Menos de duas semanas depois de decidirem o título em Indian Wells, Aryna Sabalenka e Elena Rybakina voltaram a se enfrentar, desta vez pela semifinal do Miami Open. E, mais uma vez, a número 1 do mundo levou a melhor. Só que, diferente do duelo anterior, decidido nos detalhes, Sabalenka foi dominante e venceu em sets diretos, por 6/4 e 6/3, em pouco mais de uma hora de jogo.
A vitória confirma um momento muito consistente da bielorrussa em 2026. Se em Indian Wells ela precisou salvar match-point para avançar, em Miami o cenário foi outro. Sabalenka entrou em quadra mais firme, controlou melhor os pontos importantes e praticamente não deu brechas para reação da rival. Foi uma atuação mais segura, menos dramática e que mostra evolução dentro da própria rivalidade.
Aos 27 anos, Sabalenka chega à sua 44ª final no circuito da WTA, com um histórico sólido: 23 títulos e 20 vice-campeonatos. Em torneios de nível 1000, que estão entre os mais importantes do calendário, ela já soma dez conquistas. Agora, tenta mais um troféu de peso e também o bicampeonato em Miami, reforçando ainda mais seu status no topo do tênis mundial.
Outro ponto que chama atenção é a possibilidade do chamado “Sunshine Double”, feito raro que consiste em vencer Indian Wells e Miami no mesmo ano. Apenas grandes nomes da história conseguiram isso, como Steffi Graf, Kim Clijsters, Victoria Azarenka e Iga Swiatek. Sabalenka agora está a uma vitória de entrar nesse grupo seleto, o que dá ainda mais peso à final que está por vir.
Sabalenka impressiona na semifinal
O desempenho recente da número 1 do mundo impressiona. Com o triunfo sobre Rybakina, ela chegou à sua 22ª vitória na temporada, tendo sofrido apenas uma derrota até aqui. Curiosamente, essa única derrota foi justamente para a própria Rybakina, na final do Australian Open. Ou seja, apesar da superioridade recente, o confronto entre as duas segue equilibrado e relevante no circuito.
No retrospecto geral, Sabalenka agora lidera o confronto direto por 10 a 7. Mais do que números, isso mostra uma rivalidade consolidada, com jogos frequentes em fases decisivas. São duas jogadoras que costumam se encontrar em momentos grandes, o que ajuda a elevar o nível técnico e também o interesse do público.
Do outro lado, Rybakina deixa o torneio com mais uma campanha consistente, mas sem conseguir chegar à final. A cazaque já havia sido vice-campeã em Miami em outras edições e buscava mais uma decisão. Mesmo assim, encontrou dificuldades diante de uma adversária que jogou em alto nível do início ao fim.
A final contra Gauff
Agora, Sabalenka se prepara para a decisão contra Coco Gauff, que chega embalada após uma vitória dominante sobre Karolina Muchova. A norte-americana aplicou um duplo 6/1 na semifinal, mostrando que também vive grande fase.
O confronto entre Sabalenka e Gauff promete equilíbrio. As duas já se enfrentaram 12 vezes, com seis vitórias para cada lado. Esse histórico igual reforça a expectativa de uma final aberta, sem favorita clara, apesar do momento ligeiramente mais sólido da líder do ranking.
Além disso, Gauff tem um fator extra: joga em casa, com apoio da torcida, e deve ganhar confiança com isso. Por outro lado, Sabalenka chega mais rodada em finais grandes e com uma sequência recente muito forte. É o tipo de duelo em que detalhes fazem a diferença, como aproveitamento de break points, consistência no saque e controle emocional nos momentos decisivos.
Outro aspecto interessante é o contexto do torneio. O encontro entre as então número 1 e 2 do mundo na semifinal só aconteceu porque o sorteio foi realizado antes da atualização do ranking. Isso alterou o caminho das favoritas e acabou antecipando um confronto que facilmente poderia ser uma final.
No fim das contas, a vitória de Sabalenka sobre Rybakina não foi apenas mais um resultado. Ela reforça um momento dominante, mostra evolução em relação ao confronto anterior e coloca a bielorrussa muito perto de um feito histórico na temporada. Agora, resta saber se ela conseguirá manter o nível na final e transformar essa sequência impressionante em mais um título importante.
(Foto: Maria Christina Acosta)