionais do clube, porém, o técnico não consegue dar o “último passo”
A derrota por 3 x 1 para o Remo, na partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil decepcionou os 31 mil torcedores presentes na Arena Fonte Nova. Além de um resultado inesperado, o placar negativo mostrou mais uma vez a estagnação do trabalho de Rogério Ceni no Bahia.
Contratado em setembro de 2023 pelo clube baiano, Rogério Ceni possui uma passagem vitoriosa pelo time. Salvou a equipe do rebaixamento na primeira temporada e conquistou dois campeonatos estaduais (2025 e 2025) e a Copa do Nordeste de 2025.
Bahia de Rogério Ceni sofre nos momentos decisivos
Mesmo com o bom currículo, o treinador é criticado pelo rendimento do Bahia. Com o aporte financeiro do grupo City, dono de 90% da SAF do clube, o Bahia passou a receber mais investimentos financeiros, que resultaram em grandes contratações, como a de Everton Ribeiro em 2025, e na estrutura do clube, como na construção do Centro de Treinamento, no valor de R$ 300 milhões.
Por conta destes acréscimos, o time chegou a ser cogitado como possível favorito em competições. Porém, as eliminações precoces na Copa Libertadores da América de 2025 e 2026, somadas à recente derrota para o Remo, demonstram que Rogério não consegue dar um passo adiante no trabalho no Bahia.
A equipe enfrenta oscilações nesta temporada. Alterna grandes resultados, como as vitórias fora de casa contra Corinthians, Vasco da Gama e Internacional pelo Campeonato Brasileiro, e derrotas ou eliminações para equipes inferiores, como a goleada por 4 x 1 para o Remo e a eliminação para O’Higgins pelas Libertadores, em plena Arena Fonte Nova.
O desempenho leva críticas ao técnico Rogério Ceni, que não consegue manter um desempenho automático do Bahia nas partidas, principalmente as decisivas. Nestas, o time oscila, apresentando fragilidades defensivas e pouca criatividade nas chances de gol. Devido a isso, o time sofre muitos gols, principalmente em casa, quando sofre com as investidas de contra-ataque dos adversários.
Os defensores Santiago Mingo e David Duarte não conseguem acompanhar certos ataques dos jogadores adversários e também sofrem na marcação. Esta noção foi vista pelo Fluminense e pelo Palmeiras, que empataram e venceram o Bahia, respectivamente.
O time de Rogério Ceni joga melhor quando está em linhas baixas, resultando em um elogiado aproveitamento fora de casa pelo Brasileiro: o time venceu Corinthians, Vasco da Gama, Internacional e Mirassol longe de Salvador. No entanto, esta postura de jogo é criticada por conta da qualidade de elenco do Bahia, especialmente no setor ofensivo.
Nomes como Everton Ribeiro, Erick Pulga e William José foram contratados para darem vigor ofensivo ao clube, especialmente na criatividade e nas inserções ao gol adversário, porém, não conseguem apresentar o melhor futebol de cada um nas partidas, principalmente contra times que jogam sem deixar espaços.
Como Rogério Ceni enxerga o atual momento do Bahia
Na entrevista coletiva pós-jogo contra o Remo, Rogério mostrou-se abatido por mais um insucesso do Bahia em jogos decisivos. “Ainda não havíamos perdido dois jogos seguidos no ano. Hoje é um dia triste, um momento delicado na temporada que temos que superar. A responsabilidade hoje é totalmente minha, não dá para reclamar de má vontade dos jogadores. Não estamos confortáveis, então pedi para que eles fossem embora e só eu atendesse vocês hoje.”
Mesmo abalado com a segunda derrota consecutiva no ano (a primeira ocorreu contra o Flamengo no último domingo), Rogério Ceni comentou que a virada precisava acontecer já no jogo seguinte, contra o Santos na Fonte Nova, no próximo sábado (25).
“Vamos ter que arrancar o triunfo de qualquer maneira contra o Santos. Precisamos da confiança do torcedor, não sei se vamos ter, mas totalmente compreensivo. Eu só posso lamentar, mas vamos dar nosso melhor. Que a gente consiga ter a calma que não teve hoje para estancar essa desconfiança no sábado”, enfatizou o treinador.
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